sábado, março 29, 2014

Mini Bibliotecas.

Mini Bibliotecas é como são chamadas estruturas montadas em espaços urbanos para a troca de livros entre transeuntes. Não é algo novo ou isolado, elas existem em diferentes cidades e em diferentes países com formas, estruturas e regras igualmente distintas.

Uma delas localizada em Nova Iorque é considerada a menor biblioteca do mundo. Feita com material reciclado a estrutura é circular com uma pequena estante dentro, por fora existem buracos onde qualquer um pode espiar o que há na biblioteca e, se tiver interesse, pegar um dos livros para si. A única regra existente nessa biblioteca é a de sempre colocar um livro no lugar.



O Brasil também possuí suas próprias mini bibliotecas.
Em Araucária, município integrado na região metropolitana de Curitiba, o projeto de mini bibliotecas começou em setembro de 2012 com cinco postos distribuídos pelo município. Chamada de “Mini Biblioteca Livre de Araucária” não existem regras, as pessoas vem pegam os livros e os devolvem quando achar melhor. Semanalmente existe a reposição com 10 livros e todas as estruturas estão bem preservadas, o que mostra o interesse e cuidado dos cidadãos.



Outra cidade que aderiu a ideia foi Curitiba onde uma Mini Biblioteca foi anexada ao portão de uma loja. Essa funciona sem apoio do município ou qualquer instituição publica ou privada, é mantida exclusivamente pelos moradores da área e donos da do local onde está fixada.



O projeto Mini Bibliotecas é apoiado pelo grupo Bibliotecas do Brasil e é uma iniciativa enriquecedora para qualquer um, sendo ele bibliotecário ou não.

Confira abaixo o link com todas as Mini bibliotecas do Brasil


Ficou interessado? Confira as matérias sobre as mini bibliotecas:

Informação x Conhecimento

O que é Informação? O que é conhecimento? A discussão não é nova, mas é sempre bom termos ela em pauta, afinal, não somos nós os Cientistas da Informação? A dúvida a respeito dos dois conceitos vem permeando muitos futuros bibliotecários, muitos os usam até mesmo como sinônimos, mas não é bem assim, e vamos explicar o motivo.

Aqui na Monitoria Científica estamos sempre utilizando da expressão “Era da informação” para definir esse último século, o que isso quer dizer afinal? Informação é um conjunto de dados sobre algo, por exemplo, se eu falo “Essa cadeira é azul” os dados “essa”, “cadeira”, “azul” formam uma informação. Os últimos anos tem sido chamados de “Era da informação” exatamente porque todos os dias somos inundados com montanhas de dados, esses dados – ou informações – nos chegam de maneira tão avolumada devido ao advento da internet que criou um universo ilimitado de comunicação entre pessoas independente de região.
Há anos atrás se alguém estivesse em um restaurante do outro lado do mundo você não saberia, hoje em dia, porém, você pode ter essa informação através de feed’s de redes sociais, compartilhamentos de status, fotos, vídeos e mensagens.

Há anos atrás as formas mais populares de se saber novidades a respeito da família, amigos e famosos eram por cartas, televisão e telefone, hoje apesar da televisão manter em alta sua popularidade a internet assumiu o lugar de principal disseminador de informações. Imagine que, quando um parente seu ganhava um novo par de sapatos ele não iria fazer uma ligação ou mandar uma carta para você para relatar o acontecido, mas com a internet ele pode simplesmente tirar uma foto e compartilhar em sua página pessoal, assim você – e mais dezenas de pessoas – vão ter acesso a essa informação que antes jamais chegaria a você porque os meios de comunicação se restringiam ao útil e relevante.
É importante levar em conta nessa discussão a relevância de uma informação, porque mais tarde – na construção do conhecimento – ela será necessária.

Mas então, o que é conhecimento?

Muitos acham que o conhecimento é a simples memorização de uma informação, ou seja, se alguém te disser que “essa cadeira é azul” e você memorizar isso seria um conhecimento, certo? Errado.
O professor Alejandro Arrabal explica que “[...] Conhecimento não é a simples apropriação de informações, no sentido de memoriza-las ou guardá-las em nossa mente como se o intelecto fosse  um grande catálogo”, a afirmativa é válida justamente porque se esse fosse o caso então HD’s, pendrives, CD-Roms, e outras mídias e suportes seriam o absoluto do “conhecimento”.



O conhecimento pode ser ilustrado de forma clara na imagem acima, enquanto os pontos coloridos são informações, quando interligados eles formam o conhecimento, ou seja, o conhecimento é a reunião de diversas informações mais experiências prévias formando algo único e novo, não existe conhecimento igual, cada pessoa entende algo de maneira distinta, logo, tem um conhecimento distinto, sendo assim não existe transmissão de conhecimento.

Se você desse um livro de medicina para uma criança e um médico, ambos leriam a mesma informação, porém, somente um deles geraria conhecimento. Por quê? Porque somente o médico teria informações prévias a respeito para unir as novas e gerar o conhecimento necessário. É nossa missão selecionarmos as informações que serão utilizadas pelo nosso usuário para que o mesmo possa gerar informação, e por esse motivo a discussão e o esclarecimento entre Informação x Conhecimento (e relevância dos mesmos) é de suma importância para qualquer profissional da informação.

Para terminar não podemos esquecer da maior (e melhor) diferença entre os dois conceitos: Informação pode ser controlada, conhecimento não.

Ficou interessado? Então confira os links abaixo:
http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/a-diferenca-entre-informacao-e-conhecimento/60855/

Bibliotecas diferentes.

A palavra biblioteca caracteriza um local onde se guardam livros, após entrarmos na era da informação e com diversos avanços tecnológicos sua definição se estendeu para “[...]conjunto de rotinas ou sub-rotinas de software, que se pode inserir em um programa, economizando tempo e esforço”, porém quando falamos em Biblioteca ainda temos a mesma imagem de um prédio com longas prateleiras, livros enfileirados e uma bibliotecária de coque na cabeça e óculos na ponta do nariz (assunto já discutido no post sobre estereótipos).
Faz um certo tempo que algumas postagens a respeito de diferentes bibliotecas em locais pouco convencionais estão pipocando por ai, então resolvemos reunir algumas.

      1. Biblioteca em geladeiras.
Projeto da Escola Guilherme Hanemann em que três geladeiras usadas foram reaproveitadas e viraram bibliotecas de livros infanto-juvenis. As “Gelotecas” foram ideia da professora Mery Clara do Nascimento.


      2. Biblioteca em Catedral.
A cidade de Zwolle na Holanda transformou uma antiga igreja dominicana em uma biblioteca que mais parece uma obra de arte! Os vitrais e arcos ficaram, porém as paredes agora abrigam prateleiras cheias de livros.


      3Biblioteca em cabine telefônica.
Para terminar o post temos uma biblioteca dentro de uma cabine telefônica. Já sendo chamada de “A menor biblioteca da Inglaterra” a criação foi de Sebastian Handley que tem como ideia pegar um livro e deixar outro no lugar.


Ficou Interessado? Então confira os links abaixo!
Reportagem sobre a biblioteca em cabine telefônica
Reportagem sobre as Gelotecas
Reportagem sobre a Biblioteca em Catedral
http://www.hypeness.com.br/2013/11/arquitetos-transformam-antiga-catedral-em-moderna-biblioteca/

Acessibilidade para deficientes visuais em bibliotecas.

Há algum tempo a Monitoria Científica fez a divulgação do VIII SENABRAILLE  (Seminário Nacional de Bibliotecas Braille) que ocorrerá em São Paulo entre 28 e 30 de abril. O evento nasceu com a ideia de gerar discussão e pesquisa a respeito dos problemas encontrados pelos deficientes visuais em seu acesso a biblioteca, levando em conta essas dificuldades o seminário visou o debate de técnicas, métodos e tecnologias que promovessem a acessibilidade para esse tipo de usuário. Na descrição do próprio site do evento eles dizem ser [...] um espaço de discussão para formular, reunir e realizar troca de experiências entre os profissionais que trabalham nas bibliotecas, sobretudo, para atender o público com deficiência visual ou cegueira”.
Com a programação divulgada a Monitoria Científica FaBCI pensou em trazer o tema para a pauta da semana.

Sempre quando falamos na acessibilidade para bibliotecas é normal pensar nos deficientes físicos e o trabalhoso acesso ao local biblioteca, os erros constantes dos arquitetos em prover rampas ao invés de escadas, elevadores para acesso aos andares superiores, banheiros especializados, estantes espaçadas com alturas corretas, entre outros diversos fatores; porém, a realidade de quem é deficiente e acessa a biblioteca vai muito além.
Deficientes visuais são usuários constantes em bibliotecas, tanto que o ramo de áudio livros é extremamente popular e necessário para qualquer biblioteca. Os livros em braille (sistema de leitura através do tato para deficientes visuais) são mais difíceis de serem encontrados, porém, também tem seu espaço.
Pensando nessas questões a Biblioteca Nacional disponibiliza desde 1969 obras que atendam essa demanda de usuários com uma sala especializada para deficientes visuais e mais de 7.000 obras em braille.

Mas será que realmente existem tantos usuários com esse tipo de particularidade? A resposta é SIM! Não a toa que o maior leitor da já conhecida Biblioteca de São Paulo é um deficiente visual!
Sérgio Luiz Florindo, de 51 anos, já pegou de empréstimo 533 livros na Biblioteca São Paulo, zona norte da capital. [...] Florindo se tornou um devorador de obras. No áudio do DVD da sua casa, chega a ouvir três livros em um dia. A biblioteca permite que ele pegue dez obras de cada vez, ele nunca pega menos que isso.” (fonte: Estadão)


Assim como qualquer outro usuário os que possuem deficiências ou necessidades diferenciadas devem ter acesso ao acervo de maneira clara, facilitada e respeitosa. É nosso dever como disseminadores da informação sermos o mediadores entre eles e o acervo, inovar em métodos que promovam a acessibilidade para todos, e sempre investir em novas tecnologias que auxiliem cada vez mais no acesso da informação para todos. 

Ficou interessado? Então confira os links abaixo.


sábado, março 22, 2014

Coluna Resenhas por Isabela Martins: Formação do Profissional da Informação.

Olá! Como passaram a Semana do Bibliotecário?

Estou aqui novamente para conversarmos um pouco sobre mais um livro bem tradicional da área de Biblioteconomia: “Formação do profissional da informação”.
O que logo chama a atenção, ainda na orelha do livro é a frase: “Num período chamado Era da informação, o Profissional da Informação é um personagem central, ou deveria ser”. Que significa essa cutucada no final da frase?
Este livro é composto por sete artigos de nomes como Oswaldo Francisco de Almeida Júnior, Aldo Barreto e outros grandes pensadores. Assim como nos entrega o título do livro, todos esses artigos tratam da formação desse profissional hoje tão importante, mas tão desconhecido da sociedade.
É muito bom ler esse livro pois, além de serem artigos tratando de aspectos diferentes da formação, eles são simples, sendo uma ótima leitura para os que ainda não estão acostumados com os artigos científicos.
E se algum dos artigos interessar mais você pode se aprofundar no tema, seguindo a bibliografia.
Impossível destacar um texto, todos são necessários para que compreendamos onde está a Biblioteconomia atualmente e para onde está caminhando. Este livro nos dá, inclusive, base conceitual para pensarmos nossa formação tanto agora na graduação quanto mais pra frente, pois, uma coisa é certa: como profissionais da informação jamais poderemos parar de nos atualizar, estudar e aprender.
Como diz a orelha desse livro: “[...] o Profissional da Informação é um personagem central, ou deveria ser”. Temos que nos posicionar como tal perante a sociedade, se não realmente nunca seremos. Um profissional de qualidade não nasce do dia para noite, e nem com uma graduação. Tem que ter esforço, para continuar estudando, sempre. Ler então se torna artigo de primeira necessidade.
Recomendo a leitura a todos, inclusive para quem não conhece a área, pois dá uma boa visão tanto da sociedade da informação quanto da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação.
Esta foi a minha opinião sobre o livro, e você? Já leu?
Corre pra Biblioteca, leia e compartilhe a sua opinião!

Até a próxima!

Ficou interessado? Então confira a entrevista com Aldo Barreto, um dos autores do livro.

Finalização da Semana do bibliotecário (Noturno)

Na quinta-feira da semana de comemorações ao Dia do Bibliotecário, a manhã foi tomada por profissionais apaixonadas pelo que fazem: Adriana Ferrari apresentou a FEBAB e destacou sua importância para o fazer bibliotecário; Luciana Napoleone e Maria Lúcia Beffa, logo em seguida, mostraram um pouco das características do profissional no meio jurídico.

As profissionais Maria Lúcia e Luciana destacaram a importância de se ter fontes fidedignas para usuários de informações jurídicas e frente ao panorama da área, a necessidade urgente de se promover a produção científica de pesquisadores de temas relacionados ao universo amplo do direito.
À noite, uma apresentação totalmente inusitada: uma bibliotecária da Força Aérea Brasileira (FAB), a simpática Laís Barbudo Carrasco, aspirante a oficial da FAB.


Com muito carisma, Laís explicou como entrou na FAB, além de detalhes sobre o universo militar: o treinamento de sobrevivência a que todos os aspirantes devem se submeter, a hierarquia, o dia-a-dia em uma base militar. Também contou a uma platéia interessada suas principais atividades e dificuladades como bibliotecária lotada no Campo de Marte, dando suporte informacional aos engenheiros e aviadores da corporação.
Encerramos com chave de ouro nossa tradicional semana em comemoração ao Dia do Bibliotecário (12 de março) da FaBCI, com a apresentação dos trabalhos temáticos, uma das atividades tradicionais do curso e contamos com a coordenação do Profº Ivan Russef.
Com abordagens inteligentes e interessantes, os alunos puderam exercitar métodos de pesquisa e apresentar os ótimos resultados desse trabalho, como vemos a seguir:

MATUTINO:
Andrezza Catharina Camera: "A construção da identidade da personagem: de Ana Clara até Ana Turva".
Karin Bezerra de Oliveira - "O Romance Psicológico e o Existencialismo Sartreano na obra As Meninas de Lygia Fagundes Telles".
Lourdes Regina Porto: "Da tríade imperfeita à temperança: o contraponto dos afetos no canto de três meninas".
NOTURNO:
Janaína Silva Macedo: "O papel das religiosas fora do imaginário do romance As Meninas, de Lygia Fagundes Telles".
Fernanda Monteiro da Silva e Ingrid Aparecida Cordeiro da Silva: "O estado civil da mulher nos anos 70".
Regina de Andrade e Maria Ivane dos Santos Loz: "A Arte e a Literatura de Resistência, a partir de As Meninas, de Lygia Fagundes Telles.

Foi uma semana muito animada de entrosamento entre os docentes, discentes e de integração dos conteúdos das disciplinas de Biblioteconomia e Ciência da Informação, todos comemoraram e colheram o resultado de muito trabalho e dedicação.
Parabéns a todos os professores que conduziram a série de apresentações, organizaram e prepararam os alunos, aos futuros bibliotecários, aos convidados que participaram enriquecendo esses dias com palestras, depoimentos e exemplos de sucesso no exercício da profissão.


 Matéria por Roselene Mariane de Medeiros , aluna do 5º semestre noturno da FaBCI. 

Palestras Semana do Bibliotecário (Noturno)

Cristiane Laudemar e Tanúsia Nascimento, bibliotecárias recém-formadas pela FESPSP, vieram apresentar seus TCCs na terça, dia 11 de março, à noite, em meio às comemorações da semana do Dia do Bibliotecário (12 de março).  As profissionais  conversaram com alunos de todos os semestres sobre as oportunidades que a faculdade oferece, desde de participar de projetos sociais à nos preparar para o mercado de trabalho de maneira consciente e com um cuidado especial com o lado social.
Cristiane Laudemar é bibliotecária formada em 2013 pela FESPSP e continua a fazer história com sua presença e atitude inigualáveis: em sua palestra sobre o “Núcleo Clovis Moura FESPSPRETO”, que ajudou a fundar e coordenou desde então, a “Cris” que enchia os corredores da faculdade com sua alegria e otimismo encantou, novamente, um público atento e curioso.
Cristiane nos contou sobre o surgimento do Núcleo incentivado pelo nosso livreiro Adão, tudo começou como um grupo de estudos que tomou dimensões surpreendentes como a criação da Biblioteca Clovis Moura e a pagina no face muito visitada atualmente, conta com o sistema “Pergamum” para catalogação, mesmo sistema da Biblioteca FESPSP e trabalho voluntário efetuado pelos próprios alunos como um aprendizado e prática da parte técnica, auxiliados pelas professoras das disciplinas correspondentes valendo horas para as atividades complementares.
Com um TCC inédito e de destaque como um dos melhores de 2013, Tanúsia Nascimento conversou com o público apresentando muitos bons argumentos sobre a carência de literatura específica sobre a cultura afro-brasileira entre os pequenos leitores das escolas públicas.“Disseminação da literarura infantil afro-brasileira”, apresentado pela Profª Maria Ignês, representou uma oportunidade de abordar a temática muito pouco conhecida em nosso país e discutir o preconceito, trazer à tona a discriminação, as diferenças sociais que existem em nosso no Brasil, ainda pouco discutidas  por existirem de forma velada.
Tanúsia nos apresentou a questão da literatura infantil afro-brasileira que necessita ser trabalhada nas escolas, em nossa sociedade e em nossos lares, para preparar nossas crianças para as diferenças e proporcionar cidadãos conscientes, diminuindo assim o preconceito e discriminação seja de raça,  credo, gênero...
Temos a Lei 11.645 de 10 de março de 2008, que entrou em vigor no exercício do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena”.

A literatura infantil afro-brasileira é muito pouco difundida, não temos uma identificação com os personagens existentes na literatura em geral, pois não retratam a realidade do povo brasileiro que é composto em sua maioria por negros. Onde e como se encontram os poucos personagens negros que conhecemos?
Essa temática tem que ser falada, pesquisada, abordada para não ficar no esquecimento e para diminuir as sequelas da escravidão negra em nossa sociedade e para que essa parcela da população possa resgatar sua história, sentir orgulho dela e de si mesma.
O trabalho das duas vem ao encontro dessa necessidade e a FESPSP nos brinda nessa semana do Bibliotecário com essas apresentações, que despertou no público presente grande interesse e participação.


Em comemoração ao Dia do Bibliotecário (12 de março), tivemos palestras sobre os TCC's de destaque em 2013 com Denis Maimoni “A sustentabilidade, permacultura e as bibliotecas comunitárias” e Grazielli de M. Silva “Modelo de gestão de Biblioteca comunitária”, complementando com o processo de pesquisa, o papel do orientador, dificuldades enfrentadas e sugestões para os futuros bibliotecários.
Segundo Maimoni, permacultura é um termo que está dentro da sustentabilidade que quer dizer cultura permanente. Agrega vários conceitos de mudança,"design”de agricultura, para fazer algo sustentável de forma que cada elemento do local tenha mais de uma função. Por exemplo, se você faz uma casa ao lado de uma horta, como fosse uma estufa, ela serve de ar condicionado para a casa. Se você fizer na parede, você tem um isolamento acústico e térmico, e além disso você tem outras coisas que podem favorecer, como a compostagem.
Ainda segundo Maimoni, as bibliotecas comunitárias não têm um padrão de infraestrutura, geralmente elas são um lugar improvisado que é criado por iniciativa da comunidade mesmo e que carece daquela informação e daquele espaço para interagir. Elas precisam tanto desse apoio da comunidade, ou de uma empresa ou ONG que as adote e ceda livros, ceda o espaço.
Assim o seu trabalho vem para propor opções e ações sustentáveis que respeitem as necessidades da comunidade, da biblioteca, do acervo e a preservação do mesmo.
Profissionais e pesquisadores em Ciência da Informação têm afirmado que a biblioteca comunitária é uma área pouco estudada na Biblioteconomia, e até hoje não existe um modelo de gestão. Nesse sentido, o tema do TCC de Grazielli é uma proposta de modelo de gestão para esse tipo de biblioteca. Essa gestão proposta refere-se não somente aos processos organizacionais desse tipo de biblioteca, mas também à atuação da comunidade e nos processos culturais propostos por ela.
Em seu TCC Grazielli, fez dois estudos de caso demonstrando como a gestão define o sucesso ou insucesso desse tipo de projeto, é importante o acompanhamento posterior periódico para garantir o sucesso, buscar parcerias, doações e a participação da comunidade com o que eles tem a oferecer, propondo que passem seu conhecimento adiante, ensinando uns aos outros, assim sentem-se úteis o que proporciona uma integração e incentiva a participação na biblioteca.
Colocou em prática a teoria de seu TCC, montando uma biblioteca comunitária com campanha entre amigos para arrecadação de livros, contando com ajuda de voluntários para organização e implementação efetiva.
Ambos tem como proposito contribuir com o sucesso das bibliotecas comunitárias de maneira consciente, contribuindo com sugestões e modelos para possível implementação.
Segundo Grazielli é preciso “casar com o orientador” e Denis sugere “ler muito e ter um bom planejamento” ambos ressaltam escolher um tema com que o aluno se identifique, fatores fundamentais para o sucesso do TCC.

Sugestões de leitura infantil:
Bia na África– Ricardo Dregher
Lendas da África – Júlio Emílio Brás
O cabelo de Lelê – Valéria Belém
Tudo bem ser diferente – Todd Parr

Referências:
MOURA, Clovis. Dicionário da Escravidão Negra no Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004.

Ficou interessado? Então saiba mais em:



Matéria por Roselene Mariane de Medeiros, aluna do 5º semestre noturno da FaBCI. 

Bibliotecário Nota 10 (Noturno)

Em comemoração ao Dia do Bibliotecário (12 de março), a tradicional semana de comemorações da FaBCI começou com a atividade mais tradicional do curso: o já conhecido Bibliotecário Nota 10, oportunidade rara em que os alunos do primeiro semestre pesquisam sobre nomes de destaque da área e apresentam seus resultados para seus colegas e professores.
Com muita animação, as professoras da FaBCI Profª Dra. Valéria Valls e Profª Maria Rosa Crespo conduziram a série de apresentações dos futuros bibliotecários. Vários grupos do primeiro semestre da FaBCI homenagearam diversos bibliotecários que atuaram e continuam atuando na área, além de personalidades que se destacaram e contribuíram para o crescimento e reconhecimento da Biblioteconomia. A cada figura ilustre que surgia na tela do auditório do sétimo andar, mais um tijolinho era acrescentado para a construção de um novo panorama da Ciência da Informação, enquanto os alunos recém-chegados dividiam sua admiração com tantas descobertas com o público. Entre um Sergio Vaz, Paul Otlet e Laura Russo, um coffe break de confraternização organizado pelos docentes de discentes no intervalo deu o tom amigo e caloroso de boas vindas a este grupo estreante de pesquisadores.
Segundo a Profª Maria Rosa, a atividade Bibliotecário Nota 10 está associada à disciplina Introdução aos Serviços de Informação, oferecida sempre aos alunos do primeiro semestre (ingressantes). É uma atividade realizada em grupo, que consiste na pesquisa de dados biográficos de uma personalidade ligada à área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, à escolha do grupo. O resultado da pesquisa é apresentado em forma de seminário pelo grupo, na semana de comemorações do Dia do Bibliotecário.

A atividade tem quatro objetivos pedagógicos:

a) Permitir ao aluno ingressante o descobrimento de personalidades que se destacaram na fundação e desenvolvimento da profissão;
b) Iniciar o aluno na prática da produção do conhecimento (processo científico), por meio de pesquisa de fontes confiáveis, análise de dados e apresentação de resultados;
c) Proporcionar a oportunidade de trabalhar em equipe, exercitando a participação profissional, adulta e produtora de resultados;
d) exercitar a desenvoltura oral e confecção de apresentações em mídias eletrônicas.

Foi uma exposição rica e empolgante, nos trouxe informações interessantes que complementam e integram. A atividade faz uma ponte entre o conteúdo ministrados nas disciplinas do curso e a buscas dessas pessoas que acreditaram, tiveram um ideal, arriscaram, foram e são vitoriosos na luta pelo saber, disseminação da informação e uma paixão. Trazem na prática as contribuições dessas personalidades que fundamentam, regulam, exemplificam e validam o exercício da profissão de bibliotecário.

As personalidades apresentadas foram:

Adelpha S. Rodrigues de Figueiredo
Charles M. Cutter
Edson Nery da Fonseca
José E. Mindlin
Laura G. M. Russo
Melvil Dewey
Paul Otlet
Sérgio Vaz
Zila da Costa Mamede.

Ficou Interessado? Então confira mais em:




Matéria por Roselene Mariane de Medeiros, aluna do 5º semestre noturno da FaBCI.

*Fotos de evento em breve

domingo, março 16, 2014

Faça parte da Monitoria!

A Monitoria Científica FaBCI é um veículo de comunicação entre a FESPSP e os alunos da instituição, além de professores e outras pessoas interessadas na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação. O Blog e as redes sociais são mantidos pelo Monitor Científico, aluno da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo cursando a graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação.
Além de uma bolsa de 40% o Monitor Científico também recebe o total de 40h de atividades complementares. O título é válido por um ano (ou dois semestres), com posse no começo de cada ano (ou semestres ímpares).
Apesar do Monitor ter como responsabilidade gerenciar as postagens no blog e nas redes, é um trabalho que envolve colaboração de muitas pessoas, alunos professores, profissionais da informação, etc. Mesmo que a haja a divulgação e incentivo de tal fato, é sempre importante ressaltar que SEMPRE estamos abertos a divulgação, ideias, reportagens, comentários, ou qualquer outra coisa que você acha que cairia bem no blog.
TODOS SÃO CONVIDADOS A PARTICIPAR.
Aos alunos que colaboram será dado um número de horas de atividades complementares, mas a maior recompensa é a experiência que se adquire ao colaborar com a Monitoria, que visa a disseminação da informação (ato base para qualquer profissional da informação).

Como posso ajudar?
De diversas maneiras possíveis. Atualmente estamos procurando alguém que gerencie as redes sociais, ou seja, poste diariamente notícias sobre a nossa área, faça a divulgação dos post, etc. É um trabalho simples, de cerca de 1h diária (somente dias da semana) e já auxilia demais a Monitora Científica.
Também procuramos colunistas mensais. Atualmente contamos com a participação de Isabela Martins postando mensalmente resenhas de livros de nossa área, além disso, também contamos com a coluna mensal Carreiras realizada pela própria monitora. O ideal seria ter quatro colunas mensais, e estamos abertos a novas ideias, não necessariamente ser algo com tema definido ou engessado. 
Ideias de pautas ou atividades externas podem sempre ser enviadas para o e-mail da monitoria (monitorcientificofabci@gmail.com) para divulgação ou apenas para incentivo, o mesmo se aplica a notícias curiosas sobre biblioteconomia e ciência da informação.
A revisão também é tarefa que necessita de um voluntário. Se você possui boas noções de gramática, se disponha a realizar essa tarefa de revisar os posts da monitoria antes e depois de serem postados.


Se você se interessou entre em contato conosco pelo e-mail da monitoria e faça parte dessa incrível iniciativa!  

Aldo Barreto.

Sempre na semana do bibliotecário é escolhido uma figura ilustre para conceder uma entrevista a Monitoria Científica FaBCI, normalmente um bibliotecário que tenha trabalhado para a evolução da nossa área, porém, o escolhido desse ano é Aldo Barreto, graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e com pós-graduação em Ciência da Informação  pela The city University (Londres, Inglaterra).
Mesmo não sendo bibliotecário, Aldo Barreto é um nome que frequentemente citamos, pesquisamos e utilizamos em nossas bibliografias. O motivo? É um mestre no que diz a informação e sua disseminação, principalmente se estamos falando em fluxo da informação no meio digital.
Pesquisado Sênior pelo CNPq e editor do periódico eletrônico Datagramazero ele nos presenteou com a honra de responder algumas perguntas para a Monitoria Científica e fechar essa semana com chave de ouro. Confira!

1. A sua prolífica presença nas redes sociais é uma referência unânime entre profissionais da área de Ciência da Informação, o que reforça ainda mais a importância da sua trajetória e produção intelectual. Quais são suas fontes de pesquisa e de informação favoritas hoje?
Todo homem se desenha pelas escolhas que vai fazendo ao longo de sua vida. Nenhum objetivo importante é alcançado sem alguma luta, sem algum conflito consigo mesmo e com os outros. A natureza humana é contraditória e tão forte é a contenda do ser que transcende as condições de convivência do homem na terra.
Ao enunciar atos de informação, de forma oral ou escrita, transferimos fatos e ideias esperando convencer nossos espectadores privilegiados que irão julgar e acolher nossos feitos, ditos ou escritos e repassar esta apreciação ao longo do tempo. O que falamos e escrevemos é para registro junto a nossas testemunhas. Nossa vida ativa acontece em uma condição testemunhal. Todos querem participação e visibilidade quando produzem enunciados, mas muitos não querem a exposição e o julgamento que disso resulta. No mundo da visibilidade nossa atuação se relaciona a esta condição de convencer e não decepcionar as testemunhas que confirmam o nosso atuar com marcos no caminho de nossa aventura existencial.
Conviver com uma exibição face a face de nossas reflexões é intrincado quando em um existir presencial de uma realidade vivida entre objetos e outros habitantes. Mas, com a entrada da realidade virtual em nossa convivência cotidiana, cada vez mais vivemos a condição de uma existência sem a necessidade de uma presença física. Ficamos alforriados do entreolhar, do gesto, o toque e a sensibilidade de uma linguagem do corpo. Podemos lançar mensagens aos nossos distantes escondidos pela máscara da não presença.
Há no viver dos cenários virtuais uma ditadura do “eu espetáculo” em que além de convencer queremos encantar nossas testemunhas expondo as coisas novas descobertas em um navegar em rede ou que nos foi intermediada em uma linkagem. Juntamos, em nosso domínio de convivência, uma coleção de nossos fragmentos de reflexão e nosso cotidiano de encontro com a emoção com belo e o inusitado. Todos rejuvenescem no ciberespaço das convivências abrigadas, revigorados como por um efeito tipo “Benjamin Button”. Voltamos a uma adolescência querendo “como nos mostrar” com o nosso espetáculo, o show do nosso eu, formando um “Lego” onde cabe a cada um filtrar o que é relevante.
Cada um de nos tem várias e diferentes fontes: a família, os amigos, os alunos, leituras e os seus pares nas diversas comunidades de convivência funcional. Não tenho fontes definidas. Não as procuro, elas vêm até mim.

     2. A Datagramazero completou 15 anos em fevereiro de 2014, uma conquista formidável que traçou linhas de pensamento da Ciência da Informação no país. Para onde apontam agora as pesquisas mais visionárias da Ciência da Informação no Brasil?
A Revista Datagramazero esta completando com o número de fevereiro de 2014 quinze anos na cadeia de comunicação científica tratando dos fatos e eventos relacionados a informação em ciência e tecnologia nos campos que operam com o fenômeno da informação, desde sua geração a sua transferência com intenção de gerar conhecimento. Iniciar o DGZ no final de 1999 foi mais uma atitude de satisfação do que falta dela. Em  final dos anos noventa o texto modificava seu status e poucos percebiam isso e ainda percebem no nosso país. O riscado da escrita no conjunto de elementos que a delineiam mudou. O traço ou o "grammé" da escritura mudava do formato papel e tinta para o formato digital. Assim, um novo grammé ou gramma marcava a nova forma de escrita daí  DataGramaZero, o marco zero de uma nova escrita, não como uma substância presente aqui e agora, mas como uma diferença, isto é, uma querência espacial e uma diferença temporal. Essa estrutura, ou melhor, esse princípio estruturador passou e passará a ser comum a todos os sistemas envolvendo o registro e a transferência da informação. As escrituras quando digital e hipertextual são de alguma forma, externa à linguagem, pois agrega outros médias e sentidos ao entendimento e não se prende  a uma visão de do texto linear e estático de um formato único.
Desde seu inicio o Datagramazero foi uma iniciativa particular e livre, que sequer, aceita fomento de qualquer fonte ou espécie para afirmar esta liberdade. Esta iniciativa privada têm seus custos suportados por seus editores, o maior deles o custo de sua operacionalização e manutenção da infraestrutura e feitura da do periódico.
Esta liberdade, contudo, traz condições imponderáveis marcando a qualidade existencial da Revista. Assim neste momento de celebração queremos ponderar a atualidade da vivência do DGZ refletindo sobre seu passado que perdura online e pensando com Paul Valéry sobre seu futuro: “Como seriam o passado e o futuro uma vez que o passado não existe mais e o futuro não existe ainda. O futuro – o que não existe ainda – se faz no ver. E ver é prever”. O futuro da Revista Datagramazero esta associada a novidade na  pesquisa que é indissociável de ensino e a de ponta e se dará na Universidade e Laboratórios de pesquisa; nas áreas de sociais aplicada, humanas e linguística, se encontra um importante nicho de pesquisa com alto teor de inovação e que, hoje é desenvolvida no resto do mundo com a prioridade de pesquisa de ponta:
  •  a cognitronica - desenvolvimento de interfaces confiáveis entre o computador e a mente;
  •  a pesquisa sobre digitalização e integridade do documento digital, sem o qual não se poderá ter Bibliotecas Digitais operacionais e eficientes;
  •  os instrumentais de procura de informação com conhecimentos semânticos e  em grandes quantidades de texto;
  • analise computacional do português como linguagem natural;
  •  sistemas inteligentes de apoio à tradução automática;
  • concepção de instrumentos  automáticos e em tempo real de apoio  lexical, para ordenação, armazenamento e controle  de grandes estoques de informação;
  • sistemas de ensino e aprendizado não presenciais com interfaces interfaces moveis;
  •  sistemas para gestão da informação multimídia e hipertextual;
  • sistemas na área de reconhecimento óptico de caracteres  para digitalização de grande quantidade de documentos em qualquer base e de qualquer tipo.


   3. Considerando que a informação está em constante processo de evolução, porque muitos indivíduos não conseguem acompanhar suas novas ramificações?
    Os caminhos futuros da ciência da informação como área de conhecimento acadêmico precisam estar demarcados. A área de ciência da informação, como um todo, enfrenta problemas de atualização disciplinar. Reflito o futuro da ciência da informação como área de conhecimento e a sua relação com seu receptor está cada vez mais se configurando na simplicidade da Web. As facilidades de acesso da rede estão, por exemplo, em sua interatividade com o receptor e na interoperabilidade dos estoques globais. O usuário de informação não aceita mais percorrer os caminhos ocultos dos universos particulares da linguagem nem entender as intrincadas regras das taxonomias voltadas para os processos de almoxarifagem de acervos convencionais ou eletrônicos.
A pergunta que não quer calar, pelo menos em mim,  é:  a ciência da informação, como entendida  e ensinada na hoje, resistirá  como  área de conhecimento aplicado, nos próximos 10 anos? Se existir alguma divida é porque continuamos ensinando a nossos alunos conteúdos e práticas de 50 anos atrás.
Porque a reflexão dos alunos, docentes e da sociedade da área não está dirigida ao futuro possível aderindo a tecnologia da informação cada vez mais intensa. Vale afirmar que acredito que os documentos, seus conteúdos impressos e as suas práticas ortodoxas de organização e controle, permanecerão anos na história da ciência da informação, uma  necessária guarda da memória do saber. Mas esta não será a dinâmica, dos atos de informação e do desenvolvimento  do ser humano e sua realidade.

      4.  A informação contemporânea é uma ideologia ou uma utopia?
O que você entende como contemporâneo? Esta instigante pergunta ensaia muitas e diferentes respostas. Contudo, a verdadeira integração do indivíduo na contemporaneidade não significa apenas desfrutar da evolução tecnológica, ou atentar ao desenvolvimento científico. Ser contemporâneo implica numa consciente compreensão do próprio papel, aqui e agora, num mundo em constante mudança política, econômica e sociocultural. Neste sentido em meu trabalho nestes anos acredito que a informação sintoniza o mundo, pois referencia o homem ao seu passado histórico, às suas cognições prévias e ao seu espaço de com(vivência), colocando-o em um ponto do presente, com uma memória  do passado e uma perspectiva de  futuro. No presente , creio,  está o espaço de apropriação da informação pelo o indivíduo. A temática sobre a informação pode ser apreendida em uma graduação que possui um conteúdo voltado para a formação profissional ou em um curso de pós-graduação com o objetivo de uma formação  para a pesquisa comprometida com o avanço do conhecimento no campo de conhecimento. São dois níveis de ensino e aprendizado e sua estratégia disciplinar se diferencia em razão de seu objetivo. Acredito que qualquer reflexão sobre as condições políticas, econômicas ou sociais de um produto ou serviço de informação está dependente a uma premissa básica da existência de uma relação entre a informação e a geração do conhecimento.

      5. Como pesquisador sênior do CnPQ, como é sua rotina de trabalho?
Ser pesquisador sênior do CNPq não é uma condição de trabalho mas uma apreciação pelo órgão de pesquisa sobre o merecimento do pesquisador e de sua pesquisa. Diz o CNPq: “Pesquisador Sênior é o pesquisador que se destaca entre seus pares como líder e paradigma na sua área de atuação, valorizando sua produção científica e/ou tecnológica. Para ser um pesquisador sênior, o pesquisador deverá ter permanecido no sistema de fomento à pesquisa do CNPq por pelo menos 15 (quinze) anos na categoria 1 e continuar ativo no desenvolvimento de pesquisas científicas ou tecnológicas e na formação de pesquisadores em diversos níveis.” No Brasil são cerca de 90 pesquisadores seniores em todas as áreas de conhecimento tratadas pelo CNPq.   É um título Vitalício.
Quando recebi este título o presidente do CNPq, na época o doutor Marco Antônio Zago, dirigiu mim estas palavras: “O significado desta conquista de pesquisador sênior representa o reconhecimento da sociedade para uma vida dedicada com sucesso a ciência. Cabe, portanto, não apenas uma homenagem, mas também, uma palavra de agradecimento pela sua inestimável colaboração para o desenvolvimento científico e tecnológico do país”.

Colaboração na Matéria: Aldo Barreto


*Agradecimentos especiais a Magali e Sidnei na elaboração das perguntas. 

Semana do Bibliotecário (Matutino)

Como anunciado em um post anterior na semana do dia 10 a 15 de março foi comemorado a Semana do Bibliotecário na FESPSP em homenagem ao dia do bibliotecário (12 de março).
A Monitora e seus colaboradores se dividiram para cobrir as atividades do período Matutino, neste post serão tratados dos eventos que ocorrerão no período Matutino.
Na segunda-feira dia 10 de março aconteceu as apresentações do Bibliotecário Nota 10 (Confira a reportagem aqui).

Terça-feira, 11 de março, a vice-presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia da Oitava Região (CRB 8), Daniela Pereira de Sousa, deu uma palestra a respeito do que é o Conselho Regional de Biblioteconomia, sua missão, sua formação, as diferenças entre o CRB e CFB (Conselho Federal de Biblioteconomia) e qual a sua importância como órgão fiscalizador da profissão.

Quarta-feira, 12 de março, tivemos as apresentações dos TCC’s destaques do ano de 2013 que contaram com as presenças de Vilma Silva Batista com seu Manual de Procedimentos para Bibliotecas, Lilian Diego Moraes com Ver, ler brincar: Pesquisa iconográfica do comportamento informacional Infantil e Rafael Reis que apresentou seu trabalho Indexação de Imagens em Movimento no Contexto dos Jogos de Futebol que realizou em conjunto com a aluna Deborah Azevedo.
Após as apresentações a loja da FEBAB (Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários) estava na porta do auditório onde fomos apresentados a diversos itens, inclusive a mascote da Federação! Laurinha coruja que homenageia a grande bibliotecária Laura Russo.

Quinta-feira, 13 de março foram realizadas duas palestras, sendo a primeira Advocacy e Bibliotecas com Adriana Ferrari, vice-presidente da FEBAB (leia mais a respeito na matéria da Monitoria do ano passado), e a segunda sendo ministrada por Luciana Napoleone e Maria Lúcia Beffa com o tema Informação e Documentação Jurídica, construindo uma visão de futuro.
Após as palestra houve uma feira de livros realizada pelo livreiro e ex-aluno de Biblioteconomia Paulino com o seu Livros de Biblio.

Sexta-feira, 14 de março foram apresentados os melhores trabalhos temáticos do ano anterior. A aluna Karin Oliveira falou a respeito do seu trabalho construído sobre a temática das roupas de época em cima do livro Contos Novos de Mário de Andrade, enquanto a aluna Andrezza Camera descreveu a experiência de trabalhar o psicológico das personagens do livro As Meninas de Lygia Fagundes Telles.


Sábado, 15 de março houve o encerramento da semana do bibliotecário com Cineclube, feira de troca de livros e quadrinhos, feijoada e festa de encerramento.


Agradecemos a todos que colaboraram para termos essa excelente semana, rica em conhecimento e experiências de profissionais fantásticos!
Feliz dia do Bibliotecário!


*Créditos as fotos realizadas pelo aluno Sidnei de Andrade.