quarta-feira, dezembro 02, 2015

Apresentação dos Trabalhos de Conclusão de Curso

O final de uma jornada chegou! E é a hora dos nossos formandos se prepararem para levantar o canudo, na colação de grau. Mas, há mais uma missão antes da formatura... a apresentação de seus trabalhos para banca.

Todas as apresentações acontecerão na segunda semana de dezembro, entre os dias 07 e 11/12.

Para os alunos que estão se formando, é uma oportunidade excelente de apresentar algo a que se dedicaram 1 ano inteiro... e aos alunos que ainda não estão nesta fase, é uma oportunidade de conhecer o que está sendo produzido na faculdade, e quem sabe ter um insight para produzir o seu.

Elaboramos uma lista com todos os TCC's que serão apresentados, e que você pode conferir logo abaixo. Programe-se e venha prestigiar os colegas.

Uma de nossas colegas, a Andrezza Camera nos enviou um relato muito sincero, de como foi a experiência de elaborar um TCC...

"Dia 18 de novembro foi uma marca circulada desde o início do ano, a entrega do “temido” Trabalho de Conclusão de Curso, ou TCC, carinhosamente apelidado. A verdade é que desde que entramos na faculdade ouvimos falar dele, tememos, ansiamos e quando chegamos para realizar o pré-projeto parece que tudo que tínhamos na cabeça explode e se torna um absolutamente nada, bate um branco, não sabemos nem por onde começar, e então começa o desespero.

Assim como muitos Biblioteconomia foi minha primeira graduação, sai diretamente do Ensino Médio e cai de cabeça no universo do ensino superior, foi assustador e confuso, mas com o tempo acabamos nos agregando como se tivéssemos nascido para estar aqui, mesmo assim construir o TCC foi uma experiência única em muitos sentidos, e hoje, após a entrega eu posso dizer que em suma foi gratificante.

Depois de quatro semestres estudando e pesquisando sobre as diversas áreas da biblioteconomia finalmente nos é dada a oportunidade de escolhermos o nosso tema de trabalho, sempre conversando com nossa graduação, e essa oportunidade única é um misto de prazer e temor. O que devo pesquisar? Será que vai dar certo? Será que vai dar TEMPO? Sendo esse último, o tempo, certamente nosso pior inimigo.

Mas para todos aqueles que estão nessa fase de pré-projeto, roendo as unhas, arrancando os cabelos e enfiando a cara nos livros, sem estresse! Acreditem, eu passei por tudo isso, mas se tem uma coisa que eu aprendi depois de passar esse um ano inteiro escrevendo, procurando, buscando e aprendendo é que o mostro do TCC só parece grande, e a tarefa de domá-lo, apesar de cansativa, é fácil, e vai valer a pena.

Sabemos que problemas e imprevistos acontecem, acredite, eu sei disso. Meu tema passou por pelo menos três alterações, eu só defini o título do meu trabalho uma semana antes de sua entrega, e terminei as referências um dia antes! Sempre acabamos com a sensação de poder ter feito mais, de querer pegar de volta e escrever mais um pouquinho, de usar mais uma citaçãozinha... São os dilemas da pesquisa, mas assim como nossos professores nos dizem todos os dias “Foco” é a palavra da sorte nesse trabalho.

Se eu pudesse dar alguma dica para nossos futuros pesquisadores seria “Mantenha a calma” porque o desespero em nada ajuda. Agora, de cabeça fria, lembre-se de escolher um tema que goste e atraia; tão importante quanto a temática é seu orientador então escolha um docente que abrace a sua proposta com o mesmo vigor que você; se organize, as leituras, os resumos, fichamentos, e elabore um sumário que sirva de mapa para sua pesquisa; Escreva, mesmo quando ache que não está bom, leia novamente e reescreva!; não seja tão crítico com si mesmo; e se você tiver alguma dúvida consulte seus colegas e, obviamente, seu orientador.

Lembre-se que no final, só falta um ano para você ser um bacharel em Biblioteconomia! Não esqueça das outras disciplinas e faça dessa etapa só um primeiro passo na sua carreira cientifica, aproveite, experimente, erre e reinvente, a graduação é só o primeiro passo e não é para ser um sofrimento e sim uma incrível experiência de aprendizado."

Andrezza Camera - 6º semestre matutino

domingo, novembro 29, 2015

Keep calm que as férias estão chegando...

É com muita alegria e saudade no coração que informo que este é nosso último boletim de 2015... sabe o que isso significa? As férias chegaram!!!


Mas calma ano que vem tem mais!

Em 2016 teremos um novo Monitor, que com certeza virá cheio de ideias legais e projetos maravilhosos. Esta pessoa ainda está sendo escolhida, e logo mais, haverá divulgação, por isso não deixe de acompanhar a Monitoria Científica nas redes sociais.

Esse foi um ano bem puxado, cheio de conteúdo e de festividades né...

Teve CBBD, aniversário de 75 da Biblioteconomia na FESPSP, Jubileu de Ouro da regulamentação da profissão de Bibliotecário...

Mas ano que vem, também será um ano bem movimentado, então é bom aproveitar as férias e recarregar as energias.

Aos colegas que se formaram: Parabéns! Sucesso em suas escolhas!
Aos colegas que ainda estão por aqui: Força e Foco! Estamos quase lá...

Não posso deixar de agradecer aos meus queridos voluntários, o sucesso do projeto também depende da participação de vocês. E vocês foram... maravilhosos!

O Blog volta em fevereiro junto com as aulas... mas continuaremos no Facebook e no Twitter.

Coluna: Onde estão os Bibliotecários? Por Grazielli de Moraes

Kelly Morais Cantiliano, 30 anos, formada em 2013 pela FESPSP (última turma de 4 anos), atualmente atua com atendimento, pesquisa, atividades técnicas, contações de histórias, rodas de leitura e jogos na Biblioteca Escolar do Colégio Joana D’arc, nos prestigiou com uma entrevista pra lá de interessante, tendo em vista que a sua participação no CA (Centro Acadêmico) Rubem Borba de Moraes.



Para a Bibliotecária, a biblioteconomia ultrapassa os muros da administração, arranjo, conservação e organização de acervos, ela tem seu papel social e objetivos voltados à produção e troca de conhecimento.

“... Ela possui um papel social, seu principal objetivo é organizar a informação produzida por nós para possibilitar a troca de conhecimento. Porém não é um processo mecânico e impessoal, ao contrário, envolve e precisa de pessoas, exige contato direto do profissional para conseguir identificar cada público com as suas necessidades, linguagens e culturas”.

A experiência enquanto aluna da FESP para ela, foi produtiva e construtiva, já que conheceu pessoas diferentes às que já tinha conhecido (em relação a cultura e pensamentos), além disso, menciona que a partir do momento que entrou na graduação da FESP, uma sementinha que existia dentro dela brotou e cada dia mais vem crescendo, que é a semente da “sede do saber”, é o questionar, agir e mudar e como a mesma disse, mudar e transformar o mundo em algo cada vez melhor.

“É esse o principal pensamento que levo da FESPSP para os locais onde trabalho. Saber respeitar as opiniões e a diversidade é algo fundamental para o bibliotecário”.

Quando questionada a respeito do que pode ser mudado na Biblioteconomia, ela não hesitou, e mencionou que a princípio é necessário “sair um pouco da teoria e ir para a prática”, é necessário ainda testarmos e exercitarmos a nossa criatividade e ainda mais a nossa capacidade em lidar com as mudanças, falta de recursos num contexto geral, e, mais do que isso, estarmos preparados para um mercado engessado e com medo de arriscar o novo, seja propondo o novo, ou nos adequando à ele.
Aos novos integrantes é deixou a seguinte mensagem:


“Na faculdade ao estudar as disciplinas ficamos em dúvida sobre qual segmento da Biblioteconomia seguir ou as vezes trabalhamos com algo que não é o nosso perfil. Por este motivo é preciso analisar o que gostamos para desempenhar bem a nossa função, do mesmo modo, é importante valorizar a nossa profissão.
Se você escolheu ser bibliotecário faça com o coração”.


Falando sobre o Centro Acadêmico:
Segundo a Kelly, a ideia de reabrir o CA surgiu com a inauguração do prédio novo da FESPSP.
“Os alunos passaram a interagir mais, algo que não acontecia antes porque as turmas ficavam distribuídas em vários andares no prédio antigo. Com o começo dessa interação os estudantes de Biblioteconomia; e também os de Sociologia, que já tinham o CAFF (Centro Acadêmico Florestan Fernandes) contribuíram com ideias e na divulgação do CA do Borba”.
Tendo em vista que os principais objetivos do CA são unificar, ouvir sugestões e representar estudantes da graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação junto à Coordenação e Direção Acadêmica buscando a parceria para melhoria do curso, a mesma menciona que em seu período de atuação enquanto Presidente do CA, teve uma participação satisfatória dentro de suas possibilidades, sempre foi engajada e tentava sempre que possível motivar as pessoas a participarem.
“Não há dúvidas que o CA do Borba teve um papel importante no novo momento da FESPSP com a inauguração do prédio. O mezanino, local onde fica o CA, era movimentado. Lá conhecíamos melhor cada estudante do curso de Biblioteconomia e tirávamos dúvidas sobre as disciplinas. Alguns professores nos visitavam para compartilhar suas experiências. Os alunos se encontravam lá antes da primeira aula e iam no intervalo, esse espaço proporcionou a formação de muitas ideias e opiniões...”.

Além disso, em seu período de atuação no CA, conseguiu realizar diversas atividades de modo ao cumprir ainda mais com o papel do CA, como:
- Feiras de troca de livros
- Palestras, debates e mesas redondas temáticas;
- PEC (Programa de Enriquecimento Curricular) – profissionais sugeridos pela equipe do CA;
- Intervenções para recepção de calouros e veteranos;
- Eleições e espaço para novas ideias;
- Comemorações do dia da profissão;
Além disso, o Destrave-se(criado a partir da Disciplina de Ação Cultural – Professora Tânia Callegaro) e o tão famoso concurso “Miss Traça” (Criado pelo ex-aluno Marcelo Leandro) que eu (Grazielli de Moraes) participei e gostei muito, também foram criados a partir do CA.

“Quanto ao meu papel como Presidente do CA, acho que consegui convencer os meus colegas de faculdade e de curso que é possível criar, questionar e expor nossas ideias para a Coordenação Pedagógica da Fundação e ser apoiados e incentivados. O CA do Borba sempre buscou trabalhar em conjunto e reconhecer o valor de cada pessoa dentro da instituição, incluindo os funcionários”.


Ela menciona que talvez o fato de o CA estar desativado seja a questão de falta de tempo dos alunos, tendo em vista que a mesma mencionou que na época em que ela participava o curso de 4 anos já era puxado, agora, como o curso é de 3 anos, imagina que seja ainda mais, e mesmo que ex-alunos continuem é necessária a participação ativa dos novos alunos, só assim é possível atender demandas e se tornar mais dinâmico.

domingo, novembro 22, 2015

Aconteceu na FaBCI: Seminário Tendências contemporâneas na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação

Pelo 3º ano consecutivo foi realizado o Seminário “Tendências contemporâneas na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação” na disciplina Tópicos Avançados em Gestão da Informação e do Conhecimento (6º semestre), da Profa. Valéria Valls.

Anos anteriores:

  • Seminário Tendências 2014 (turma 2014) - Clique aqui.
  • Tendências hoje em Gestão da Informação e do Conhecimento (turma 2013) - Clique aqui.


O seminário finaliza uma proposta de trabalho que abordou ao longo do semestre vários processos e áreas de atuação do bibliotecário, por exemplo, a Gestão da Informação, a Gestão do Conhecimento e a Inteligência Competitiva, a Gestão da Inovação, o Empreendedorismo e a Consultoria na área, a Responsabilidade Social do bibliotecário, além de aspectos sobre sua formação continuada e os movimentos associativos e os Órgãos de representação profissional.

O Seminário, portanto, é a “cereja do bolo”, da disciplina, ou seja, é a oportunidade dos alunos identificarem no mercado de trabalho um bibliotecário atuante em uma das áreas estudadas ou em outras áreas, desde que seja algo inovador e “fora da caixinha”!

Esse ano foram 10 trabalhos apresentados:

- Matutino:

-- Booktuber (Gabriela Pedrão) por Andrezza, Rodolpho e Sthéfani

-- Educação Médica Continuada (Sheila Silveira) por Priscila e Carlos Augusto

-- Banco de Imagens (Laura Del Mar) por Marcos Issa


- Noturno

-- Inteligência Competitiva (Camila Meneghetti) por Andressa, Iandra, Karin Bezerra e Thalita

-- Arquitetura da Informação (Laura Pimentel) por Cristiane, Ingrid, Iolanda, Josy, Aldimeri e Rosa

-- Segurança da Informação (Claudete Aurora) por Ana Beatriz, Leticya e Simon

-- Consultoria em Biblioteca Comunitária (Irene Butti) por Érica, Isabel, Ivane, Janaina, Simone e
Regina
-- Arte-educação (Tais Mathias) por Deiziana, Juliana, Maria Luma e Melícia

-- Intraempreendedorismo (Felipe Alexandrino) por Fábio, Hernani, Isabela e Michele

-- Indexação de imagens  (Nanci Shinsato) por Carla, Edilene, Karen Ui e Maria Ionara


Entrevistando os bibliotecários e conhecendo um pouco mais sua trajetória e atuação, as competências necessárias para atuar nessa atividade e também a opinião dos entrevistados sobre a Biblioteconomia, os jovens profissionais tiveram a oportunidade de ampliar seu olhar em relação à área e as diversas oportunidades disponíveis para os bibliotecários inovadores, que não tem medo dos desafios!

A Biblioteconomia é uma área que oferece muitas possibilidades, especialmente para quem está antenado (e bem preparado!).

Duas de nossas alunas, que participaram do seminário, enviaram suas impressões:


"Na quinta-feira, dia 19 de novembro, aconteceu mais uma edição do Seminário Tendências Contemporâneas da área durante a aula de Tópicos Avançados em Gestão da Informação e do Conhecimento ministrada pela docente Valéria Valls.

O seminário tem como objetivo realizar uma pesquisa sobre bibliotecários empreendedores, que pensam fora da caixinha e atuam em áreas que ainda são desconhecidas por muitos.

Durante o período matutino o 6º semestre de Biblioteconomia e Ciência de Informação contou com três grupos que nos apresentaram diferentes profissionais que estão usando a Biblioteconomia para alcançar novos espaços e objetivos.

O primeiro grupo, constituído pelos discentes Priscila Barbosa de Andrade e Carlos Augusto, apresentou a bibliotecária Sheila Silveira, responsável pelo Programa de Educação Médica Continuada (EMC) do Hospital Abert Einstein, que tem como objetivo incentivar seus médicos a continuarem se atualizando profissionalmente através da pesquisa e publicação.

O programa surgiu em 2003 mas passou a fazer parte da biblioteca no ano de 2012, e foi assumido por Sheila em meados de 2014. Seu trabalho consiste na análise e validação dos certificados apresentados pelo corpo clínico, que ganha pontos a cada ação e depois é recompensado pelos mesmos. Obrigatoriamente é necessário obter a meta de 50 pontos por ano (para cada médico), porém, muitos vão além disso, ganhando benefícios.

Sheila teve que lidar com a dificuldade em entender os documentos e o contato com os profissionais, mas cada vez foi se aperfeiçoando mais, e apesar de afirmar que o EMC não é perfeito, ela diz que adora seu trabalho e a instituição onde trabalha, e busca a cada dia melhorar e aprimorar o programa.

O segundo grupo formado pelos alunos Sthéfani Paiva, Rodolpho Pavan e Andrezza Camera discorreram sobre os Booktubers, pessoas que falam a respeito de livros na rede social de vídeos Youtube.

A profissional escolhida foi a bibliotecária Gabriela Bazan Pedrão graduada em Ciências da Informação, Documentação e Biblioteconomia que em 2014 criou o canal “É o último, juro” onde fala a respeito dos livros que lê, sua importância e seu contexto dentro da sociedade atual em que vivemos.

Priorizando livros que tratem a respeito de bibliotecas e do profissional bibliotecário, ela vê seu canal como uma forma de estímulo a leitura, e uma mediadora, além de divulgar a profissão. Ela levanta a questão das novas mídias sociais e de como é necessário que o bibliotecário se reinvente e utilize das mesmas para atingir seu usuário.

O terceiro e último grupo a se apresentar falou sobre a bibliotecária Laura Del Mar Lourenço responsável pelo banco de imagens Pulsar Imagens. A pesquisa foi realizada pelo fotógrafo e também dono de banco de imagens, Marcos Issa.

Criado em 1991, o banco de imagens Pulsar Imagens começou com um acervo físico de cerca de 800 mil slides! O que parecia ser impossível se tornou revolucionário, e Laura conseguiu catalogar todos eles tornando-os recuperáveis. Além de ser um acervo diferenciado que demandou muito trabalho e atenção, ele também acompanhou o avanço tecnológico, tornando-se digital, porém mantendo ainda a mesma hierarquia de classificação que possuía anteriormente.

Hoje abrigando vídeo, e não somente fotografias, a Pulsar Imagens possui uma sede física em São Paulo com 13 funcionários, alguns trabalhando diretamente da sua casa como indexadores, porém, os planos são de expansão, e em breve podendo ter sedes localizadas em outras regiões do mundo, como o Reino Unido.

O Seminário Tendências sempre vem com novidades, e a cada dia descobrimos mais uma área onde o bibliotecário pode estar atuando, mostrando que onde há informação, há a necessidade de um mediador."
 Andrezza Camera - 6º semestre matutino


"É muito legal ver todas as possibilidades que a nossa profissão nos dá. Nem nós mesmos conhecemos todas as áreas nas quais podemos atuar! Vi que o que é realmente necessário é ter muita criatividade e amor, e, claro, uma boa dose de paciência afinal resultados vem com esforço e dedicação. Se manter atualizado também foi algo que apareceu em quase todas as apresentações, todos os profissionais se mantiveram atualizados. Achei bom ver que quem faz coisas diferentes na nossa área não está apenas relacionado exclusivamente a tecnologia, pois a gente tem uma mania de achar que coisa inovadora tem que ter a ver com tecnologia. Vimos profissionais inovando na leitura, como a Tais Mathias, ou então como o Felipe Alexandrino (que foi a presentado pelo meu grupo) que inovou atuando com empreendedores e sendo proativo na empresa que ele trabalha, atuando assim como intraempreendedor. Essa realmente é uma atividade necessária para os recém formados, abre bastante a nossa cabeça para o que podemos oferecer ao mercado."

Isabela Martins - 6º semestre noturno

Publique na Revista Biblioo

Muitos já conhecem a Revista Biblioo, um periódico especializado na área de Biblioteconomia, que tem como foco compartilhar experiências além dos muros da acadêmia, e apresentar iniciativas legais do dia-a-dia. Com olhar mais social, apresenta as informações com um olhar mais humanista da profissão.

A Revista Biblioo está aberta ao recebimento de diversos materiais, tais como textos, fotos, vídeos e/ou charges, de autores dos mais diversos estilos e tendências, cuja abordagens estão relacionadas às áreas de Biblioteconomia, bibliotecas, livros, leitura, literatura, cultura e novas tecnologias aplicadas a estes assuntos.

Consulte as diretrizes e publique na Biblioo.


O vestibular FaBCI-FESPSP 2016 está chegando...

Amanhã, 23/11 vai acontecer um bate-papo na FaBCI-FESPSP com a Coordenadora do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Prof. Valéria Valls, para divulgação do curso entre os potenciais ingressantes o bate-papo servirá para apresentar a faculdade, a estrutura do curso e as possibilidades de atuação do profissional...

Se você conhece alguém que está em dúvida sobre a escolha da Biblioteconomia como profissão, esse é o momento de apresentar um novo olhar sobre o mercado e o trabalho do Bibliotecário.

Não esqueça, as 15h na FESPSP.

segunda-feira, novembro 16, 2015

#PorqueEscolhiBiblio

Para celebrar os 75 anos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FaBCI-FESPSP, fizemos ao longo das últimas semanas entrevistas com alunos que escolheram o curso de Biblioteconomia como segunda graduação. 



A intenção da série #PorqueEscolhiBiblio é mostrar que os alunos tem perfis diversificados, e que nossa área é coringa e pode ser combinada com praticamente todas as outras.

Nesta semana, entrevistamos a aluna Agata Gomes, que está se formando este ano...

Agata é carioca e já trabalhou como professora do ensino fundamental e médio, ela é formada em Geografia pela UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, enquanto aluna, ela participou de projetos de Monitoria Científica e também foi tutora em pré-vestibulares sociais ligados à instituição. Ela se formou em dezembro de 2008.

"E escolhi Geografia, por uma paixão... assim...sabe? Acho que me apaixonei pela disciplina durante o  ensino médio. Durante o ensino médio, tive um professor chamado Álvaro Mattos, ele era maravilhoso, muito calmo, muito sereno, mas o conhecimento que ele passava, as histórias que ele contava,me fez apaixonar..."

"Eu sempre fui muito apaixonada, fiz o curso muito apaixonada, eu estudava por prazer, com uma vontade muito grande de estudar, mesmo na UFRJ que tinha matérias mais técnicas, fiz matemática, cálculo I e II, a parte de estatística, a parte de cartografia que tinha muito cálculo, mesmo essa matérias mais técnicas e pesadas eu curtia muito. Eu fiz com muito prazer..."

Ela trabalhou como docente durante 6 ou 7 anos mais ou menos, e teve o choque de realidade da educação pública, as dificuldades relacionadas à recursos e a indisciplina e até mesmo a violência ocasionadas pela falta de interesse do alunos, que não viam muito sentido em estar ali (na escola).

Como alternativa para driblar as dificuldades, a Agata começou a utilizar o espaço da "biblioteca"da escola, ou como ela mesmo mencionou o depósito, para trabalhar leituras dramáticas, leituras de contos, contação de histórias, teatro.... sempre com temáticas relacionadas à disciplina que ela ensinava... no início os alunos, não estavam tão focados nos materiais bibliográficos e sim na aventura de não estar tão "presos" na sala de aula... a ideias funcionou, os alunos melhoram sua postura... e nós ganhamos mias uma apaixonada por livros...

"Mesmo de forma solitária, esse projeto foi caminhando, ... e eu comecei a refletir sobre a minha prática, sobre a minha ação... e eu comecei a perceber que eu estava muito mais feliz dentro da biblioteca, do que de fato em sala de aula, ou melhor, a minha prática em sala de aula não estava mais completa...eu precisava da biblioteca..."

De forma intuitiva, ela começou uma organização mais simples e foi buscar maneiras mais práticas de organizar este material, e na internet ela descobriu a Biblioteconomia. Em um momento que ela já pensava numa outra graduação, que poderia ter sido em Administração de Empresas, até mesmo pela ponte com a gestão de unidades escolares, a paixão falou mais alto. Ela retornou para a UFRJ, no período da tarde, enquanto dava aula de manhã e em alguns momentos também de noite...

Sua história em São Paulo, começa quando seu esposo recebe uma oportunidade muito boa de emprego, e eles resolvem se mudar... pensando nas melhores opções de faculdade para prosseguir no estudo da "biblio", sua primeira perspectiva foi USP, para dar continuidade as características da sua faculdade que também era pública... Quando tudo já estava praticamente certo para sua iniciação, as questões como distância e localização da faculdade não agradaram tanto, e ela continuou a buscar outras opções... e encontrou um estágio, para definitivamente mergulhar de cabeça no nosso mundo...

"Mesmo antes de começar minhas aulas, mesmo sem começar a estudar aqui em São Paulo, eu já tinha estágio... comecei a estagiar na FGV - Fundação Getúlio Vargas, e aí lá existiam outro s estagiários e funcionários, inclusive funcionários formados pela USP e pela FESPSP e comecei a indagar as pessoas, sobre a possibilidade de ir pra USP ou pra FESPS, sobre as melhores opções, e majoritariamente me falaram a seguinte questão: " se você quer ir para o mercado, seguir a FESPS é a melhor opção, a USP vai te dar bagagem mais acadêmica... este seu objetivo lá na frente vai determinar onde você deve estudar agora...".

Uma de nossas alunas do 6º semestre, foi determinante para a escolha da Agata, a Cristiana Cuencas, também era estagiária na FGV  e foi ela quem apresentou a FESPSP e auxiliou na Agata, que ainda estava um pouco perdida em São Paulo....

Ela diz ter crescido muito como profissional, e ter aberto sua visão do profissional, mas também afirma que o profissional ainda hoje é muito tímido no mercado, falta a coragem para aceitar os desafios do mercado, até mesmo para ganhar reconhecimento e "respeito" lá fora....

Ela é uma docente nata! E esse será seu caminho daqui para frente... e é nisso que ela quer investir... mas não só na formação acadêmica mas também o viés prático é importante para o docente que deve levar essa vivência para a sala de aula.

Hoje ela é Auxiliar de biblioteca na rede de Bibliotecas do SENAC, na unidade Guarulhos. A troca com o usuário é muito importante e o aprendizado é constante,  a sua vivência em sala de aula tem ajudado muito na abordagem com os usuários, com o ouvir... "As vezes não é implementar aquilo que a gente acha interessante, é implementar aquilo que o usuário precisa, re para isso precisa é importante ouvir este usuário".

Coluna Música e Livros por Bruno Carvalho

Música e Livros é uma coluna escrita por Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando que música e livros tem tudo a ver!

Elisa Gargiulo é vocalista da banda hardcore Dominatrix e também é uma militante feminista autônoma do campo da comunicação, das artes e da tecnologia. Pessoal vale a pena ver também essas entrevistas em que a Elisa fala sobre a sua carreira musical, no Blog Apologia Musical.


Elisa Gargiulo
Fonte: Facebook
Bruno de Carvalho: Qual a influência literária nas suas composições?

Elisa Gargiulo: As vezes quando estou lendo um livro, as palavras na minha frente montam um novo significado na minha cabeça, e é quando eu tenho ideias pra músicas também, além das inspirações políticas.


B.C.: Quais livros que você costuma ler?

E.G.: Gosto de ler coisas variadas, mas principalmente autoras mulheres, como as clássicas Clarice Lispector, Virginia Woolf, e filósofas feministas como Joyce Trebilcot e Ivone Gebara.


B.C.: O rock incentiva a leitura dos mais jovens?

E.G.: Acho que existiu e ainda existe uma quantidade boa de artistas que fazem referências literárias, e isso fez com que muita gente passasse a ler livros e procurar por autores e autoras.


B.C.: Você considera válido a utilização de músicas de rock no ensino de história e literatura?

E.G.: Eu acho que isso acontece bastante nos EUA, por exemplo, inclusive com letras de hip hop. Acho muito válido, afinal música é linguagem.
Dominatrix
Fonte: Facebook - Foto de Rafael Passos


B.C.:  A música incentiva a leitura?

E.G.: Se a música for política, é bem provável incentive na maioria dos casos.


B.C.:  Você acha que as bandas de rock de hoje são preocupadas com o conteúdo da letra, em relação a escrever uma boa composição? ou só aparência, preocupação com a vestimenta? Você acha a década de 80 (rock nacional) a que mais valorizava o conteúdo das letras?

E.G.: Aqui no Brasil não consigo ver ninguém do mainstream muito preocupado com autenticidade. Sinto que no aspecto do questionamento dos papéis de gênero os anos 80 foram mais interessantes.


B.C.: Comente sobre a importância do fanzine como incentivo a leitura. Como está a produção de fanzines no rock feminino em São Paulo? Os fanzines feministas? Qual é a temática deles? E a temática das músicas da banda Dominatrix?
E.G.: Acabei de lançar um zine com alguns amigos e amigas, se chama "Não Caia!" (naocaia.tumblr.com), e tem o Clit Zine, da Cely (clitzine.blogspot.com.br/)


B.C.: Tem alguma música sua que fala de algum livro? Ou alguma música que tem trecho de livros?

E.G.: Tem umas músicas que falam sobre livros. Uma chama "No Make Up Tips", em que eu canto a frase "não aprendi nada hoje, não quero ir pra escola, eu posso aprender vendo o noticiário, eu posso aprender lendo um livro". Escrevemos essa com uns 14 anos, porque sentíamos que conseguíamos mais informação através de livros, e não da escola. E outra que chama "Pagan Love", em que eu canto que "esse amor não está nos livros, talvez nas notas de rodapé". Existe aqui e ali referências sobre leitura no Dominatrix.

Biblioteca Viva...a FaBCI esteve lá...

No início da semana passada, entre os dias 09 e 11 de novembro, aconteceu a 8ª edição do Seminário de Bibliotecas Públicas e Comunitárias - Biblioteca Viva.


Como em todos os anos, participaram além dos pesquisadores e estudantes brasileiros, muitos profissionais de outros países como México e Espanha, e claro, representantes das entidades de classe e grupos importantes dentro da Biblioteconomia como a FEBAB - Federação Brasileira de Associação de Bibliotecários e a SP Leituras (que é responsável pela organização do evento).

O seminário tem o objetivo de discutir questões relacionadas ao universo da biblioteca pública e todos os temas que podem ser abordados dentro deste grande assunto...

Houve apresentações sobre mediação de leitura, inovação nas bibliotecas, bibliotecas comunitárias rurais, ações sócio-culturais como práticas inclusivas para pessoas em tratamento psicossocial, oficina de quadrinhos entre outros.

Duas de nossas professoras participaram de debates durante o evento: a Prof. Tania Callegaro, que mediou o debate "“Do que falamos quando falamos de mediação?” e a Prof. Valéria Valls, que foi mediadora no debate "Inovar na biblioteca pública: como chegar aos novos públicos, os esquecidos"

Um de nossos ex-alunos também expôs seu trabalho durante o evento, Denis Maimoni apresentou o poster "Projeto Biblioteca Sustentável", que nasceu de seu TCC de graduação: "A sustentabilidade, permacultura e as bibliotecas comunitárias: possível implementação" que teve como orientadora a Prof. Evanda Paulino.
Denis e Prof. Evanda
Crédito: Biblioteca Sustentável
Para saber um pouco mais sobre as pesquisas desenvolvidas nesta área acompanhe a Biblioteca Sustentável, através do Blog e da página do Facebook:  

domingo, novembro 08, 2015

Coluna: Onde estão os Bibliotecários? Por Grazielli de Moraes

Hoje trazemos uma entrevista com Vilma Maria da Silva Butym, 37 anos, formada em Biblioteconomia pela FESPSP em 2001, mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela USF - University of South Florida, mestrado este reconhecido pela ALA – American Library Association desse modo seu diploma tem validade mundial.
  

Através do curso de Biblioteconomia na FESP eu pude entrar em contato com o mundo da 'ciência da informação' até então não revelado pra mim. Foi na FESP que aprendi sobre os bastidores de uma biblioteca ou centro de informação

Mora em Saint Petersburg (Flórida) a cinco anos, atualmente trabalha como Librarian I (bibliotecária Iniciante) na Biblioteca Pública - Clearwater Main Public Library, onde realiza trabalhos de atendimento (serviço de referência), catalogação e o que mais for necessário, além de ser voluntária em uma biblioteca especializada em medicina, com serviços de assistência biblioteconômica, pesquisas e catalogação.


Vilma acredita que é necessário que os bibliotecários cada dia mais mantenham-se atualizados e integrados ao mundo tecnológico e digital, além de terem seus conhecimentos aprimorados, mesmo que seja através da curiosidade ou da vontade de progredir.

“Seja sempre curioso e você terá sucesso no seu trabalho como bibliotecário. Um bom pesquisador é aquele que não desliga o canal de curiosidade, mas é sua motivação.”

Quando questionada a respeito de nosso papel enquanto profissionais da informação num cenário de crise como o que estamos enfrentando no Brasil ela respondeu que é mais do que necessário que haja criatividade, que façamos “afiliações” com profissionais de outras áreas e outras organizações.

“Por exemplo, bibliotecários devem aprender mais sobre tecnologia e computação. Devem desenvolver a capacidade de atuar em outras áreas de comunicação e pesquisa que não envolva a biblioteca em si. Exemplo disto é o mundo online.
Enfim, cooperativas é a palavra chave.”.

E para finalizar ela deixou uma frase pra que todos possamos refletir a respeito de nossa área de atuação e nossa “própria” (sei que é redundante mas, é necessário falar) atuação na biblioteconomia.

“Biblioteconomia para mim é a oportunidade de trabalhar com um diverso grupo de pessoas de todas etnias, níveis educacionais e sociais, ajudando-as a satisfazer uma necessidade informacional, e ao mesmo tempo, agregar conhecimento durante o processo de treinamento do usuário e realização de pesquisas em geral...”.

PEC sobre Infoeducação

Na próxima sexta-feira (13/11) acontecerá mais um PEC - Programa de Enriquecimento Curricular, com a Bibliotecária da Faculdade Piaget (Suzano), Mariana Ferreira Eloi Onofre, ex-aluna da FESPSP, que cursa a disciplina "Infoeducação: acesso e apropriação da informação na contemporaneidade", na USP.

A Infoeducação é um tema atual, e que deve ser muito discutido pelos Bibliotecários. A Infoeducação discute temas relacionados ao desenvolvimento de aprendizagem através do acesso à ambientes informatizados, por crianças e jovens.

O PEC acontecerá na sala 64, das 17h30 às 19h.

Projeto arrecada livros para biblioteca comunitária em presídio

Está rolando um projeto super legal de arrecadação de livros para a construção de uma biblioteca comunitária no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros. Nós, da Monitoria Científica em conjunto com a FESPSP estamos apoiando esta ação...

Quer ajudar também? Saiba como...

Uma de nossas ex-alunas, Andrea Hespanha, é voluntária neste projeto de arrecadação e entrou em contato conosco para divulgar a ação.

Serão arrecadados livros, sem restrição de gêneros, para a formação de uma biblioteca comunitária, que atenderá a população carcerária do CDP Pinheiros, este conjunto de unidades (são no total 4) tem capacidade para abrigar cerca de 2100 pessoas em regime fechado, de forma provisória. Atualmente abriga mais de 5300 pessoas.

Essa ação é de responsabilidade da PASTORAL CARCERÁRIA DE SÃO PAULO. Para saber mais sobre o projeto, há um evento no Facebook.

São por enquanto 19 postos de coleta, que receberão doações, em princípio até o dia 08/12/2015.
O posto principal de recebimento de doações está localizado na região central de São Paulo, confira todos os endereços abaixo (inclusive a FESPSP):

CENTRAL
Pastoral Carcerária de SP
Rua da Consolação, 21 - 8º e 9º andares
Horário: segunda a sexta, das 9h às 18h


CAPITAL, GRANDE SÃO PAULO e ABC:

Bela Vista: Andreia Chulvis - (11) 98373-6710

Centro (Luz e Santa Ifigênia): Ketty Valencio - (11)97302-4027

Cotia: Deborah Almeida - (11) 99285-8838

Diadema: Anderson Silva (11) 97987-0630

Jabaquara: Anderson Silva (11) 97987-0630

Mauá: Érica Carolina - (11) 96250-0903

Morumbi (próximo ao shopping): Deborah Almeida (11) 99285-8838

República [Largo do Arouche, 270 - ap. 51] - João Valarelli (deixar na portaria - 24 horas)

Santo Amaro: Pedro Rivelino - (11) 98191-0162

São Caetano: Mariana Desimone [Prakriti Yoga - Av Presidente Kennedy. 2207] 4229-8537 ou 99155-8086

ESTAÇÃO DO METRÔ:

Consolação: Lorena Martins - (11) 98559-1659

UNIVERSIDADES:

FESPSP - Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
FaBCI - Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação [Rua General Jardim, 522 - Vila Buarque] - (11) 3123 7800 - Horário: das 9 à 21 horas.

FMU Campus de Direito Liberdade: Bruna Lasevicius - (11) 97548-0564

PUC SP: Anderson Silva (11) 9 7987-0630

Faculdade de Direito do Largo São Francisco: Lucas Gonçalves - (11)95471-8438

Faculdade de Direito SBC: Érica (11) 96250-0903

Universidade Anhembi Morumbi Moóca: Julia Canineo - (11) 97541-8011

Universidade Metodista SBC: Lauana Aparecida - (11) 96046-2061

USP FFLHC: Pedro Rivelino - (11) 98191-0162

domingo, novembro 01, 2015

#PorqueEscolhiBiblio

Para celebrar os 75 anos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FaBCI-FESPSP, faremos ao logo das próximas semanas entrevistas com alunos que escolheram o curso de Biblioteconomia como segunda graduação.


A intenção da série #PorqueEscolhiBiblio é mostrar que os alunos tem perfis diversificados, e que nossa área é coringa e pode ser combinada com praticamente todas as outras.

O entrevistado desta semana é o aluno Hernani Correia Medola, que está quase se formando...

"Em 2008 concluí minha primeira graduação. Me formei em Ciências da Atividade Física (curso que atualmente se chama Educação Física e Saúde) na USP. Quando comecei o curso, em 2005, era muito jovem, tinha acabado de sair do ensino médio e ser aprovado no vestibular acabou sendo uma grande surpresa.
Fiz todo o curso muito bem, me formei no tempo mínimo e comecei a trabalhar dando aulas de Jogos Cooperativos para crianças carentes, na periferia da Zona Leste de São Paulo. Trabalhar com educação sempre foi meu objetivo durante a faculdade.

Após 3 anos trabalhando na Educação Física eu já não tinha mais prazer na profissão. Quando olhava possibilidades de carreira (alguma outra especialização, pós-graduação, locais de trabalho, salários...) nada me agradava. Comecei então a considerar a possibilidade de mudar de profissão.

Sou casado com uma historiadora/professora de inglês/técnica em museologia, que já havia me falado muito sobre o curso de biblioteconomia. Comecei a observar o trabalho dos bibliotecários na unidade social onde eu trabalhava e a desenvolver algumas atividades em parceria, conversando sobre a área com eles. Depois de pesquisar sobre mercado de trabalho e outros pormenores, decidi ingressar na “bíblio”.

Minha escolha pela FESPSP se deu, em um primeiro momento, pela duração do curso. O fato do curso noturno na USP ter duração de 5 anos faria com que meus planos de vida atrasassem muito. Assim, estudando as possibilidades de faculdades privadas, a FESPSP foi a que mais me agradou (grade, estrutura, qualidade, etc.).


Considero a biblioteconomia uma área ampla e mutante. Pode-se trabalhar nas mais diversas frentes, das mais diversas formas. Desde o início do curso já trabalhei em um arquivo, em uma biblioteca especializada e, atualmente, estou em uma biblioteca escolar. Cada local com especificidades, exigências e beleza diferentes. Nosso desafio é ser flexível o bastante para nos adaptarmos a cada realidade e atender satisfatoriamente a necessidade que nos levou até ali.

Estou agora terminando o curso, na correria de TCC e fechamento de notas para finalmente exercer a nova profissão que escolhi. Óbvio que, quando você entra em uma nova área de conhecimento, percebe que nem tudo é da forma como se imaginava, mas mesmo considerando todos os problemas que enfrentamos na profissão, estou feliz com minha nova carreira e de forma alguma me arrependo." 


Uma nova Monitoria Científica está chegando...

Estamos em contagem regressiva para o final do semestre letivo né? É hora de focar nos trabalhos e provas finais e nada de exame!!! Tem gente saindo... e gente chegando... e uma coisa que deve continuar em 2016 é a Monitoria Científica-FaBCI, por isso é hora de escolher o nosso novo monitor...

Você conhece nossa história?

Em 2009 teve início o projeto "Monitoria Científica-FaBCI", que teve por objetivo desde seu incio, o apoio às atividades da FaBCI e o acompanhamento das atividades da área de Ciência da Informação, lembrando que contamos desde o princípio de nossas atividades com o acompanhamento e o apoio da Coordenação, dos docentes de forma geral dos dirigentes da FESPSP.

Vamos relembrar quem já passou por aqui?

O nosso primeiro Monitor Científico foi o Wellington Rodrigues, que desenvolveu muitas das coisas que possuímos hoje (e que foram aprimoradas com o olhar de cada colega que passou por aqui depois)... o Blog e o Boletim semanal sã bons exemplos da sua gestão. Inclusive, seu TCC - Trabalho de Conclusão de Curso, surgiu em parte da sua participação nas atividades da MC, houve também um artigo publicado em conjunto com as Prof. Carla Diéguez e Valéria Valls, no períódico Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação.

Wellington (com sua filha Tatiana, 
que nasceu em 2010) - Monitor 2010
"Começar é sempre muito bom e desafiador, por mais que dê aquele “frio na barriga” o importante é seguir em frente e confiante para realizar a tarefa. Posso dizer que no início da Monitoria, a nossa intenção (da Valéria e minha) era consolidar a presença do projeto de Monitoria Científica na comunidade da FaBCI/FESPSP. O que mais me marcou no início foi o primeiro contato de sala em sala (nos dois períodos) que fiz questão de fazer pessoalmente como Monitor.
Com o passar dos meses, conseguimos mostrar para a comunidade discente e docente da FaBCI que o projeto de Monitoria visava fortalecer a parceria existente entre eles e mostrar para a própria comunidade FESPSP que a Biblioteconomia tinha condições e já realizava algumas ações de pesquisa científica e incentivava a comunidade discente a participar de eventos externos, publicar artigos, fazer projetos de iniciação científica, etc.
Eu sou muito grato por ter participado do projeto de Monitoria, pois me ajudou a entender os dois lados da comunidade FaBCI. O que os professores e a Instituição poderiam contribuir na formação dos graduandos e, por outro lado, o que os discentes tinha a oferecer e não sabiam como fazê-lo ou haviam casos de alunos que já desempenham atividades de iniciação e pesquisa científica e pouco era divulgado entre eles.
Outro motivo de alegria e orgulho que tenho em ter sido Monitor é a publicação de um artigo na Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Unicamp, além da participação no II Seminário de Iniciação Científica da FESPSP, onde o meu tema foi: O Blog do Monitor Científico como ferramenta de comunicação da comunidade acadêmica da FaBCI/FESPSP.
Na minha carreira, eu levo a experiência com ferramentas digitais e a visão de mediador entre pessoas e profissionais distintos buscando uma parceria para a realização de trabalhos ou projetos."

Em 2011 a Monitora Científica escolhida para continuar o trabalho do Wellington foi a Roberta Gravina, que com o aumento dos eventos da área, iniciou a prática do trabalho voluntário para a MC (que permite a colaboração de diversos alunos com projeto). Na sua gestão o aluno Filipe Gabriel foi seu voluntário oficial...

Roberta - Monitora 2011
"Fui monitora logo no início do projeto... Entrei no segundo ano de existência da Monitoria Científica, logo após a criação realizada pela Valéria e pelo Well e tinha muita coisa a ser feita. Ainda estávamos definindo as diretrizes do projeto, melhorando o site, criando canais de comunicação, iniciando a participação de voluntários e ainda tínhamos a ambição de cobrir o máximo possível de acontecimentos da área para motivar cada vez mais a participação dos alunos.
Em momento algum senti arrependimento por ter me inscrito, mesmo com todos os trabalhos, provas, leituras, estágio e aquele resquício de vida particular que tentamos manter durante a faculdade... Aprendi muito e me inteirei do mercado, conheci pessoas, fiz novas amizades, ouvi pontos de vista diferentes e melhorei minha opinião sobre a área. A MC ajudou no direcionamento da minha carreira e aguçou a minha motivação pelo conhecimento.
Acompanho os trabalhos desde então e sei que bastante coisa mudou... Agora é mais colaborativo e essa é pegada do momento! Participem, inscrevam-se, colaborem com a Monitoria Científica e estejam certos de que estarão colaborando com a melhoria da sua própria formação profissional.
;)"

No ano seguinte a Rebeka Savickas assumiu para dar continuidade ao projeto...

Rebeka - Monitora 2012
"Em 2012, tive a oportunidade de me tornar Monitora Científica da FaBCI. A experiência foi muito rica em diversos campos da minha vida: na FaBCI o meu rendimento letivo melhorou, nos estágios a Monitoria Científica foi vista como um diferencial, além do fato que a bolsa concedida permitiu que eu realizasse sonhos, como uma viagem. Só tenho a agradecer a FaBCI, e principalmente, a Valéria Valls, que foi minha professora, coordenadora, orientadora e amiga."

Em 2013 foi a vez da Magali Machado entrar para o nosso time... como resultado sua passagem na MC também surgiu um TCC, que tem como título "A gestão do conhecimento aplicada ao projeto de Monitoria Científica FaBCI/FESPSP: repositório digital de acesso aberto Omeka". 

Magali - Monitora 2013
"Detectar informações tácitas. Conversar com pessoas que têm muito o que dizer. Conectar polos complementares até então desconhecidos. Comunicar e integrar a comunidade. Tudo isso é participar da Monitoria Científica, um projeto da FESPSP que merece muita atenção pelo seu potencial agregador. Os alunos envolvidos na Monitoria aplicam na prática as noções de Gestão do Conhecimento, comunicação científica, indexação, resumos, entre outros conteúdos aprendidos em sala. Mais importante: tornam-se multiplicadores de seu aprendizado e ajudam a dinamizar a vivência pedagógica. Com a competente orientação da professora Valéria Valls, os alunos monitores adquirem competências muito relevantes para o mercado e certamente incrementam seu curriculum com esta experiência."

Andrezza - Monitora 2014
Com a chegada de 2014 tivemos um rostinho novo e muito dedicado, a Andrezza Camera foi nossa Monitora, que cobriu muito bem as atividades do ano, uma garota ligada em tecnologia, que está aí para provar que a Biblioteconomia está aberta à receber pessoas de todas as idades...

"Eu fui Monitora Científica da FaBCI durante o ano de 2014, período em que cursei o terceiro e quarto semestre de Biblioteconomia. Foi uma experiência diferente, e muito enriquecedora. No começo é difícil acompanhar o ritmo, e até mesmo confuso, mas conforme estimulamos o acesso a bases acadêmicas e de notícias, fica interessante o trabalho de pesquisa, escrita e divulgação sobre as novidades e curiosidades que a Biblioteconomia pode nos trazer. A monitoria é um canal de comunicação, mas também de interação. Ela abre as portas para contatos com profissionais e futuro colegas de profissão, além de nos ensinar muito, mostrando o quão vasta é a nossa profissão. Ser monitor científico só acrescentou como aluna, pesquisadora e futura bibliotecária para mim, inclusive, tive a sorte de poder utilizar o que aprendi com os boletins no meu atual trabalho, nada do que aprendemos e fazemos é desperdiçado e se torna uma porta aberta para nosso futuro, uma experiência que todos deveriam tentar. "

Em 2015, eu, Isabel Figueiredo assumi o posto de Monitora... e foi um ano bem agitado...

"Participar da Monitoria Científica é muito prazeroso, tive a oportunidade de conhecer diversos profissionais atuantes na área, estar mais perto dos alunos de outras turmas e saber de ante-mão sobre eventos e comemorações da FESPSP e da área. Este ano foi significativamente especial, pois comemoramos os 75 anos do nosso curso de Biblioteconomia, o Jubileu de Ouro da Regulamentação da Profissão, teve o XXIV CCBD... Ao longo do ano aprendi muitas coisas novas. A MC abre portas no campo profissional e aguça a vontade pela pesquisa... você pode contar com a ajuda dos monitores voluntários (dentre os meus voluntários "fixos" estão a Desirèe Martins, que cuida das redes sociais, a Grazielli de Moraes que faz a coluna "Onde estão os bibliotecários?" e o Bruno de Carvalho responsável pela coluna "Música e Livros", e vários voluntários que me auxiliaram com matérias e participações especiais ao longo de todo o ano). Acredito que antes de qualquer coisa o novo Monitor precisa ser curioso, apaixonado por compartilhar informação, e claro, saber trabalhar em equipe."

Uma das coisas mais legais de ser Monitor (além de tudo o que já foi dito) é que nos tornamos parte de um grupo de "seleto" de profissionais, que aprendem juntos e que na medida do possível sempre se ajudam...tem um olhar diferenciado sobre as perspectivas da profissão, ainda na faculdade.

Como o Wellington sempre comenta, nós temos quase um time de futebol... e você, quer fazer parte dessa equipe?

As inscrições para escolha do Monitor Científico FaBCI-FESPSP 2016 estarão abertas entre os dias 09 e 22/11/2015, para se inscrever é necessário atender aos requisitos abaixo:
  • Enviar e-mail de interesse para a coordenadora Valéria Valls (valls@fespsp.org.br), indicando seu nome completo, semestre e período que está cursando e o link para o Currículo Lattes do aluno (se você ainda não possui Currículo Lattes clique aqui e elabore o seu, mas faça com o máximo de antecedência, pois, o cadastro demora alguns dias para ser liberado).
  • Participar de entrevista presencial com a Coordenação do curso (será agendada pela Coordenadora por e-mail).
Como benefício imediato o aluno aprovado conta com a "Bolsa de Monitoria Científica", que terá vigência de fevereiro à dezembro/2016 e que concede 40% de desconto nas mensalidades e re-matricula.

Gostou da ideia? Então não deixe de conferir o edital completo (clique aqui) e boa sorte!

Você conhece nosso Centro Acadêmico?

Um centro acadêmico (CA) é uma entidade estudantil que representa, normalmente, os estudantes de um curso de nível superior, podendo representar estudantes de diversos cursos de uma mesma faculdade.

Acreditamos que seja do conhecimento de todos que o Centro Acadêmico de Biblioteconomia “Rubens Borba de Moraes” está desativado... e este e motivo desta postagem...

O que faz um CA?
1. Defender os interesses dos estudantes do curso frente às instâncias burocráticas da instituição de ensino (Coordenação de Curso, Reitoria, Presidência...) e frente a outros órgãos de representação estudantil, como os DCE´s, União Estadual dos Estudantes (UEE´s) e União Nacional dos Estudantes (UNE). Uma questão importante nessa parte é que defender não significa ser oposição. As maiores conquistas que um CA pode conseguir vão vir sempre quando há uma relação harmoniosa entre a Diretoria do CA e a Coordenação do Curso, trabalhando juntos em prol do mesmo.

2. As atividades pedagógicas são sempre voltadas ao enriquecimento do ensino, tais como o desenvolvimento de atividades extracurriculares como cursos, palestras, simpósios, ação social, recepção de calouros e afins. Com isso, o CA pode angariar fundos para a aquisição de bens que vão ajudar os próprios estudantes, intenção de melhorar a estrutura oferecida não foge ao papel do CA, que é representar e defender os interesses dos alunos.

Quais as vantagens em ser integrante de CA?
Pode parecer bobeira, mas uma das maiores vantagens em participar de uma entidade como um CA é o amadurecimento que se adquire, que será bastante proveitoso na vida profissional. Ao integrar um CA, o estudante aprimora suas relações interpessoais, o que o leva a trabalhar melhor em equipe; desenvolve iniciativa e atitude e aprende a liderar e também a ser liderado. Ou seja, características muito procuradas no mercado de trabalho atualmente. Além disso, o CA conta como uma atividade extracurricular, que rende carga horária e lhe confere um certificado, portanto, também pode ser adicionado ao Currículo Lattes do acadêmico. Outro ponto positivo é que, quando o CA contribui para o crescimento do curso, todos ganham com isso, até mesmo os já formados, pois um curso renomado valoriza o diploma do profissional.

Fonte: Blog Vet da Deprê


                                       

Agora que sabemos um pouco mais sobre o CA, convido todos a lerem o estatuto do CA do Borba (anexo), mesmo aqueles que não tem intenção de participar, afinal informação nunca é de mais.

Nossa proposta é fazer as eleições na semana do Bibliotecário em 03/2016. As portas estão abertas para todos os alunos, já temos uma chapa em formação, quem se interessar em participar e tiver alguma duvida pode me procurar no matutino ou pelo Gabriel Justino no noturno.

Quem preferir formar outra chapa, também estaremos à disposição p/ tirar qualquer duvida.

Precisaremos também de voluntários para integrar a comissão eleitoral para que possamos realizar as eleições dentro das normas do estatuto.

Lembrando que todo aluno pode colaborar com o CA, mesmo não fazendo parte da chapa vencedora, o CA é de todos!!!

Esta matéria foi elaborada pelo aluno do 2º ano e representante do corpo estudantil no Conselho Acadêmico, Thiago Asperti.

Aconteceu na FaBCI: PEC de outubro

No dia 22 de outubro a FaBCI recebeu sua ex-aluna, hoje bibliotecária Taís Matias, que desenvolve um trabalho muito interessante no Espaço de Leitura.

Para quem ainda não conhece, o Espaço de Leitura é uma ação socioeducativa e cultural, ligada ao Fundo de Solidariedade do Governo do Estado de São Paulo e fica localizado no Parque da Água Branca, na zona oeste da cidade de São Paulo.

Lá são desenvolvidos em um espaço super colorido e agradável, atividades diversificadas que tem como produto principal o livro e o incentivo à leitura.

Para saber mais sobre as atividades realizada no local, acesse a página do Espaço de Leitura no Facebook.
Espaço de Leitura
Foto retirada da página do Facebook
Para ter acesso ao material utilizado na palestra clique aqui.

Dois dos nossos alunos enviaram suas percepções sobre a palestra:

Taís Mathias no Espaço de Leitu
Foto retirada da página do Facebook
"Foi um dia chuvoso, a maior parte da turma do 2° semestre de biblioteconomia, não estava nem ligando para a PEC, que iria ser realizada na tarde de quinta-feira (22/10/2015), afinal todos estavam tão pilhados por conta da prova que teríamos no dia seguinte (catalogação não é mole não), mas acabei indo para a palestra com uma colega de sala, o tema “Biblioteconomia e arte-educação: relatos sobre aprendizado no Espaço de Leitura”, me pareceu interessante, mas confesso que quando vi esse tema percebi que arremetia ao tema de bibliotecas escolares ou algo do gênero, mas quando a palestrante Tais Mathias começou a explicar o trabalho que ela começou a desenvolver no Parque da Água Branca (próximo a Barra Funda), fiquei admirado, pois é um trabalho completamente diferente do que havia imaginado.


Uma Biblioteca “fora da caixinha e dos padrões” que imaginamos e estabelecemos, ela é a céu aberto e tem várias temáticas que é voltada principalmente para o público infantil mas não esquecendo do público juvenil e adulto; As brincadeiras, os jogos e a exposição sobre o medo parece algo tão distante da nossa realidade aqui no Brasil, nem parece que temos algo tão maravilhoso e fantástico aqui na cidade de São Paulo.
Foi uma PEC na qual aprendemos sem dúvida as minúcias e nuances da área de biblioteconomia, não somos limitados a uma biblioteca escolar, pública ou até mesmo jurídica, mas podemos transformar um espaço num encontro com as artes e também apresentando a sociedade que biblioteca também é um “point” de cultura e diversão."
 Gabriel Justino - 1º ano (noturno)

"Umas das maiores discussões que estamos tendo em sala de aula no último semestre é o impasse entre o esquema tradicional e as novas atitudes para a Biblioteconomia, ainda mais com a conservação do acervo. Eu sempre fui da visão que a prioridade é satisfazer as necessidades informacionais do usuário, independente de qual seja ou como terei que fazer. A PEC da Taís contribuiu mais para saber que não estou errada.
A Taís fez seu discurso realmente da forma que ela falou que toda equipe do Espaço de Leitura faz: apaixonada. O trabalho é dinâmico, interativo, flexível e maravilhosamente encantador. Os mais tradicionais podem se assustar com a frase 'Não importa se fizerem uma 'instalação' com o livro, o importante é estar em contato com o material', enquanto eu consegui ver em casa palavra de fato a Biblioteconomia sendo útil, a Biblioteca viva.

É muito bom ver que o posicionamento positivo dos atuais bibliotecários de fazerem a diferença na área está sendo ponto em prática."
Sthéfani Paiva - 3º ano (diurno)

domingo, outubro 25, 2015

Celebração do Jubileu de Ouro da Biblioteconomia

No dia 21/10 foi realizado evento na Câmara dos Vereadores de São Paulo para celebrar o Jubileu de Ouro da regulamentação da nossa profissão, promovido pelo CRB-8.

O evento contou com a homenagem à formandos de várias épocas... permitindo a troca de experiências entre profissionais da que atuam (ou atuaram) na Biblioteconomia desde antes da regulamentação.

O evento contou com a participação de diversas entidades representativas na Biblioteconomia e importantes para a sociedade como a FEBAB (Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários), CFB (Conselho Federal de Biblioteconomia), o próprio CRB-8 (Conselho Regional de Biblioteconomia - 8ª Região) e a Secretaria Municipal de Cultura.

Maria Imaculada (FEBAB), Regina Céli (CFB), Carli Cordeiro (CRB-8),
Francisco Lopes Aguiar (CRB-8) e Miro Nalles (Secretaria Municipal de Cultura)

Participaram como homenageados a bibliotecária May Brooking Negrão (representando a década de 1960), nos contando sobre a mobilização dos profissionais em prol da regulamentação, Mariza Salviato Gaino (representando a década de 1970), que contou como foi sua experiência em meio a ditadura militar. Para celebrar a década de 1980, a bibliotecária Leila Rabelo, nos contou sobre suas inspirações e paixões na área; em seguida o bibliotecário William Okubo, representando os profissionais formados na década de 1990, não pode deixar de lembrar da importância do não se "acomodar", pois enquanto bibliotecários, temos o dever de melhorar nossa sociedade e isso só será realizado de fato, se nos unirmos e não deixarmos de brigar por nossos direitos, não esquecendo os anos 2000 Jarbas Custódio, que atualmente é bibliotecário em uma unidade do CEU - Centro Educacional Unificado,na periferia de São Paulo,  nos contou sobre a realidade de se trabalhar no extremo da cidade, um local muitas vezes esquecido...


May Brooking Negrão,  Mariza Salviato Gaino e Leila Rabelo
Jarbas Custódio de Souza e William Okubo
Em seguida houve um painel de discussão que teve como convidados os Coordenadores dos cursos de Biblioteconomia da cidade de São Paulo, Prof. Luiz Milanesi (USP), Profª. Valéria Valls (FESP-SP), Prof. Rogério Neves (UNIFAI), com mediação do Prof. Fernando Modesto (USP), que num bate-papo muito proveitoso conversaram sobre as expectativas para a profissão nos próximos 50 anos.

Prof. Luiz Milanesi, Prof. Fernando Modesto, Profª. Valéria Valls, Prof. Rogério Neves
Para conferir mais fotos do evento clique aqui e acesse o álbum criado pelo CRB-8 no Facebook (de onde foram tiradas as fotos utilizadas nesta matéria) e a reportagem realizada pela Câmara Municipal de São Paulo.