quarta-feira, abril 18, 2018

Coluna: Era Uma Vez... - Por Gabriel Justino.

O novo conto do Gabriel está um arraso! Vem dar uma olhada!


Conto 14 - Significados

Fonte: Bibliomundi.com


Quando ele se olhou no espelho, não se reconhecia mais. O que acontecera? Se perguntava. Antes tão seguro de si, agora indeciso e buscando resposta nos olhos castanho-claro que o encaravam de volta no espelho.

Edu sempre fora uma criança enérgica, falante que se enturmava fácil com os colegas numa festa de aniversário de um de seus amigos, corria e brincava instantes depois de chegar com as outras crianças, nem parecia que conhecia só o aniversariante.

A infância traz lembranças agradáveis para este jovem menino, que ainda não decidiu sobre o seu futuro, acha que seus 25 anos estão distantes, mesmo faltando pouco mais de 14 anos para chegar a essa idade. Incertezas se abatem sobre o garoto, pequenos fatos que acontecem, o deixam introspectivo, da criança falante à criança calada, e cada vez mais o jovem Edu vai se perdendo num mar de dúvidas e questionamentos que o cercam.


Sexta Feira, 2 de março de 2001 (Aquele dia)

Hoje o meu dia foi muito difícil, eu gostava da Milena, apesar de ser bem diferente de mim. Gostaria de conversar mais com ela, ficar mais próximo dela e quem sabe trocar alguns bilhetes. Tenho que treinar minha escrita também, e por quê não enviando bilhetinhos para a garota que eu gosto? É estranho, ela sempre foi legal comigo, achei que ela pudesse gostar de mim também, por isso, me iludi tão depressa, só que quando revelei que eu gostava dela, ela me dispensou, me via só como um amigo e quando me dei conta já estávamos afastados há quase um ano. Éramos de salas diferentes, mas descobri que ela tinha educação física, então pedi para a professora deixar eu ir ao banheiro, quando desci as escadas e cheguei ao pátio principal, ela estava lá sentada, mexendo em seu celular.

 — Oi, tudo bem com você Mi?
— Oi Eduardo. Tudo sim. – me respondeu ela, sem tirar os olhos do celular.
— Sei que não estamos nos falando muito, mas, gostaria de te perguntar, por que não tem falado comigo e me evitado?
— Olha não tenho tempo para isso. Você é um bobo, chato e idiota. Vê se não me incomoda mais tá bom?!

Eu poderia ter respondido, mas fiquei em choque e de vez ter falado algo, me retirei como um covarde. Virei as costas para ela, com a melhor cara de ofendido e corri de volta para a aula de matemática. Literalmente corri. Que dia ruim, e ao menos nem sei o porquê ela me tratou assim. Acho que foi a primeira vez que entendi o significado da palavra decepção e mágoa.


Segunda-Feira, 26 de março de 2001 (Ainda sinto)

Faz algumas semanas, desde aquele dia que travei, mas vou vivendo um dia após o outro. Afinal, tenho meus amigos para me distrair. Uma nota mental que fiz, nunca me apaixonar sem ser correspondido, mas isso que é o ruim, não mandamos ou controlamos os nossos sentimentos. E ainda, gosto daquela menina, talvez eu tente chamar a atenção dela. Mas como? Comprar roupas novas? Péssima ideia, tenho que ir de uniforme. Talvez posso mudar o penteado, acho que isso daria certo. Vou esperar as férias de verão para mudar, não uma mudança radical, começarei a planejar isso e como farei, mas com certeza valerá a pena. Tenho lá minhas dúvidas, mas no fundo acredito que pode dar certo.


Quinta-Feira, 31 de janeiro de 2002 (Let’s Go)

Sabe o que é engraçado? É que sempre pensamos, na verdade não pensamos, somos induzidos a acreditar que as férias vão fazer certos milagres e que você irá voltar para a escola como o mais descolado dos alunos. Eu acreditava que uma transformação poderia acontecer nas férias de verão e que eu voltaria mudado, a ponto da Milena reparar em mim. Onde eu errei? Exatamente no ponto de ficar apaixonado por ela, esse é o erro. Vida que segue, bola para frente. Voltei com um novo corte de cabelo, coloquei até uma corrente maneira no pescoço, e... nada. Nem um olhar, nem uma palavra, nem um risinho bobo. Acho que na aula de português, poderíamos estudar a palavra frustrado. Porque sinceramente, esse era o meu sentimento naquela volta as aulas, toda uma preparação: vou ao cabelereiro nas férias e mudo o corte de sempre, peço para minha mãe comprar uma corrente, só para quebrar o padrão do uniforme, desisto das calças de moletom e tento me convencer a gostar do jeans e tudo o mais, para simplesmente, ser ignorado. 

E a volta as aulas se sucederam dessa forma, sem novidades, nem mesmo meus amigos repararam nessas pequenas mudanças. Acho que acreditei que minha vida era como aqueles filmes, que a pessoa nerd, volta toda diferente e começa a se tornar popular na escola, mas minha vida não é um filme e tenho que ficar aqui sentado nessa carteira, aprendendo os conceitos de números naturais, sistema de numeração decimal e números racionais. HELP! Mas vamos lá néh, vida que segue. O sinal tocou, hora de ir para casa fazer esses benditos exercícios. 

Os números nos outros anos pareciam ser tão fáceis, por que vieram com esses monstros de pergunta problema? Para tirar nossa paz? Só pode, a pergunta era mais ou menos assim: “Uma pessoa tem 44 anos e a outra, 20 anos. Há quantos a idade da mais velha foi o triplo da idade da mais nova? ”, o que eu entendi: “Uma pessoa tem 44 anos e a outra, 20 anos. Calcule a idade dos pais de Mariana”. Loucura é o que o exercício pede e o que entendemos, mas vida que segue, ainda faltam alguns anos para terminar meus estudos e aguentar todas essas coisas de ensino fundamental e também do médio. Acho que a palavra do dia é dificuldade, porque era isso que estava tendo com a matéria e para me entrosar com meus colegas.


Quarta-feira, 21 de agosto de 2002 (Sem voz)

Precisávamos ler trechos de um livro na frente da sala, tínhamos que ficar de pé, era normal fazer isso, mas quando a voz dos outros começa a mudar, e só a sua não, é complicado. O problema aqui não era a leitura, até porque, modéstia à parte, eu sempre lia bem. Mas algo mudou a partir desta quarta, assim que pronunciei as primeiras palavras, ouvi as risadinhas e a forma como caçoavam de mim, isso tudo, porque ainda não tinha desenvolvido um tom grave de voz. Creio que a parte difícil hoje, foi ter que lidar com isso, eu não sabia como aguentar aquelas gozações, era difícil e o que eu poderia fazer? Jurei para mim mesmo, que a partir de hoje, evitarei ao máximo ler ou me manifestar sobre algum assunto. É melhor assim, pois dessa maneira, não serei tachado de algo que não sou. As palavras que poderíamos aprender na aula de hoje seriam duas: cruel e empatia.

Cruel porque as pessoas são assim, gostam de causar dor aos outros, por simplesmente se sentirem bem ou se sentirem superiores aos outros, ao contrário da empatia, porque aqueles que são empáticos, conseguem se colocar no lugar do outro, entendendo-o da melhor maneira possível, compreendendo o sofrimento que pode causar ao outro...

Pobre menino, sou uma mera espectadora do seu sofrimento e de como uma doce e falante criança, começou a se trancar em seu próprio mundo e foi perdendo o brilho da vida, sendo erroneamente induzido a se fechar em si mesmo. Por que o Homem tem que ser tão cruel com seus próprios semelhantes? Por que falamos de paz enquanto criamos a guerra? Por que queremos amor se desprezamos ao próximo? Por que queremos ser livres de julgamentos quando adoramos representar o papel de juiz? Talvez o Edu, encontre a si mesmo um dia, as vezes fico refletindo tudo que ele passou com tão pouca idade, mas a vida é assim, não é? Não deveria, mas infelizmente é assim. Espero que nos próximos capítulos, eu possa ler que ele se tornou um adulto maravilhoso, que conseguiu sobreviver a essas agressões e finalmente se permitiu falar com os outros sem temer os julgamentos que viriam.

Abraços fraternos de uma mera narradora que espera te encontrar e contar a sua história um dia.
Com amor T.


MC Traduções: Por que o futuro das bibliotecas do Reino Unido está na “conexão”, não na “coleção”. Por Marina Chagas

Por que o futuro das bibliotecas do Reino Unido está na “conexão”, não na “coleção”
Por: Louise Rhind-Tutt.  12 de Setembro de 2017
Tradução por: Marina Chagas.
Link original:  https://inews.co.uk/culture/books/future-uk-libraries-connection-not-collection/

A Biblioteca de Birmingham é a biblioteca mais movimentada do Reino Unido (Foto: Will Oliver/AFP/Getty Images)
  
Duzentos e cinquenta milhões de visitas foram feitas à bibliotecas públicas na Grã-Bretanha no ano passado - mais do que passeios ao cinema e teatro, excursões às dez principais atrações turísticas do Reino Unido, e idas a shows de música ao vivo combinados.

Longe de acabar nesta era da tecnologia, as bibliotecas estão se fortalecendo - mas tiveram que se adaptar para se manterem relevantes.

“As bibliotecas estão se tornando cada vez mais centros de aprendizado, descoberta e cultura para suas comunidades”, afirma Mark Taylor, diretor de relações externas do CILIP, a Associação de Bibliotecas e Informações (Library and Information Association).

Não mais somente um espaço silencioso para ler ou emprestar livros, as bibliotecas inovadoras do Reino Unido estão progressivamente começando a oferecer uma gama surpreendente de atividades, desde ensinar a programar, assar, tocar bateria, criar um negócio, assistir a um filme ou ir a um show.


O silêncio não é mais ouro

A nova flexibilidade dos espaços de biblioteca significa que os jovens (entre 15 e 24 anos) têm mais probabilidade de usar bibliotecas do que os maiores de 55 anos nas Ilhas Britânicas.

Aumentar o número de atividades oferecidas nas bibliotecas ajuda-as a se tornarem espaços comunitários mais modernos e inclusivos.

"A Manchester Central Library é uma incrível evolução do prédio da biblioteca original", diz Taylor.

"Eles têm uma forte coleção de músicas, e você pode praticar piano, bateria, guitarra, ou ir à mesa de mixagem."

A Central Library transformada (a segunda maior biblioteca pública do Reino Unido que possui uma estrutura neoclássica impressionante) visa atrair dois milhões de visitantes por ano.

Ali, a Media Lounge (Espaço de Mídia) é equipada com computadores Apple, todos com software criativo instalado para futuros cineastas, designers e jogadores.


Instagram:@greg.kubas em 27 ago de 2017.

A biblioteca também abriga a primeira North West BFI Mediatheque (Mediateca do British Film Institute), onde os visitantes podem desfrutar de filmes e programas de TV gratuitamente, incluindo uma coleção especial dedicada a Manchester.

A Business Library - um dos seis únicos Centros de Negócios e Propriedade Intelectual da Inglaterra - é um lugar onde inventores e empreendedores iniciantes podem acessar informações e apoio individual de consultores de negócios e advogados.

"Eles também têm um programa cultural de sessões de microfone aberto, palestras e shows, produzidos com artistas locais", diz Taylor.

"E você pode até se casar na biblioteca."



A biblioteca mais movimentada do Reino Unido

A pouco menos de 90 quilômetros ao sul de Manchester fica a Biblioteca de Birmingham.

É a mais movimentada do Reino Unido, e recebeu 1,6 milhão de visitas em 2016.

Instagram: @libraryofbham em 15 de set de 2013

“Eles fornecem suporte para empresas iniciantes, têm uma enorme coleção de músicas e filmes e organizam sessões para escolas e crianças, como clubes de tecnologia, hora da histórias e atividades de artesanato”, diz Taylor.


Se você está iniciando uma empresa ou procurando emprego, pode obter ajuda com seu currículo, aconselhamento jurídico e orientação sobre propriedade intelectual na biblioteca.
Tudo parece bom demais para ser verdade - e talvez seja.

David Lindley, diretor executivo da Designing Libraries (o centro para design e inovação de bibliotecas), acredita que a Biblioteca de Birmingham é “um conceito interessante e inovador arquitetonicamente”, mas preocupa-se com “os custos de funcionamento de uma instalação de múltiplos níveis e subseqüentes horas de abertura prejudicaram seu sucesso inicial ”.


Tendências internacionais e a importância do design


Lindley acha que a reformulação das bibliotecas está acontecendo lenta mas progressivamente, e que o Reino Unido deve procurar mais exemplos internacionais de inovação em bibliotecas.

"As tendências, francamente, estão sendo definidas em outros lugares - no Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Finlândia e Dinamarca", explica ele.

Gemma John (que escreveu o relatório de 2016, Designing Libraries in the 21st Century: Lessons for the UK), sugere que, enquanto as bibliotecas públicas em todo o mundo enfrentam um futuro incerto, elas estão evoluindo para se tornarem lugares de “conexão, não de coleção”.

“O design é uma maneira importante de provocar essa mudança”, diz John.



A Victoria State University, em Melbourne, organiza workshops regulares e eventos comunitários, além de fornecer livros e espaços de estudo (Foto: Shutterstock) 

“Arquitetos e designers de interiores terão um papel fundamental na transformação de bibliotecas públicas, de um depósito de livros para um espaço de reunião.”

Lindley argumenta que a chave é "criar espaços interativos, colaborativos e participativos para as pessoas se unirem e trabalharem juntas, aprenderem juntas e acessarem uma variedade de materiais e recursos - não apenas livros emprestados".



Definindo o padrão para bibliotecas futuras

De acordo com Taylor, o Storyhouse em Chester (um cinema, teatro, centro de artes e biblioteca em um prédio remodelado de Odeon) é um bom exemplo de como as bibliotecas britânicas estão mostrando inovação, assim como o The Hive in Worcester, inaugurado em 2012.

“O Hive é a primeira biblioteca pública e universitária da Europa”, explica Taylor.

“Eles organizam muitos eventos para a comunidade, como apresentações de música, competições de panificação, sessões de contação de histórias e colocam um foco nos arquivos e na história locais.”

Para Lindley, a nova biblioteca mais interessante e inovadora é a The Word in South Shields, que oferece um café, área de varejo, zona de jogos, cibercafé  e várias experiências interativas e prática



Aqueles que trabalham em bibliotecas acreditam que a The Word in South Shields é o exemplo perfeito de uma biblioteca modernizada (Foto: The Word/Facebook)

Dentro da bibliotea, o 'StoryWorld' oferece uma experiência de narrativa imersiva com projeções sonoras e visuais.

O 'FabLab' é um espaço criativo para crianças, jovens e adultos, com acesso a impressoras 3D, além de cortadores de vinil e laser. Uma parede de mídia digital também oferece atividades criativas, desde a criação de um quadrinho até a ilustração de um livro de histórias.


“O Word faz parte de um projeto enorme de renovação cívica e acredito que irá - ou deveria - estabelecer o padrão para novas bibliotecas no futuro”, diz Lindley.

Moletom FaBCI - 2018


Olha o friozinho chegando aí! E nada melhor para te aquecer do que os maravilhosos moletons do curso de Biblio!

Tem uma fornada deles sendo preparada e promete deixar seu inverno quentinho!


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Aconteceu na FaBCI: Relato da palestra com Carolina Kuk do Nestlé Centro de Memórias. - Por Sofia Biella


A Carolina Kuk do Centro de Memórias da Nestlé deu uma passadinha na FESP para conversar com a gente, e a Sofia Biella escreveu pra gente um relato completo. Vem ver o que ela falou!


1º Semestre de Biblioteconomia Matutino

A palestra com Carolina Kuk, gerente de projetos da Solar Pesquisas de Historia e coordenadora do Nestlé Centro de Memórias, foi muito estimulante para quem tem interesse em atuar na área coorporativa. Isso, pois mostrou o quão empolgante pode ser estar dentro do ramo de memória institucional de uma grande instituição e também, apesar de trabalhoso, o quão inovadora e desconhecida é a área de pesquisa em memória institucional.

Existem duas áreas de atuação dentro do Centro de Memórias da Nestlé, que é a dos bastidores e a do uso de toda a informação obtida através da primeira.

Nos bastidores, a presença do “olhar clínico” do bibliotecário, segundo ela, é essencial, pois as tarefas são muitas e a experiência do mesmo dinamiza o trabalho relacionado à: selecionar e organizar a documentação histórica da instituição, catalogar e incorporar a documentação ao banco de dados, disponibilizar a documentação de forma rápida e prática, entre outras.

1º Semestre de Biblioteconomia Noturno
No uso, englobam-se as pesquisas, a prestação de consultorias, a relação com o marketing e os recursos humanos da instituição, a responsabilidade social, o atendimento ao consumidor aliado ao SAC da mesma, e diversas outras atuações que o centro de memória realiza para a preservação da documentação histórica.

Assim, a divulgação da importância dos Centros de Memória é algo necessário, para principalmente, evidenciar a área de gerenciamento da memória institucional empresarial e também para a quebra de ideais sobre a documentação ser apenas um conjunto de papeis escritos e autenticados. Mostrando que, justamente pela demasiada demanda informacional exigido, a contratação de profissionais qualificados para as tarefas, como bibliotecários e historiadores, é um investimento muito funcional e lucrativo para qualquer empresa.

quarta-feira, abril 11, 2018

Visita às bibliotecas do Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo.

A turma do primeiro semestre foi com a Profª Maria Rosa Crespo visitar as bibliotecas do Colégio Marista Arquidiocesano
Olha só o relato incrível que a Sofia Biella Caetano escreveu para nós!!


Estante do Colégio. Arquivo pessoal.



O Colégio situa-se ao lado de uma das saídas do metrô Santa Cruz, na região da Vila Mariana,e com a grande estrutura que apresenta já em sua fachada permite a leitura do peso que a tradição exerce sobre a filosofia da Instituição.

Dentro do Arqui foi estruturado um Memorial, desde 2015, quando o Colégio completou 80 anos de existência e ensino no atual endereço, com a intenção de manter presente e homenagear a história do Colégio desde de sua fundação.

Além disso, existem três bibliotecas, divididas por faixas etárias e estruturadas de acordo com as mesmas. Uma infantil, na qual os livros são separados em caixotes de acordo com seuassunto, que sendo usada a partir de dois anos de idade, tem o intuito de ser um espaçolúdico e de entretenimentode sensibilização para a leitura, com atividades como por exemplo, de histórias sensoriais entre outras. O que achei fantástico e fundamental para o contato da criança com a leitura e para seu próprio desenvolvimento, podendo ser acessada até o Fundamental I.

Existe também a  biblioteca juvenil, a qual com as palavras do próprio Ricardo (bibliotecário da Instituição), é um espaço de “desmame”, no qual os alunos até o 4°ano podem frequentar e entender na prática essa ponte entre os antigos caixotes e as então prateleiras com códigos e sistematizações.

E por fim, existe a biblioteca central, que comporta a maior parte de acervo da Instituição, mas que,inovadoramente, não comporta apenas livros, mas também exposições, uma videoteca e obras de diversas culturas, idades históricas e religiões para auxiliar no maior contato possível do aluno com a diversidade sociocultural deste mundo plural e pós moderno em que estamos inseridos.
Achei linda a filosofia e postura do bibliotecárioRicardo, pois mesmo com as mais variadas adversidades enfrentadas, se mostrou um profissional de extrema competência, sendo a própria interdisciplinaridade em pessoa, que é uma qualidade que, na minha opinião é de suma importância não apenas na área da Biblioteconomia e Ciência da Informação, mas também em todas as carreiras.

O constante estudo e, consequentemente as possibilidades de aprendizado, tornam um profissional apto não apenas para relacionar -se com sua área, mas com as mais diversas com que tem contato, o que trazendo para o caso do bibliotecário, quebra com os estereótipos e, inclusive, pré-conceitos, e auxilia na visão da biblioteca como espaço de acolhimento do aluno, no qual,mantendo um diálogo constante com os professores, tem como fundamental a importância da satisfação informacional do usuário, seja em seu suporte físico ou virtual, incluindo sua forte função pedagógica também.

Aconteceu da FaBCI -Relato aula aberta "Transformação Digital". Por Jaciara Oliveira

A Jaciara Oliveira fez um relato sobre a aula aberta Transformação Digital: impactos e oportunidades no segmento da gestão documental, com mediação do nosso mais novo Doutor: Francisco Lopes de Aguiar. Leia abaixo o que rolou!


Na última quarta-feira, 04 de abril de 2018, tivemos a oportunidade de assistir no Auditório da FESPSP, uma aula aberta com os especialistas em gestão de documentos digitais Wilton Tamane e Jose Galves Jr, que abordaram a transformação digital: seus impactos e oportunidades no segmento da gestão documental.
A palestra teve início com a fala do Wilton Tamane, que fez um breve relato sobre sua “estreia” na transformação digital, desde a microfilmagem, passando pelos primeiros scanners, até chegarmos à tecnologia atual. Ele chamou a atenção para a postura de organizações coorporativas em relação à prática digital dentro das empresas e abordou a relação generalista X especialista, citando como o crescimento do número de  especialistas na atualidade deixa um pouco de lado a visão generalista na organização documental. Para ele, a gestão documental tem uma grande importância na transformação digital.
Em seguida, teve a palavra José Galves Jr (o Galves). Com formação em Tecnologia e especializações em RH e Gestão de TI, explanou sobre a transformação digital e a dificuldade das empresas em iniciar esse processo. Para ele, as empresas focam nos ganhos financeiros e em mobilidade, mas na questão da transformação digital, simplesmente não sabem por onde começar. Acredita que o caminho da transformação digital nas empresas teve seu início a partir das necessidades de cada departamento. Enfatizou que para obter um processo de organização bem sucedido, seja no meio físico ou em algum repositório digital, é muito importante a atuação/ participação de um bibliotecário, um arquivista. Para ele, estes profissionais possuem conhecimento adequado em metodologias que norteiam quanto ao que fazer, como fazer e onde armazenar. Traz o fator humano como outro ponto forte no processo de transformação digital. De suas experiências, cita a formação de equipes multidisciplinares para criarem soluções que viabilizem a transformação digital.

terça-feira, abril 10, 2018

Depósito de TCCs na Biblioteca da FESPSP

Quer saber o que é necessário para o seu TCC entrar para o repositório da FESPSP? É só ler o que a Adriana Nogueira que trabalha na nossa querida Biblioteca escreveu para nós. Valeu Adriana e Winderson!


DEPOSITO DE TCCS NA BIBLIOTECA FESPSP




Ao longo da graduação ficamos na expectativa da tenebrosa hora de iniciarmos um dos mais importantes trabalhos já realizados durante a nossa formação...o tão temido TCC. Esse é um momento desafiador, no qual é posto à prova o aprendizado adquirido ao longo do curso. Decidir sobre um tema que estimule nossa curiosidade, pois a pesquisa nos acompanhará por vários meses e despertará uma verdadeira montanha russa de emoções.

Ao final da caminhada temos outro momento importante, a apresentação da pesquisa, na qual seremos avaliados por especialistas da área para enfim sabermos a nota final, e pensamos “ufa, enfim acabou”, essa é a hora de comemorar e lembrar que o seu TCC pode fazer parte do repositório da FESPSP.

Para que isso ocorra é necessário que o seu trabalho tenha uma nota igual ou superior a 9. A cópia deverá ser entregue em formato digital, gravada em CD e em formato PDF único. O CD deverá ser protocolado na secretaria juntamente com o termo de autorização de divulgação. Lembrando, que o depósito do TCC é importante tanto para a instituição quanto para os alunos, pois propicia a divulgação da pesquisa, do pesquisador e o compartilhamento de informações.

Consulte os documentos, instrumentos normativos e tutorais relacionados aos TCCs.

·         Manual de TCC
·         Regulamento TCC Sociologia



#PorqueEscolhiBiblio. Por Pietra Saori

A série #PorqueEscolhiBiblio dessa semana trás uma das representantes de classe do 3º semestre noturno: Pietra Saori, que descobriu a área de uma maneira diferente. Vem descobrir como!

Porque escolhi biblio

Pietra Saori - Arquivo pessoal


Após me formar no Ensino Médio em 2015, optei por procurar um trabalho, pois ainda não tinha certeza do que faria de graduação. Numa primeira entrevista na Poiesis, organização social de cultura, responsável pela Casa das Rosas, Museu Casa Guilherme de Almeida, oficinas culturais e fábricas de cultura, consegui uma vaga de Jovem Aprendiz no setor de arquivo. 

E assim nos primeiros meses passei a trabalhar com tratamento e guarda de documento de diversas áreas. Meu interesse pela museologia surgiu e mais ou menos no meio daquele ano procurei cursos na área, foi então que conheci a FESPSP, fiz Introdução a Museologia um curso de extensão oferecido pela faculdade.

Pietra Saori - Arquivo pessoal


Vendo meu interesse pelos museus minha gestora tornou minhas atividades mais voltadas a Casa das Rosas e ao Museu Casa Guilherme de Almeida, onde conheci e mais tarde fiz um curso de restauro com a Marlene Laky. Passei a fazer exclusivamente o Centro de Memória de ambos e cuidar da digitalização da Hemeroteca da Casa Guilherme de Almeida. Nesse meio tempo, começamos a montar num espaço de um antigo acervo histórico na Poiesis, uma sala de leitura que era inicialmente somente para funcionários, mas se tornou aberta ao público e continua lá até hoje. 

Depois disso, o meu interesse já existente na Biblio como uma das opções de graduação cresceu e em 2017 ingressei na FESPSP. No meio daquele ano meu contrato com a Poiesis ia se encerrar e eu já estava em busca de estágios, um ponto que me chamou muita atenção na Biblio que desde o primeiro semestre as opções já eram muitas, e em menos de um mês após sair da Poiesis entrei onde agora estou, na Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein.