segunda-feira, setembro 27, 2010

Por que me interessei pelo curso de biblioteconomia?

Por Melissa Isabel Campanini

Me interessei pela biblioteconomia um pouco tarde. Quando tinha 17 anos não fazia a mínima idéia do que fazer da vida. Minha mãe sugeriu a biblioteconomia após ler a descrição da profissão no Guia do Estudante, eu como uma boa adolescente falei que ela não me conhecia direito e não sabia de nada. Adolescentes sempre sabem de tudo, né?

Resolvi então cursar Letras, que abandonei 1 ano depois. Fiz algum tempo de cursinho e alguns testes vocacionais, que indicaram a área de comunicação. Comecei a fazer Rádio e TV, e mais uma vez, passado 1 ano desisti. Acho que o resultado foi Comunicação porque eu falo pelos cotovelos.

Minha mãe por sua vez, nesse meio tempo, convenceu minha irmã mais nova a fazer Biblioteconomia. Acho que ela queria ter uma filha Bibliotecária de qualquer jeito!

Fiquei alguns anos ajudando meu pai em sua micro-empresa, e depois de um tempo comecei a trabalhar como recepcionista em um banco. As pessoas não costumam ser muito simpáticas com os trabalhadores da área de atendimento, nesse momento decidi que voltaria a estudar.

Conversando com minha irmã sobre o curso de Biblioteconomia, achei as matérias muito interessantes, e gostei das diversas oportunidades de áreas de atuação do profissional. Então finalmente realizei o sonho da minha mãe, faria um curso universitário, para pelo menos ter um sela especial se fosse presa (hoje nem isso mais temos, rs).

Logo no 1º semestre consegui um estágio na Scielo, no setor de marcação. Após 8 meses, tive a possibilidade de trabalhar como estagiária na Câmara Municipal de São Paulo, onde me encontro no momento.

Me sinto realizada, e feliz por finalmente ter encontrando uma faculdade que gosto e sinto prazer em cursar. Minha mãe estava certa no final, mas quando as mães não estão, não é verdade?

Por que me interessei pelo curso de biblioteconomia?

Por Renato Galdino - 6º semestre matutino

No início era uma dúvida, hoje é a certeza da sonhada realização profissional. Tomei conhecimento do curso de Biblioteconomia através de um amigo, o total desconhecimento sobre a área de atuação me incentivou a buscar informações sobre o tema, essas pesquisas me levaram a FaBCI.

As dúvidas quanto ao caminho a trilhar amadureceram minhas idéias, o amplo campo de atuação do profissional Bibliotecário se choca com o pioneirismo e as novas tecnologias, mas o desafio de poder buscar novos horizontes me deixam tranquilo quanto a minha escolha, [...] o que no início era dúvida, se tornou a certeza da sonhada realização profissional.

domingo, setembro 26, 2010

Depoimentos da visita a Biblioteca Nacional

"A visita técnica nos serviu verdadeiramente como um laboratório e num cenário incrível. Muitos se abrilhantaram por departamentos específicos. Conhecer a operacionalidade da BN com certeza ajudou à todos! Parabéns à iniciativa dos Professores envolvidos e a Coordenação da FESP."

Thaíssa Figlia (2º semestre noturno)

"Realmente foi uma ótima visita, maravilhosa experiência, deu para expandir ainda mais nossos horizontes. Agradeço à todos pelas maravilhosas lembranças que me deram de presente nessa viagem. Parabéns à todos os professores!"

Ludmylla Sá (2º semestre noturno)

“A visita à Biblioteca Nacional foi muito interessante, foi apresentado para o grupo algumas áreas em que os profissionais da Biblioteca Nacional trabalham, são bibliotecários que amam sua profissão eles nos passaram com muita convicção os seus serviços. A percepção que observei dos profissionais da BN foi a certeza das informações que foram passados para o grupo, a forma de como eles tratam os livros/documentos até a conservação e preservação, achei muito importante, pois os profissionais analisam até os detalhes, para qual setor vai ser arquivado cada obra. Muitos profissionais dos setores que visitamos souberam contar a história de como as obras chegaram no arquivo e de como devem ser tratados e arquivados, principalmente quando chegam os livros na Biblioteca Nacional, tem sua particularidade e especialidade. Fiquei impressionada quando entramos no depósito onde as obras são condicionadas, a estrutura da Biblioteca Nacional é muito grande, em cada área que visitamos o ambiente é um pouco diferente uma das outras a de Manuscrito é diferente da de Obras Raras, os setores de Restauração e Conservação são arejados a forma de como é restaurado, um trabalho muito bonito, o sistema que eles usam é bastante interessante, a parte onde são lavadas as obras da biblioteca é muito interessante também, a área de digitalização que fica na parte inferior da biblioteca é muito detalhista os serviços destes profissionais, onde cada um faz sua parte.
A importância do cofre onde são acondicionadas as obras digitalizadas após sua digitalização, sendo que todos os profissionais explicaram a importância dos mesmos.
As obras que foram mostradas na área de Manuscritos e Obras Raras, realmente são relíquias que deveriam ser apreciadas por todos.
De tudo, o que eu mais admirei e achei bonito foi a forma de como os profissionais da Biblioteca Nacional se referiam a biblioteca, eles não diziam simplismente biblioteca, mas sim a palavra “casa” isso foi muito gratificante porque é algo diferente eles falavam com satisfação e prazer, e isso realmente foi muito gratificante.”

Daniela Paliotta (2º semestre noturno)

"Realmente a Biblioteca Nacional é o lugar mais importante e magnífico do Brasil. As coisas funcionam, os profissionais trabalham com carinho e amor, sabem cuidar com prazer e satisfação de um acervo sobre nossa história.
Me apaixonei por cada minuto e cada canto que passamos da Biblioteca Nacional, os mais marcantes foram: Conservação e restauro; Manuscritos e Obras Raras. As três áreas são de grande prestígio para se trabalhar, uma vez que, gostaria muito de trabalhar em algumas dessas áreas e se possível naquele lugar lindo, aconchegante, enfim, indescritível. Cada processo feito em conservação e restauro é como se ressucitassem algo que é dado como perda total, os manuscritos são de arrepiar quando se vê obras minuciosas feitas inteiras à mão e obras raras o nome já diz tudo por si só.
As explicações foram bem esclarecidas.
Sem mais, parabenizo a Professora Andréia pela excurssão ótima e perfeita que ela organizou, à todos que participaram, aos profissionais que foram super atenciosos e logicamente ao D. João VI."

Livia Vaz (2º semestre noturno)

Por que me interessei pelo curso de biblioteconomia?


Por Héber Terra

Meu nome é Héber Terra, sou estudante do 8º semestre noturno do curso de Biblioteconomia. Sou fã de MPB, literatura, tecnologia e um bom vinho. Nas horas vagas, coisa rara na vida de estudante, me dedico ao estudo da música e ao violão clássico. Tive a oportunidade de conhecer a área de Biblioteconomia no ano de 2000 através de um amigo, até então estudante de Biblioteconomia pela FESPSP – Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
No mesmo ano, comecei a trabalhar em uma biblioteca universitária no setor de referência permanecendo por um período de quatro anos. Foi um período muito interessante, pois quando se tem a oportunidade de trabalhar no setor de referência você aprende muito todos os dias, isso me fascinou. No ano de 2006 ingressei no curso. Atualmente sou responsável pela Midiateca do colégio particular I. L Peretz situado na zona sul de São Paulo.
O Centro de informação do colégio é chamado de Midiateca porque uma de suas características particulares é o fato de suas dependências e equipamentos serem utilizados diariamente para a ministração de aulas pelos professores da instituição, pois além dela dispor de suportes informacionais concernentes a um centro de informação tradicional, ela também dispõe de recursos e suportes tecnológicos que ajudam o professor trabalhar alguns conteúdos de uma forma mais interativa com os alunos dentro do espaço. Felizmente com o advento das novas tecnologias, o estereótipo do profissional que até então era conhecido somente como alguém que “arruma livros na estante” está caindo por terra e ganhando o reconhecimento de um profissional multidisciplinar que organiza e trata informações em qualquer suporte e ambiente, seja físico ou virtual.
Vivemos na era da informação e da tecnologia, na qual o bibliotecário do século XXl precisa ter as competências para trabalhar com as variedades de mídias interativas que permitem o acesso à informação. Ele precisa ser um profissional dinâmico e criativo, que tenha o conhecimento dos mecanismos virtuais de busca da informação e outros recursos digitais que possibilitam usar a tecnologia para criar novos serviços na biblioteca e gerar uma maior interatividade com os seus usuários.

Professor Ivan Russeff fala sobre os Trabalhos Temáticos na FaBCI

No dia 15/09/2010, o Professor Ivan Russeff falou sobre os Trabalhos Temáticos desenvolvidos nos últimos anos na FaBCI/FESPSP.

As respostas foram colhidas pela Roberta Amaral (6º semestre matutino).

1- Em quais anos os Trabalhos Temáticos são desenvolvidos na graduação em Biblioteconomia? E durante estes anos quais as temáticas ou obras foram utilizadas?

A ideia é que todos os anos de todos os cursos utilizem os trabalhos temáticos, mas ainda estamos em fase de adaptação. Atualmente, na Biblioteconomia apenas os primeiros anos participam deste projeto que analisa uma obra literária brasileira por semestre. Vale salientar que três pontos constituem o foco principal do projeto. São eles leitura, discussão e trabalho. Esse é também o método de avaliação onde os alunos são instigados a discutir em sala as leituras realizadas e confeccionar um artigo sobre suas percepções. Acredito que apesar do mote literário o projeto é totalmente interdisciplinar porque abrange a compreensão humanística dos alunos, envolvendo não só o exercício da reflexão como também a melhora na postura e na escrita dos mesmos, o que interfere diretamente na qualidade dos TCC’s a serem produzidos por tais turmas. A ideia dos trabalhos temáticos veio do curso de Sociologia e atualmente os dois cursos estão trabalhando com o mesmo livro. Iniciados no ano de 2009 na FaBCI já foram trabalhados os seguintes livros: “Olhai os lírios do campo”, “A hora da estrela”, “Fogo morto” e agora o objeto de estudo é “Os ratos”.

2- Como é realizado o processo de escolha das obras ou temáticas dos trabalhos? Outros professores do semestre participam deste processo?

Uma reunião geral é marcada e espera-se a presença do maior número de docentes que podem sugerir e votar em obras indicadas por outros colegas. De tais reuniões saem os livros que serão lidos durante o próximo semestre letivo. Percebeu-se também que os alunos que já passaram por tal metodologia de trabalho no primeiro semestre podem oferecer sugestões para o segundo, pois geralmente já apresentam maturidade e conhecimento de causa.

3- Com o passar dos anos, é perceptível a melhoria no desenvolvimento dos trabalhos temáticos realizados por uma mesma turma? Já que este trabalho é realizado no primeiro e segundo semestres do curso.

Sim. Os pontos onde são percebidas tais melhoras são na organização e exposição das ideias, maior clareza para a escolha dos temas dos demais trabalhos e também melhora na argumentação dos alunos que passaram pelo projeto.

4- Após a conclusão destes trabalhos os alunos que hoje estão cursando outros semestres já o procuraram apresentando idéias ou até mesmo projetos que possam ser desenvolvidos no PIBIC da FESPSP ou para serem apresentados em eventos acadêmicos?

Por enquanto não, mas ficou a ideia de conversar com os alunos de maneira mais específica a fim de focar tais trabalhos diretamente em tais eventos como a Iniciação Científica da FESPSP.

domingo, setembro 19, 2010

Mudanças na graduação da FaBCI a partir de 2011

Os ingressantes no curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação a partir do processo seletivo de 2011 terão novidades: o curso de graduação sofreu uma revisão, atendendo uma demanda que estava em análise desde 2007 – ele teve sua carga presencial otimizada e algumas disciplinas contarão com o AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem para a complementação teórica e/ou prática.

Todas as disciplinas serão presenciais, mas os alunos terão à disposição o AVA para complementar as aulas e aprofundar conceitos e a parte prática. Essa otimização impactou na redução de semestres: dos atuais oito para seis. Além disso, foi possível incorporar novas disciplinas, como por exemplo: Introdução ao Conhecimento Científico e à Ética; Normalização Documentária; Libras (como optativa); Mediação da Informação, da Leitura e do Aprendizado; Bibliotecas Virtuais e Repositórios Institucionais; Tecnologias da Comunicação e Tópicos Avançados em Gestão da Informação e do Conhecimento. Também foram implantadas algumas inovações nas ementas das disciplinas atuais, que foram praticamente preservadas na totalidade, apesar de alguns ajustes de carga horária.

Essa revisão permitirá ao aluno o contato com as novas tecnologias a partir do 1º semestre, promovendo a inclusão digital e facilitando a aprendizagem. Essa experiência já foi iniciada com a turma de 2009, que hoje já mantém um ambiente no Moodle. O projeto contou com a participação dos docentes, em especial das professoras que fazem parte do Conselho Acadêmico da FaBCI: Telma de Carvalho, Cibele Marques, Elizabeth Mazini e Maria Ignês Carlos Magno.

Os alunos atuais não sofrerão nenhum impacto dessa nova grade curricular, terão seu curso assegurado até o final já que as alterações serão somente para os ingressantes 2011. O processo seletivo já está sendo divulgado no site da FESPSP e lá você poderá conhecer melhor a proposta:


A FaBCI/FESPSP será pioneira na introdução do ensino híbrido (presencial e a distância) na graduação em Biblioteconomia e 2011 será certamente uma etapa importante na evolução do nosso curso.

Valéria Valls

Coordenadora da FaBCI/FESPSP

domingo, setembro 12, 2010

Globo Universidade - Editoração

No sábado (11/09) foi ao ar o programa Globo Universidade sobre o curso de Editoração da ECA-USP, neste programa a Bibliotecária Márcia Rosetto falou sobre a pesquisa que desenvolve para o doutorado que trata da estruturação das bibliotecas digitais e sua relação com os usuários.
A área de Editoração de livros possui um grande futuro nesta nova era da leitura e os bibliotecários mais atentos a essas mudanças em hábitos de leitura e no mercado de trabalho podem se capacitar e atuar neste mercado.

Clique aqui e assista o programa.

domingo, setembro 05, 2010

Por que me interessei pelo curso de Biblioteconomia?

Meu nome é Roberta Gravina, sou aluna e representante de sala do 6o. semestre matutino de Biblioteconomia e apaixonada incondicional dos livros. Já sou formada em História e ainda no início desta minha primeira graduação conheci a bibliotecária de uma faculdade que me ofereceu a oportunidade de trabalhar com ela no setor de indexação de uma biblioteca universitária, devido à minha facilidade com pesquisas. Desde então já passei por diversas outras tipologias de bibliotecas, como escolares, especializadas, empresariais, centros de memória e de documentação.

Atualmente trabalho na biblioteca do Instituto Cervantes de São Paulo, local que me possibilitou aprender muito sobre o funcionamento de bibliotecas como centros culturais de interação e troca de aprendizagem. Vejo nessa área uma chance muito oportuna aos bibliotecários que pendem para o lado da interação social e se interessam pela diversidade de materiais, onde nossos instrumentos de trabalho ultrapassam completamente o universo dos livros.