sexta-feira, junho 30, 2017

Cantinho da Elvira.


A querida Elvira não poderia deixar de passar aqui na MC para encerrar o semestre desejando ótimas férias e um descanso merecido a todos da comunidade FaBCI-FESPSP.

A MC volta em agosto e aguardem muitas novidades nas colunas, séries e matérias, trazendo muita informação, dicas, buscando um ambiente de interação e tornando nosso cotidiano acadêmico bem mais divertido, assim como o “Cantinho da Elvira” que voltará com tudo.

Fique agora com a nossa mascote que você respeita!

E BOAS FÉRIAAAAAAAASSSS!!!!!!!!















Roteiro: Carol Souza
Ilustrações: Robson Lima


Se Liga FaBCI - Disciplina de Gestão de Conteúdos Digitais. Com Profª Daniele Brene.


Confiram um pouco do que rolou neste semestre com a inserção de uma nova disciplina: Gestão de Conteúdos Digitais lecionada pela Profª Daniele Brene às turmas 5° semestre.

Para tal, fiquem com o relato da Profª Daniele, com um vídeo de uma das atividades propostas e o relato da aluna Aldenira da Costa Souza do 5º Semestre/Noturno sobre sua experiência com a matéria.


Fonte: Hit Digital



Por Profª Daniele Brene.

Ter uma nova disciplina na grade curricular é sempre um desafio. Construir o conteúdo, observar o desenvolvimento da abordagem e manter o foco dos alunos na fase de elaboração dos TCCs e trabalho integrado não é tão simples. Mesmo diante de tantas atividades, tive a feliz oportunidade de contar com o empenho e dedicação da maioria dos alunos, o que realmente me encantou.

O maior objetivo da disciplina de Gestão de conteúdos digitais foi ampliar os horizontes da atuação do bibliotecário, especialmente identificando a aplicação de seus conhecimentos e habilidades à gestão de ambientes digitais em diferentes plataformas. Ao passar pelos principais conceitos de Arquitetura da informação e aplicar princípios básicos de gerenciamento de projetos, pudemos planejar e desenvolver ações plenamente aderentes à essa realidade, destacando a utilização de todos os conteúdos assimilados pelos discentes em outras disciplinas como catalogação, classificação, indexação e tantas outras.

Certamente conseguimos atingir ótimos resultados e sou muito grata pela participação e colaboração daqueles que se empenharam e fizeram de cada aula uma nova oportunidade de aprendizagem e prática profissional.

Confira um excelente projeto desenvolvido no link gentilmente disponibilizado por um dos grupos.

Sucesso a todos!



VÍDEO: Análise de um site com base nos principais conceitos de Arquitetura da Informação


Para esta atividade, a Profª Daniele dividiu os alunos em grupos que deveriam assistir ao vídeo e analisar o site da empresa www.baby.com.br, considerando os principais aspectos da estrutura da arquitetura da informação: organização; navegação; busca;            rotulagem; interface; usabilidade e acessibilidade.

Após essa etapa, deveriam gravar um vídeo para relatar a análise e experiência da equipe de forma criativa. 

Vejam o vídeo cedido pelos alunos do 5º Semestre/Noturno: Aldenira Souza, Caroline Souza, Daniela Correia, Fernanda de Paula, Julia Alves e Nicolino Foschini.
  
https://youtu.be/5ljT5F7--9A
VÍDEO: Análise em Arquitetura da Informação

Por Aldenira da Costa Souza.


Quando iniciamos as aulas de Gestão de Conteúdos Digitais ministradas pela professora Daniele Brene, pensei que iríamos estudar, sobretudo, a respeito dos conceitos de Arquitetura da Informação (AI) e usabilidade, e de que forma estes conceitos auxiliam na organização de websites.

Entretanto, conforme as aulas avançavam, percebi que aprenderíamos muito mais que apenas isso. E tive uma grata surpresa, pude compreender o quanto a Biblioteconomia e a Arquitetura da Informação possuem conceitos que se relacionam e se complementam.

O fato de o profissional da informação precisar está ciente e preparado para demandas menos convencionais da área da Biblioteconômica e Ciência da Informação não é novidade. Mas, a ideia de que bibliotecários também podem atuar em atividades que envolvem a organização e a manutenção de websites ainda causa certa incerteza para alguns desinformados.

Sim, o bibliotecário pode atuar no desenvolvimento de projetos de gestão de conteúdos digitais. E não, ele não vai tomar o lugar do arquiteto da informação.

Ou seja, seu trabalho tem como foco a boa ergonomia da Arquitetura da Informação na perspectiva de serviços intuitivos que promovam acessibilidade, a organização de conteúdos de websites, com a preocupação de tornar as informações mais compreensíveis pelo usuário. Pois tem conhecimentos sobre os princípios de seleção, de busca, catalogação e classificação. Competência suficiente para planejar, armazenar, recuperar, disseminar e possibilitar o acesso à informação. Conceitos necessários para o desenvolvimento de ambientes Webs.

Um ponto interessante, é que seu trabalho antecede os de profissionais que atuam diretamente na criação de sites, como analistas, programadores e web designers. Sua atuação pode concentrar-se no estudo de conteúdo, na hierarquia em que os mesmos serão apresentados na homepage, na sua disposição e adequação ao público ao qual se destina, na preparação de taxonomias, menus, fluxogramas, catálogos, na recuperação da informação entre outros. Contribuindo dessa forma para que o usuário realize sua pesquisa da melhor maneira possível e encontre o que procura neste endereço eletrônico.

Aliar teoria e pratica, já que durante as aulas desenvolvemos um projeto que culminou com o desenvolvimento de um website, fez o que estávamos aprendendo ganhasse concretude. A professora Daniele nos deu arcabouço para compreendermos melhor o quanto nossa área é interdisciplinar e ao mesmo tempo tem tanto a contribuir para os setores que têm como matéria-prima de trabalho, a informação.

Coluna: Filme da Semana "Especial Netflix de FÉRIAS". Por Ana Beatriz Cristaldo e Renato Reis.



Saaaalve, galera! 

Demorou, mas chegou! As férias tão aí na nossa cara e a gente, como sempre, tá muito feliz por isso. Lembramos do quão duros, sofridos e corridos foram nossos dias com os prazos às nossas portas e aquela pilha de AVAs, integrados e até TCCs pra fazer sem descanso. Agora é a hora que tiramos pra curtir um tempinho, arruaçar geral, entrar em catarses e descansar o máximo possível no nosso tempo livre!

Vocês idealizaram e pediram, nós botamos em prática!! Trouxemos um especialzão, uma super lista do Netflix toda recheada de surpresas pra vocês, então. Aguenta essa pessoal, e põe a pipoca pra estourar, o refri e o chocolate na mesa pra fazer maratona de filmes e transformar todo e qualquer dia das suas férias com muita agitação cinematográfica. Curtindo ou não, só vem aí filme de qualidade, entenderam? O que vale é juntar os amigos ou se enrolar no cobertor porque a sessão vai ser no seu sofá em 3, 2, 1...

BOAS FÉRIAS, seus lindos!

Especial Netflix de FÉRIAS!!!
**confetes, cornetas, vuvuzelas, festa, fogos de artifício e muito amor espalhado!**





 Por Renato Reis.


Biutiful (2010)

Bora falar um pouco da obra do meu diretor favorito? Bora!!

Uxbal (Javier Bardem) é um homem de meia idade que tem dois filhos, Ana (Hanaa Bouchaib) e Mateo (Guillermo Estrella), para criar e, ainda, contato com sua ex-esposa, Marambra (Maricel Álvarez), cujas condições de desequilíbrio psicológico e alcoolismo impedem seu pleno relacionamento apaixonado. Todos os 4 personagens são incríveis e irão tocar seu coração a todo momento (cada cena forte e de arrancar aquele choro, meeeu...!). Num dia a dia sem boas perspectivas financeiras, ele tem de se virar, imergir no mercado negro, onde faz muitos amigos e aliados, para conseguir seu ganha pão e juntar uma pequena poupança, sempre pensando com muito amor à família (ainda mais após uma má notícia).
Biutiful é sublime em todos os aspectos: as cores bem ‘dark’, a trilha sonora que cai como uma luva ao enredo, as técnicas de filmagem que valorizam o protagonista e sua relação com cada personagem nas cenas e a atuação tão tocante de todos. Isso tudo unido, faz lágrimas rolarem a cada cena que passa pessoal. Um drama autêntico, feito com a mão no coração dos envolvidos e que merece respeito no cinema mesmo, dirigido pelo gênio Alejandro G. Iñárritu!

P.S./AVISO/Obs.: e vocês vão se afogar em lágrimas porque é a mais sincera homenagem do diretor ao seu pai, já adianto.


Spirit: O Corcel Indomável (2002)

Spirit (na voz de Matt Damon) é um cavalo raça-pura fortíssimo que inicia uma vida belíssima e natural com a família. Até vê-la sendo domada pelo homem americano, que devasta tudo o que encontra pela frente a troco de terras e de sua exploração por exploração. O filme exibe bem essa questão histórica, inclusive, do avanço dos colonos na “nova América”, terra que consideram promissora e que só lhes tem a retribuir, em pró da nova civilização. O Coronel (na voz de James Cromwell) é, no caso, o vilão da história, o militar arrogante, frio e dominador, que tenta domar o maior número de cavalos possível e explorar a região em que seu forte está instalado. A crueldade é posta de uma forma bem “DreamWorks de ser”, saudável e educativa a quaisquer olhos que estejam assistindo. Sem contar a emoção que a animação, as imagens casadas com a trilha sonora e as expressões dos personagens criados despertam em nós. Que baque, gente!

Desde criança, enxergo Spirit: O Corcel Indomável como um filme que extrapola suas ideias principais para o cinema, no entorno do seu enredo. Ele lida com toda a questão da natureza do animal, de como nasceu para ser livre nessas terras lindas e ricas, de como sua liberdade deve ser preservada. Fazendo um paralelo a isso, dá pra colocar um espelho em toda a história do belo, esperto e forte Spirit e vermos a natureza humana também (por que não?!), afinal somos tão “da terra” como eles, tão mamíferos quanto e a natureza nos serve assim como os serve, desde que saibamos como usufruí-la.


A valorização da família, e tê-la como o nosso ponto de paz, nossa principal, maior e mais antiga árvore de amor, é pontuada com muita maestria também. Fora a questão histórica dos EUA que faz todas essas interconexões que mencionei, relacionando a vida – em sua essência - como é encarada pelo homem branco que coloniza a América e pelo indígena nativo dentro do mesmo espaço geográfico


Comédia: A Proposta (2009)
 
A saudosíssima Margaret Tate (Sandra Bullock), editora de uma grande e influente editora de Nova York, é chamada pelos diretores da empresa para ser informada de que não pode mais manter vínculo empregatício e até conseguir a promoção a editora-chefe que tanto deseja, uma vez que é cidadã canadense também, fator impeditivo a ela. A menos que esteja casada ou se case com algum estadunidense. Andrew Paxton (Ryan Reynolds) é seu assistente na editora (que sempre sonhou em ser editor também), um cara bem eficiente, meio cômico e mega sincero. Num estalo momentâneo, Margaret decide casar-se com ele, alegando que estavam mantendo uma relação secreta há algum tempo.
A partir dessa ideia, a comédia começa com o espanto mútuo entre ambos (e sua óbvia discordância, é claro, no que lhes confere essa ‘surpresa’) e Andrew começa com suas chantagens pra cima de Margaret. Faz com que ela dê algo em troca de muito valor a ele, na condição de se casarem efetivamente, levando-a para conhecer toda sua família e outras coisitas mais.

A Proposta é divertidíssima do começo ao fim. É o tipo de comédia romântica leve, de distração, que te conduz com muito humor sem parar. E os momentos para gargalhar são excepcionais! O roteiro é muito bem trabalhado por Peter Chiarelli (o mesmo de Truque de Mestre: o 2º ato) e a diva Sandra Bullock está impecável e a mais engraçada ever! É hilário ver uma relação “boa” e distante entre os dois protagonistas ir tomando forma bem aos poucos (e isento de machismo, hein, galera!) e como a proximidade vai crescendo em conjunto com o afeto e aquele lance de “ver o que você tem de bom, o seu lado fofo e bonito”, até o clímax do filme chegar.
Indicadíssimo pra todo mundo!

Aí, nas férias, galerinha, não esqueçam que vocês podem aproveitar ao máximo para:

Parar um pouco, respirar, e olhar a paisagem, olhando ao mesmo tempo pra dentro de si mesmo...




Mas sem esquecer o amor que você tem pelos que te cercam e te querem muito bem.



Esnobar com classe o recalque, as imbecilidades e as besteiras do dia a dia...



E sair correndo sem medo de ser feliz pelos mais belos campos que a natureza nos dá!



Também beijar o(a) guri(a) crush com aquela satisfação (mesmo que não seja de fato seu crush), demostrando apreço...





E, claro, se soltar e dançar loucamente! É FÉÉÉÉÉRIAAAAAAAAAS!!!!!!!



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Por Ana Beatriz Cristaldo.


Eu já quero adiantar que estou de TPM, então a minha indicação de férias tem muito amorzinho e o frio é o clima perfeito pra ver esses filmes com a melhor companhia e aquela que você tem que amar em primeiro lugar: você.
Alguns você pode chamar a família, os amigos e os que você ama, outros é importante ter uma mente aberta por que a reflexão proposta é intensa.
Nessa lista, como o Renato disse, todos estão disponíveis no Netflix e geralmente não são muito conhecidos, mas se você já viu:

Perdoa


500 dias com ela

Essa lindeza está no meu top 10 de filmes favoritos da vida (inclusive rola um projeto de tatuagem) e eu amo ele tanto que chega dói.

Do diretor Mike Webb (O espetacular Homem-Aranha), 500 dias com ela é uma história de um garoto que conhece uma garota, mas não é uma história de amor. Tom (Joseph Gordon-O QUE EU FAÇO COM ESSE HOMÃO-Levitt) é um criador de cartões comemorativos e vive sua vidinha pacata e bem cômoda, até que uma nova funcionária chega e as coisas mudam de cabeça pra baixo. O filme traz uma reflexão muito gostosa sobre a vida e da relação expectativa x realidade que temos das coisas, e de como criamos mundo, cenários e até relacionamentos em nossas mentes que não condizem com a verdade.

Quando vocês assistirem encontre outras pessoas que também o fizeram e levantem a pergunta: teamTom OU teamSummer. Para vocês terem uma noção de quão é especial esse filme pra mim, quando eu trabalhava numa livraria e vivia flertando e amando o meu crush (atual namorado) de longe eu fui comprar esse filme com ele, e perguntei: Summer ou Tom? E ele respondeu a mesma coisa que eu. Isso já faz três anos de puro amor. Fim do flashback.

P.S: trilha sonora absurda.

Nota: 105484105674/10

 


As vantagens de ser invisível

O diretor Stephen Chbosky (Bela e a Fera) é autor e diretor de As vantagens de ser invisível, um dos livros mais marcantes da minha vida e uma das melhores adaptações literárias já realizadas, é uma delícia melancolicamente triste. O jovem, tímido e introspectivo Charlie (Logan Lerman) faz amizade com os irmãos Sam (Emma Watson) e Patrick (EZRA FUCKIN MILLER) e começa a viver novas experiências, o grupo passar por diversas situações e constroem juntos uma história divertida, porém intensa e com um fundo melancólico de que há coisas mais profundas acontecendo, mas que não foram ditas.

Se for assistir se prepare para chorar e sentir um certo incomodo, é fácil se identificar com os personagens e se apaixonar por eles. Além disso tudo, o filme traz uma visão sensível sobre a depressão que nos proporciona uma percepção muito íntima do que é essa doença tão avassaladora e corrosiva e da adolescência, a fase mais difícil que se pode passar.

Trilha sonora excepcional.

Ezra Miller te amo, vamos namora.


 
Nota: 156489431/10



Amor a toda prova

Dos diretores Glen Ficarra e John Requa (Golpe duplo) esse é um filme do qual eu sou bem suspeita para falar pois ele traz um dos meus casais cinematográficos favoritos: Emma Stone e Ryan Gosling, por favor compreendam (NÃO TEM COMO RESISTIR À ELES), mas além desse casalzão temos Julianne Moore e Steve Carell como um casal em crise. Vamos lá, o filme é uma encruzilhada de histórias e recomeços, que trata com um humor ácido e delirante situações as quais, na maioria das vezes, nós pessoas não conseguimos lidar sem sermos dramáticos, pois elas envolvem relacionamentos e uma massa de sentimentos conflitantes.

É bem divertido de assistir com os amigos e família, e tem o Ryan Gosling sem camisa. EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEH!!!!!



AAAAH! Tem o Kevin Bacon também!

Nota: 10/10


Agora só para não perder o toque de surpresa que sempre trazemos a vocês eu separei duas séries para indicar, das quais eu não vou falar nada e vocês vão ter que confiar em mim ok?

Tá, só vou falar uma coisinha: elas são pra você pensar, enquadrar as situações na sua vida e melhorar com elas.


Master of None



- 2 temporadas

- 10 episódios por temporada

- Uma média de 20 à 30 minutos por episódio


BoJack Horseman*



- 3 temporadas

- 12 episódios por temporada

- 25 minutos cada episódio

* Não é uma série que eu aconselho para menores de 18 anos, a não ser que seus responsáveis estejam de acordo com isso.

** Eu já falei dela várias vezes e reforço: ASSISTE ESSA JOÇA EM NOME DE CHER!


Espero que vocês fiquem bem, aproveitem suas férias e nos vemos em agosto, onde eu prometo trazer mais novidades e obras maravilhosas.

Paz.

E lembrem-se: “Se você não se ama, como pode amar outra pessoa, posso ouvir um amém aqui?” – Rupaul toloucaeviciadanessacoisa


Todos os leitores da coluna receberam o selo de Seguidores de QUALIDADE do IAQ.


MC na Estrada - Visita ao Google Space Campus São Paulo. Por Gilberto Bazarello Caires.


E aqui está uma super matéria cedida pelo aluno Gilberto Bazarello Caires do 5º semestre/noturno para a série: “MC na Estrada” contando sobre a visita que fez ao Google Space - Campus São Paulo logo no início de suas férias da FESPSP.

E você, o que fará em suas férias? Compartilhe com a MC os lugares legais que for visitar, com certeza assim como o Gilberto, além de render um ótimo relato de experiência, ainda pode se tornar uma super dica para se marcar na agenda e ir na primeira oportunidade. Vejam!


Fonte: Banco de imagens do Google


Visitei no dia 20 de junho, na condição de integrante de um grupo de trabalho do SENAC que discute: "A biblioteca que queremos para o futuro", o Google Campus São Paulo, um local voltado à criação de negócios, empreendedorismo, no modelo startup. O espaço, de visita gratuita e aberto ao público, foi desenvolvido e imaginado de modo a instigar seus visitantes à criação, imaginação, um local intuitivo e inovador. Isto posto, meu objetivo do dia era sentir a atmosfera, reparar nos detalhes, sentir os espaços, perceber cada coisa que, após reflexão, concluía-se, nada era fortuito, mas planejado, imaginado...


Logo na chegada, na recepção, como não havia me cadastrado pelo site, me pediram para cadastrar no ato, por meio de um tablet. Três minutos depois do cadastro, ganhei um crachá de membro, que me daria acesso ao prédio e que serviria para outras visitas em dias diferentes. Ainda na entrada o visitante era surpreendido com uma simpática plaquinha que dizia: "economize seu 3G, utilize nosso Wi-Fi! Rede "X" e senha "X". Três degraus acima, um local aberto, que se via no teto o mapa mundi interligado, desenhado por pontos que formavam os continentes. Ali, logo ali, você era "convidado" a olhar pra cima!


Fonte: Banco de imagens do Google


Nos outros espaços, sobretudo no 5º e no 6º andares, muito diálogo, muita almofada, muito café (não era de graça, mas super em conta!), muitos consultores papeando sobre tudo com seus parceiros! Nas falas, empreendedorismo, inovação, criatividade, novos produtos, novas ideias, novos conceitos! Emergia então uma polifonia criativa, que remetia a ideias construtivas.  Notebooks abertos faziam a paisagem tecnológica do local, porém, muitas plantas, quadros, paredes rústicas e uma presença constante de madeiras e objetos reutilizados e otimizados conferiam ao local um híbrido de inovação e sobriedade. Bingo! 


Economia criativa, aquela que não precisa gastar rios de dinheiro para alcançar um ambiente acolhedor e inventivo! Cabines telefônicas, orelhões antigos suspensos por cordas e que serviam de pufes davam um toque vintage, inovador. Um museu de novidades, como diria o outro...


Fonte: Banco de imagens do Google


Um adendo especial que evoca o clássico das bibliotecas cujo silêncio é mais importante que o público: num espaço do campus um local reservado ao silêncio. Celulares desligados ou com volume nulo etc, era a única exigência da plaquinha que, num tom amigável, explicava que a vida, às vezes, pedia silêncio... 


Para dialogar com o público, um teto forrado de vaquinhas amarelas que disputavam o mesmo espaço com panelas (isso mesmo, a parlenda folclórica "Vaca amarela, pulou a janela - e suas variações...) penduradas no teto a tematizar o silêncio de forma descontraída, criativa e colorida.

Fonte: Banco de imagens do Google


Textões a parte, queria eu aqui deixar apenas um breve relato e uma indicação (das muitas disponíveis) de inovação em bibliotecas. E a gente sabe que inovar na biblioteconomia vai exigir muitas coisas. Derrubar mitos, rever conceitos, desconstruir e até provocar rupturas. Mas vejamos bem: para as rupturas e desconstruções, é necessário conhecer bem as regras do jogo! Bibliotecas inovadoras deverão ressignificar seus espaços, trazendo para dentro a comunidade, discutindo temas que auxiliem esta ou que funcionem como motores para a melhoria de uma comunidade! É isso! Sobre visitar o Google Campus São Paulo? 


Vale uma visita! Como? Acesse aqui, ó: https://www.campus.co/sao-paulo/pt e se cadastre para se tornar um membro. Quem sabe não vamos juntos!



Série: Era Uma Vez... Por Gabriel Justino de Souza.


 
E para encerrar o semestre com um toque poético, segue um novo conto do talentoso e querido Gabriel Justino de Souza do 5º Semestre/Noturno.

Aproveitem e se deliciem com mais um Era uma vez...





Sonhos


Sabe quando temos que fazer escolhas, e uma delas muda radicalmente sua vida? Foi o que aconteceu comigo, quando decidi sair da cidade onde eu morava, para ir para a cidade grande em busca dos meus sonhos. Afinal quem nunca batalhou para conquistar seu lugar ao sol. 

Minha partida estava marcada para uma manhã de quarta-feira, então tinha que arrumar minhas malas, para correr para o pequeno terminal rodoviário que ficava no centro da cidade, eu estava tão ansiosa para chegar na cidade grande e morar com minha tia, que esquecia que iria chegar o momento de despedir-me de meus pais. Quando chegou esse momento não me aguentei, chorei muito, pois sabia que a saudade iria me matar, mesmo com as ligações diárias não estaria falando com eles no “olho a olho”, quando a porta do ônibus se fechou e a viagem começou, comecei a sentir um aperto no peito de ter que deixar minha família, que desaparecia junto com a cidade conforme o ônibus ia avançando em seu destino.  

A paisagem ia se modificando conforme atravessávamos cidade após cidade, passei por estradas cercadas de campos muito belos, por estradas onde via rios cristalinos correndo para desaguar em algum lugar distante, assim como eu, que estou correndo para começar a vida em um novo lugar, passei por lugares onde as árvores eram tão fechadas de um lado a outro e as multitonalidades de um verde vivo que eram interrompidas pelo amarelo queimado a anunciar, que logo ali, despontava o outono, passei por estradas de terra onde toda essa exuberância natural não predominava e percebia que faltava muito para que aquele lugar que um dia me levaria de volta à minha cidade precisava de muitas mudanças.


Chegando próximo ao meu destino percebi lindas montanhas, tão altas que pareciam que iriam tocar o céu, isso porque as nuvens pareciam que as cortavam, mas logo o cenário mudou e as montanhas deram lugar a enormes edifícios de concreto e vidro, carros por todo lugar, pessoas apressadas, correndo para sabe-se lá onde e o porquê de tanta pressa. 

Quando desembarquei minha tia me abraçou e disse que eu era muito bem-vinda e que logo iria me acostumar, com esse “ar agitado” que era morar na cidade grande, me senti apreensiva, e logo passei pelas minhas primeiras experiências cômicas na cidade.
A primeira delas foi quando tivemos que ir para o metrô e vi a escada rolante, pelo amor de Deus, que treco era aquele, como foram inventar um negócio desse, será que eu não cairia? Será que devo pular ou tentar só colocar o pé e deixar a escada me levar? 

— Tia eu pulo? Ando? Ou o quê?

— Menina, pare de ser medrosa, é só subir assim...

Minha tia andou normalmente e subiu naquele treco, e fui em seguida tentando imitá-la, levei um tropeço e quase caí, que vergonha. E quando chegamos na plataforma de embarque e o trem chegou, fiquei deslumbrada com aquele meio de transporte, parecia tão rápido, nossa e aquele túnel escuro, que medo. Aquele barulho parecia um monte de pessoas gritando. Ainda bem que passou tão rápido, que logo desembarcamos e pegamos um ônibus para chegar finalmente em casa. 

Mas devo retomar a história dos sonhos não é mesmo, achou que eu tinha esquecido? Sonho em me tornar uma bailarina profissional, quem sabe um dia não consigo fazer parte do ballet da cidade e mostrar o talento que possuo. Quando danço é como se fosse tudo o que sou, tudo o que tenho é quando consigo transformar meus sentimentos e minhas emoções em forma de movimentos e passos que externam esses sentimentos. 

Bom, essas foram as lembranças de quando cheguei e o meu sonho, logo mais, narrarei para vocês os perrengues que tive que passar para chegar a primeira apresentação, para conseguir uma vaga no grupo do ballet da cidade, e olha que é cada situação que passamos na vida que rimos para não chorar, não é mesmo? Espero poder relatar em breve, quando tiver um pouco mais de tempo para sentar e escrever, até lá, beijinhos e não fiquem tristes comigo, logo mais mando notícias. Abraços de sua querida Sophia.

sexta-feira, junho 23, 2017

Série: Prazer em Conhecer. Com Priscila Louro.


E hoje quem participa da série: Prazer em Conhecer é a colaboradora (e egressa da FaBCI), Priscila Louro, ao qual a MC agradece imensamente pela entrevista cedida à nossa monitora voluntária Daniele Maria de Sousa.

Vejam sua história com a FESPSP entrelaçada com a Biblio tornando este relato bem especial.

Formatura da Turma de 2016 - Profª Valéria Valls e Priscila
Fonte: Facebook da Priscila Louro.



Oi! Meu nome é Priscila! Faço parte do quadro de funcionários da secretaria da FESP a quase 6 anos e foi aqui que tive meu primeiro contato com o curso de Biblioteconomia. Antes disso, não conhecia a instituição ou o curso.

Trabalhando na FESP, tive a oportunidade de me matricular no curso de Biblioteconomia e comecei a gostar da área, pois a mesma nos proporciona oportunidades diferentes no mercado de trabalho, além do conhecimento diversificado.

Iniciei o curso em 2014, que foram cheio de experiência, sacrifícios e de gratificações, pois mesmo com minhas dificuldades em conciliar minha vida particular como mãe e dona de casa - sou sozinha e tenho dois filhos, inclusive o meu filho mais novo tinha 3 anos quando comecei a faculdade e minha mãe me ajudou muito - e o trabalho que me ocupa o dia inteiro praticamente, consegui me formar este ano e isso foi pra mim, meus filhos, minha mãe e todas as pessoas que me apoiaram a continuar o curso, um momento de muito orgulho e satisfação. Foi uma conquista de grande satisfação e orgulho!

Não é fácil estudar, cuidar da casa, filhos e trabalhar fora, mas para estudar me organizei nos horários livres para fazer as atividades, trabalhos, estudar para as provas e escrever o TCC, que aliás não poderia deixar de agradecer minhas amigas que tiveram grande participação nesta minha trajetória acadêmica e que me ajudaram muito (Pamela, Raquel Rosa, Jaqueline, Sayonara, Cleide ... na verdade, quero agradecer toda a turma do noturno que estudou comigo, pois todos tiveram participação na minha vida e sou grata a todos). Os finais de semana eram dedicados aos meus filhos e a casa.  Em meu trabalho na secretaria tive grande apoio e compreensão de todos, sou grata a todos da secretaria da FESP.

Apresentação do TCC "Quadrinhos e a formação do leitor eterno": Priscila e Pamela com os professores Ivan Russeff, Carla Diéguez e José Mário.
Fonte: Facebook da Priscila Louro.


Foram anos de dedicação, muito esforço e noites sem dormir...rsrsrs...mas valeu a pena. Hoje vejo o resultado de todo o sacrifício. A recompensa no final de tudo! Minha primeira graduação aos 37 anos de idade! 

Devo minha graduação a FESP que me proporcionou esta chance. Aqui encontrei grandes amigos que levarei em meu coração para minha vida inteira, experiência acadêmica e profissional, pois no curso de Biblioteconomia aprendi com as disciplinas técnicas, como catalogar um livro, de onde vinha os números que vemos nos livros nas prateleiras da biblioteca, conheci um outro lado do bibliotecário que não vemos por aí com facilidade. Um bibliotecário novo, cheio de ideias criativas e com vontade de mudar o estereótipo criado pela sociedade de bibliotecários caretas, mal-humorados e acomodados.

Fonte: cedida pela autora.
   
Bem, tenho grande vontade de atuar como bibliotecária no futuro, pois acho a profissão interessante e cativante, mas no momento, permaneço na secretaria  da FESP onde também coloco em prática meus aprendizados no curso, pois todo conhecimento adquirido pode ser usado em na nossa vida profissional e pessoal, basta saber aproveitar o que recebemos.


Coluna: Onde Estão os Bibliotecários? Por Grazielli de Moraes.


E antes que cheguem as férias que tal conhecer mais um profissional Bibliotecário que se formou na FESPSP em 2011 que escolheu a profissão pelo fato de desde pequeno ter frequentado bibliotecas, a fim de fazer trabalhos escolares e sempre visualizar a biblioteca como um lugar de ricos conhecimentos, história, entretenimento e cultura e sempre ter acreditado que os bibliotecários são “Guardiões da Informação e Disseminadores da cultura de nosso país”.



Bibliotecário Cláudio Ap. B. de Souza. 


Cláudio Aparecido Bispo de Souza, 37 anos se formou em 2011, até o momento não fez nenhuma pós-graduação e nem mestrado, segundo ele por conta da falta de viabilidade financeira.


“Mas em breve farei algo voltado para a Arquitetura da Informação”.

(Cláudio Ap. B. De Souza)


Além disso, para início imediato pretende participar de algum Workshop de Contação de histórias para crianças, já que é uma área que ele se identifica bastante.


Atualmente trabalha como Bibliotecário no Colégio Judaico dos mais tradicionais e antigos da cidade de São Paulo – http://www.renascenca.br/pt/.





 “E estamos numa fase muito bacana que é a construção de um novo prédio na região da Barra Funda, onde era antigamente o Parque do Playcenter. Nos dias de hoje a biblioteca possui um acervo dentro de espaço físico de 130 m² mais área externa, e no futuro novo prédio será em torno de 300m² mais área externa. No âmbito escolar é a primeira vez que atuo como bibliotecário, e já estou completando quase 4 anos, desempenhando diversos trabalhos juntos com os coordenadores, professores, diretoria e toda a comunidade judaica do entorno, obtendo resultados positivos e colocando novos desafios para serem batidos...

Sempre prevalecendo o bom relacionamento com todos os alunos desde o Infantil ao Ensino Médio, e demais colaboradores, e todos tem a total liberdade de darem criticas e sugestões para melhoria do atendimento, estrutura e acervo. A biblioteca tem um papel de suma importância na instituição, que são algumas atividades que já fazem parte do calendário pedagógico do colégio e ela está ativamente envolvida como: Ciranda de Cultura, Troca de Livros, Sebo Literário, Parceiros de Leitura, Projeto Ler é Viver, Contação de historias entre outras ações culturais. Fora as rotinas normais de uma unidade de informação que são: auxílio ao usuário, serviços de empréstimos e devoluções, levantamento bibliográficos entre outros serviços”. (Cláudio Ap. B. De Souza)


Além de ser bibliotecário nesse renomado Colégio, Claudio também é Coordenador de visitação escolar na Bienal do Livro de São Paulo, participa de Feiras Infantis e Monitora o Sarau de poesia e Literatura Afro Brasil, além de recentemente ter participado da 3ª Edição da Comic Experience Tour Recife– como Coordenador monitor de Recreação.


“... A última CCXP foi a Comic Com Tour Recife, onde em breve a próxima será CCXP São Paulo em Dezembro... Será Épico!”

(Cláudio Ap. B. De Souza)



A Biblioteconomia para o Cláudio, hoje, é um mundo de conhecimentos, entretenimentos, produção acadêmica, cultura, trocas de experiências, além disso, possibilita que o profissional atue com uma diversidade de coisas a partir da informação.


Cláudio acredita que há falta de divulgação e falta de união entre os profissionais de nossa área.


“Sinto que deveria ser ainda mais divulgada, valorizada, disseminada a atividade e a importância de um bibliotecário. E que os profissionais bibliotecários fosse mais unidos, tenho percebido uma disputa de ego e de interesses muito grande da classe... E os novos profissionais não fiquem estagnados nas mesmas coisas, se reinventem e criem novos meios para estarem mais ativos na área, desse modo, deem maior visibilidade para nossa área e amigos de profissão”. (Cláudio Ap. B. De Souza).


Se fosse pra falar da FESPS em sua formação, mencionaria seu “irmão e compadre” Rafael Frankestein que também se formou na FESPSP e foi o responsável por lhe apresentar o curso e a Instituição.

Além de estudar na FESPSP, o bibliotecário já fez parte do quadro de estagiários da biblioteca tanto da ESP quanto da FaBCI e do Centro de Documentação da FESPSP.


“... aprendi muito com as bibliotecárias e assistentes da época, e passei a investigar mais esta área que era tão antiga, porém meio esquecida para a sociedade. Sou muito grato a FESPSP e a todos do corpo docente de excelentes professores, profissionais que me deram um grande suporte para a profissão da qual eu tenho muito orgulho, em especial não desmerecendo jamais os demais, os professores: Concilia Teodósio, Vânia Funaro, Mercês, Tania Callegaro; Valéria Valls e ao grande mestre e orientador do meu TCC Ivan Russeff, a todos vocês gratidão eterna e meu muito Obrigado!!! Obrigado por me capacitarem a ser o profissional que sou hoje, onde na academia me deram o caminho das pedras, e hoje eu mesmo construo o meu próprio sucesso; são os aprendizados como cidadão consciente; de poder exercer o seu papel dentro da minha profissão junto à sociedade, e de ter uma visão mais humanitária, fez despertar o conhecimento cognitivo e investigativo dentro deste grande mundo que é o conhecimento e a informação” (Cláudio Ap. B. De Souza).



Quando questionado a respeito da Crise em nosso país e em nossa profissão, foi enfático em mencionar, que o que mais o chateia é ver instituições contratando profissionais de outras áreas para realizar tarefas de bibliotecários, enquanto isso tem um cenário de excelentes profissionais bibliotecários desempregados.


“Não temos que culpar somente a crise, mais sim este sistema errado que foi inserido e acaba sendo desmotivador aos acadêmicos da área de biblioteconomia”. (Cláudio Ap. B. De Souza).


Em relação ao CRB8, ele menciona que acredita sim que o órgão de classe seja de extrema importância para a profissão, desde que beneficie de fato o profissional, seja através de cursos livres, workshops e outras ações que agreguem valor ao currículo dos profissionais.


“Dizer que este valor pago é destinado para a regularização e fiscalização da entidade de classe é meio complicado, porque regularização tudo bem, mas a fiscalização fica bem a desejar, onde não tem um número de fiscais capacitados para atender a demanda, e as instituições acabam ficando sem as devidas penalidades pela falta de um profissional bibliotecário na área” (Cláudio Ap. B. De Souza).


Do mais, ele declara que é realizado e satisfeito profissionalmente. E menciona que se hoje é o que é e está onde está, deve a pessoas que acreditaram nele e por diversas vezes lhe deram injeção de ânimo, como por exemplo, sua esposa Cláudia Walleska que o impulsionou a nunca desistir dos seus sonhos e seguir até o final.


Para finalizar ele deixou um recadinho aos novos integrantes da Biblioteconomia:





“Sejam audaciosos, investigativos, criativos, comunicativos, revolucionários, e que tragam novas formas de trabalhar, abordagem, e que divulguem ainda mais esta nossa linda profissão que é tão antiga e ao mesmo tempo tão rica” (Cláudio Ap. B. De Souza).


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