domingo, abril 24, 2016

PEC: Da Biblioteconomia a UX Design

Na próxima quinta-feira, dia 28, haverá o Programa de Extensão Curricular intitulado "Da Bibliteconomia a UX Design: caminhos possíveis", ministrado por Ana Marysa. O evento ocorrerá na sala 65, das 17h30 às 19h.

Não percam!


Relato: Visita ao Museu Afro Brasil

Watusi Ferreira, aluna do primeiro semestre do período noturno, enviou seu relato sobre a visita ao Museu Afro Brasil, realizada juntamente com a professora Maria Rosa, no dia 16 de abril.



O Museu Afro Brasil é uma instituição pública, localizada dentro do mais famoso parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera. Logo que chegamos, fomos visitar primeiro a Biblioteca Carolina Maria de Jesus, inaugurada em 2005, que fica no Museu. Fomos orientados pela bibliotecária júnior Izabel e a bibliotecária responsável Romilda, que nos explicou um pouco da biblioteca e sobre Carolina Maria de Jesus. Ela era uma catadora de papelão, que veio de Minas, trabalhou como doméstica em São Paulo e sempre foi diferente, pois lia muito jornal, revistas e falava muito bem com os patrões. Foi morar na favela do Canindé, começou a recolher papel, com isso muitas vezes escrevia e acabou publicando livro com sua história, traduzido em mais de treze línguas. Na biblioteca há inclusive seu diário original exposto. A biblioteca possui mais de 10.000 itens, incluindo livros, revistas, pôsters, multimídia e a biblioteca não faz empréstimo de livros, mas pode fotografar. Lá tem uma coleção especializada na escravidão, que recebe muitos visitantes e doações de livros. Não há estagiários de biblioteconomia na biblioteca, inclusive foram demitidos vários funcionários por causa da crise. A bibliotecária Izabel é uma simpatia de pessoa, nota-se a alegria em trabalhar na biblioteca do Museu Afro e poder ajudar os usuários.

Bibliotecária Izabel


Depois a educadora Olivia nos conduziu na visita do Museu. O curador do Museu é o Emanoel Araújo, sendo que ele relacionou até o jeito e onde estão colocadas as peças do Museu. Ele também já tinha uma coleção particular de obras, contribuindo assim para ser inaugurado o Museu que conta com mais de 6.000 obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e peças.

Visita educativa com a Olivia


Olivia foi explicando que cada parte do Museu representa a cultura do negro no Brasil: uma parte de religião, outra de arte, outra de escravidão, contendo até mesmo objetos de tortura e castigo da época. Sensacional é o navio negreiro com música ambiente, fazendo as pessoas refletirem sobre a história que nos contaram na escola e a verdadeira história. 

No Museu também há exposições temporárias com uma agenda cultural diversa, além de oferecer palestras e cursos.



Para mais informações é só consultar o site do Museu Afro Brasil ou o catálogo online da Biblioteca Carolina Maria de Jesus.

4º Concurso de Ajudas - Iberbibliotecas



O Programa Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas, o Iberbibliotecas, realiza a quarta edição do Concurso de Ajudas, com o objetivo de consolidar as bibliotecas públicas latinoamericanas como espaços inclusivos de difusão, construção e troca de informações. Para tanto, estão abertas as inscrições de projetos que contemplem a seguinte linha de ação: "Serviços bibliotecários inovadores: criar formas inovadoras de acesso e uso da informação, do conhecimento e da cultura".

Podem participar

1. Bibliotecas públicas, comunitárias e populares dos países e cidades membros: Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Espanha, México e a cidade de Medellín.
2. Associações, redes e sistemas de bibliotecas públicas dos países e cidades membros.
3. Organizações públicas e privadas que prestem serviços de biblioteca pública nos países e cidades membros.
4. Países não membros que apresentem um projeto conjunto com um país ou cidade membro.

O prazo final para as inscrições é no dia 2 de maio.

Mais informações no site do Iberbibliotecas.



segunda-feira, abril 18, 2016

#PorqueEscolhiBiblio



A intenção da série #PorqueEscolhiBiblio é mostrar que os alunos da FaBCI-FESPSP tem perfis diversificados e que a nossa área abrange uma grande variedade de interesses.

Nesta semana entrevistamos Regiane Melo, aluna do terceiro semestre do período matutino: 

"Olá, meu nome é Regiane Melo e tenho 22 anos. Encontrei-me com a Biblioteconomia quando comecei a pesquisar graduações que me chamavam atenção por, anteriormente, ter me formado em técnico de Comunicação Visual na ETEC Carlos de Campos, uma experiência que me proporcionou conhecer o mundo do Design, do Marketing e da Publicidade e Propaganda, do qual me encanto até hoje. Entrei nele quase que por acaso. O mundo das exatas não me chamava atenção, então fui para as Artes. Infelizmente nunca exerci a profissão. Dentro da área do Design, pude entrar em contato com a Produção Editorial, e com isso, cheguei até o curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, lendo uma matéria sobre uma bibliotecária que trabalhava no acervo de uma editora. Por curiosidade, fui atrás de como alguém se torna bibliotecária e gostei das disciplinas e pelas várias áreas que o curso proporciona a atuação.

Quando iniciei o curso, trabalhava em um café e tendo um horário de trabalho puxado e um cargo de responsabilidade, conciliar a vida acadêmica com o trabalho foi uma tarefa difícil no período de adaptação. Mas sempre tinha em mente que o curso que escolhi realmente me satisfazia então, fora os percalços que um universitário comum tem, eu estava feliz com a nova fase da minha vida. A FESP é com certeza uma escolha que eu não me arrependo. Quando procurei em qual instituição iria iniciar a graduação, buscava qualidade e custo e na FESP encontrei isso. Essa certeza se confirmou ao entrar contato com profissionais formados pela FESP e estes, sempre com boas lembranças e aprendizados das suas graduações.

Hoje em dia, estou no inicio do terceiro semestre e após um ano cursando, vejo o quão importante é o profissional da informação e como é triste que as pessoas não tenham noção desta importância. A informação chega de forma rápida e rasa com poucas pessoas se aprofundando em determinado assunto antes de passa-lo para frente. As redes sociais são as principais fontes dessa disseminação desenfreada. Este é um dos desafios que mais me preocupam: a desinformação. Ainda é cedo para decidir uma área de atuação, mas memória empresarial me encanta muito. Por hora, estágio há dois meses em uma biblioteca universitária e a experiência tem sido muito gratificante. Vejo os conteúdos aprendidos na faculdade na prática e este início de semestre que compõe disciplinas mais técnicas são assimilados mais facilmente".


Deseja participar? É só entrar em contato via monitorcientificofabci@gmail.com para saber como!

3º INTEGRAR: Chamada de trabalhos



A FEBAB (Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições), em parceria com a ARQ SP e a Universidade Presbiteriana Mackenzie promoverão o 3º INTEGRAR - Congresso Internacional de Arquivos, Bibliotecas, Centros de Documentação e Museus.

O evento será realizado entre os dias 19 e 21 de julho de 2016 e já está aberta a chamada de trabalhos científicos e relatos de experiência para o congresso. O prazo final de entrega é no dia 30 de abril.

Para mais informações, basta consultar o site oficial do congresso.

Participem, divulguem e mandem seus trabalhos!

domingo, abril 17, 2016

Cursos de Extensão FESPSP (início em maio)

Estão abertas as inscrições para doze cursos de extensão em dias e horários diversos. O início está previsto para maio. Segue abaixo alguns dos cursos oferecidos.



"O curso se propõe a instrumentalizar o aluno para atuar no campo da Museologia, para auxiliar tecnicamente os trabalhos de pesquisa, preservação e difusão de acervos de caráter artístico, histórico, cientifico e de outras naturezas em museus e instituições correlatas públicas ou privadas, de forma responsável e ética, seguindo as diretrizes e resoluções as cartas patrimoniais e conselhos internacionais e nacionais de Museologia".
Início: 14 de maio.



"O curso se propõe a analisar os conceitos de “cultura”, “identidade cultural” e “modernidade”, abordando as questões suscitadas pelos processos de surgimento do Estado nacional e suas implicações. Discussão sobre os aspectos conceituais e teóricos da alteridade no mundo contemporâneo, com ênfase na construção da identidade nacional brasileira".
Início: 04 de maio.



"O curso abarcará a natureza dos Centros de Memória, apresentando suas formas de origem, suas características diferenciais e similares em relação aos Arquivos, Bibliotecas e Museus e, sobretudo, destacando os procedimentos de organização e tratamento aplicados a seus acervos, conforme suas especificidades - fundos, coleções, biblioteca de apoio, hemeroteca e bancos de referências -, levando-se em conta o desenvolvimento de ações para a difusão da informação".
Início: 14 de maio.


"Este curso tem como objetivo debater o conceito de indústria cultural, tal como apresentado por Theodor Adorno e Max Horkheimer na obra Dialética do Esclarecimento (1947). Indústria cultural aparece na teoria dos autores como momento de uma análise da sociedade capitalista que compreende a transformação da cultura em mercadoria como uma de suas principais características. Porém, apesar da importância conferida pelos autores aos meios de comunicação de massa, o conceito não é um artefato analítico voltado para a crítica de objetos culturais, de tal forma que, se usado de forma descontextualizada da perspectiva teórica da qual emerge, perde seu poder crítico. Nesse sentido, uma apreensão fiel ao conceito dos autores demanda uma discussão mais aprofundada do que aquela que normalmente é desenvolvida".
Início: 12 de maio.



"Este curso propõe analisar os processos de criação, evolução e preservação dos documentos digitais arquivísticos e seus atributos específicos, por meio da analogia aos processos de gestão dos documentos tradicionais. Haverá um ampla visão sobre os meios da gestão dos documentos digitais e controle de seu ciclo de vida, mediante as regras de criação dos SIGAD (Sistemas Informatizados de Gestão Arquivísitica de Documentos) e a aplicação das instruções como o E-Arq (Modelo de Requisitos) entre outras".
Início: 10 de maio.


Alunos e ex-alunos da instituição têm desconto no valor do curso.

Mais informações no site da FESPSP.

domingo, abril 10, 2016

SisEB: Curso em EAD de Ação Cultural em Bibliotecas

O SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas) lança uma nova turma para o curso em EAD de Ação Cultural em Bibliotecas. 
Para se inscrever, é necessário trabalhar em bibliotecas abertas ao público no Estado de São Paulo, ter concluído o Ensino Médio, além de ter conhecimento de informática e acesso a internet. As pré-inscrições vão somente até o dia 12 de abril (terça-feira).

Para saber mais, é só acessar o site do SisEB. Caso deseje se inscrever, é só clicar aqui.


Clube do Livro FESPSP

Na próxima quinta-feira, dia 14, às 11h30, e na próxima sexta-feira, dia 15, às 17h45, o Clube do Livro FESPSP se reunirá para dialogar sobre o livro "Não verás país nenhum", de Ignácio de Loyola Brandão. A reunião ocorrerá em dois horários para que tanto os alunos da manhã quanto os da noite, em especial os alunos de primeiro semestre que farão o Trabalho Temático tendo essa obra por base, possam participar.

Mais informações na página do Clube do Livro FESPSP no Facebook.



Coluna: Música e Livros, por Bruno Carvalho


Música e Livros é uma coluna escrita por Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando como música e livros tem tudo a ver!

O entrevistado da vez é Dinho Ouro Preto, vocalista da banda Capital Inicial. Venham conferir!

Foto de divulgação do DVD Acústico em NY. Fonte: site oficial da banda.

1) Bruno de Carvalho: Gostaria de saber se em sua opinião o professor e bibliotecário Briquet de Lemos contribuiu para o desenvolvimento do rock de Brasília na década de 80? De que forma isso ocorreu?

Dinho Ouro Preto: Sim, ele foi fundamental. Fundamental porque em grande medida tudo acontecia em volta dos filhos dele, e, por consequência, na casa dele. Ensaios, festas e até showzinhos. Ele era de uma tolerância e paciência sem fim. Os ensaios do Aborto e mais tarde do Capital eram na casa dele. A primeira entrevista da Turma da Colina pra uma revista de tiragem nacional (a Pipoca Moderna) foi na casa dele. Várias festas, que de certo modo serviam para construir a unidade do que era a Turma da Colina, aconteciam lá. Acho que é possível ainda especular que a ida dele a Leicester acabou fazendo do Fê e Flávio punks. Se eles não tivessem conhecido o punk rock, não teria havido o elo com o Renato. Se não tivessem conhecido o Renato e vice versa, toda a história não teria acontecido. Mas acho que se eu fosse apontar algo de fundamental na sua participação eu destacaria sua imensa tolerância. Afinal éramos uma horda barulhenta, arrogante, anarquista, suja... e ele parecia não se importar. Eu o acho, o Briquet, um homem excepcional.

Dinho na década de 1980.
2) Bruno: Há alguma música do Capital Inicial inspirada em livro?

Dinho: Tem uma música do Capital Inicial chamada “ Belos e Malditos” inspirada no livro de mesmo nome e sua letra descreve um pouco do ocorrido nesse período, além de também fazer menção a outro título de Fitzgerald chamado Suave é a Noite, publicado em 1934.


3) Bruno: Quais livros você costuma ler atualmente e quais você lia na década de 80?

Dinho: Reli Bulgakov, "O Mestre e a Margarida". Peguei o "Kalki", do Gore Vidal. Estou lendo também coisas do Kurt Vonnegut, que eu gostava muito quando era adolescente. Vários livros eu li quando era adolescente, livros dos seguintes autores: Aldous Houxley, George Orwell, J.D. Salinger, Camus, Kafka, Dostoievski, etc. Eu me lembro da primeira vez em que o Renato Russo falou comigo, as primeiras palavras que ele dirigiu a mim. “Você gosta de ler?” Eu falei que sim, aí ele me perguntou o que eu lia. Ele era – ou ao menos nos parecia, quando éramos adolescentes – de um conhecimento quase enciclopédico.

Ultimamente, tenho lido muito mais romancistas, principalmente Paul Auster e Philip Roth. O que leio de não ficção, basicamente, é livro de história. Tenho fascínio pela Segunda Guerra Mundial e pela Idade Média. Tem um cara que escreveu um livro sobre a Batalha de Stalingrado, depois um sobre a queda do Muro de Berlim e o mais recente é sobre o Dia D: Antony Beevor. Esse O Dia D (Editora Record) eu li em inglês. É tão horripilante. Tem de ter uma certa paciência, porque ele fala muito sobre brigadas e grupos militares. Mas o drama humano é que é avassalador. É uma carnificina tão grande que você até duvida que aquilo possa ter acontecido.


4) Bruno: Qual a importância do Renato Russo em sua carreira como músico?

Dinho: Ele era um grande amigo, na época que o conheci ainda se chamava Renato Manfredini. Lembro mais de Brasília, se eu não tivesse encontrado o Renato a minha vida teria tomado um rumo diferente, nunca havia pensado em ser músico de verdade. Aconteceu numa tarde que eu passei e vi o Aborto Elétrico tocando. Num momento minha vida mudou de rumo e isso aconteceu graças ao Renato.


Dinho e Renato Russo em Brasília, 1983.

domingo, abril 03, 2016

PEC: DESTRAVE-SE! Uma ação que gera transformação cultural e social


No dia 05 de abril, terça-feira, das 17h30 às 19h, haverá um Programa de Extensão Curricular intitulado "DESTRAVE-SE! Uma ação que gera transformação cultural e social", ministrado por Adriano Queiroz da Silva, Ana Cristina Martins e Marcelo Alves de Macedo Leandro, idealizadores do projeto. O evento é gratuito e ocorrerá na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, sala 65. 



PEC: Políticas Públicas para o Livro e Leitura no Brasil


No dia 07 de abril, quinta-feira, das 17h30 às 19h, haverá um Programa de Extensão Curricular intitulado "Políticas Públicas para o Livro e Leitura no Brasil", ministrado por Ricardo Queiroz Pinheiro. O evento é gratuito e ocorrerá na sala 65 da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. 


Coluna: Admiráveis Bibliotecas Comunitárias: o senso-crítico dos lideres comunitários



Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura – Fev-Mar/2016
por Sidnei Rodrigues de Andrade
Saudações, Profissionais da Informação!
Hoje estou compartilhando a primeira reportagem desse meu novo projeto sobre Biblioteca Comunitária. A primeira biblioteca comunitária que fiz uma visita presencial foi a Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura. Fui recebido pelos articuladores e gestores dessa unidade de informação social no dia 21 de fevereiro, domingo, as 10h00.
As respostas que estão entre colchetes [ ] são interpretações que escrevi e parafraseei das reflexões e do senso-crítico dos articuladores e gestores da biblioteca comunitária nesta entrevista. As perguntas que estão em fonte azul são aquelas perguntas-temáticas que havia anunciado na apresentação dessa série de reportagem.

1-) O que é a Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura?
[É um espaço de diálogo entre as pessoas da comunidade, onde podem compartilhar suas idéias. Não é apenas um local para empréstimo de livros, mas onde conhecimento e os seres humanos possam ter oportunidade desenvolver-se em aspectos econômicos, sociais e educacionais].


2-) Contextualize esta Biblioteca Comunitária?
[A idealização da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura começou com um projeto do IBEAC, no bairro de Parelheiros/Colônia, sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em comemoração dos 60 anos da criação desse documento importante. Isso aconteceu em 2008. Os jovens da comunidade podiam escrever 30 artigos tendo como base este documento, relacionando com seus ideais e objetivos neste contexto contemporâneo. O projeto literário e o desenvolvimento da escrita dos jovens foi tão bem aceito na comunidade que, no ano de 2009, o IBEAC, Jovens Escritureiros – Aventureiros da Escrita de Parelheiros e o PMLLB alguns representantes da militância do bairro Colônia da Zona Sul da Cidade de São Paulo planejaram um local que poderia atender a necessidade informacional daquela demanda. Por meio do incentivo a escrita e leitura, a primeira parte da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura começou na (UBS) Unidade Básica de Saúde Colônia, cujo objetivo era que os médicos atendessem os pacientes da comunidade e em seguida indicar uma leitura de alguns livros.
Em 2010 jovens da comunidade com a faixa etária de 15 a 25 anos já estavam desenvolvendo a escrita criativa, devido ao crescimento do acervo de livros. Então planejaram outro local que poderia abrigar melhor a biblioteca comunitária: o local seria casa do coveiro do cemitério do bairro Colonia. A primeira parte da aquisição do acervo da biblioteca comunitária foi feita a parceira com loja de roupagem C&A: Projeto Biblioteca Comunitária. Tivemos auxilio da parceira e colaboradora Regina Fernandes (Oficina da Escrita Criativa) que é oficineira. O acervo da Biblioteca Comunitária em novo local chegou a aproximadamente 100 livros. Não tínhamos um nome oficial para essa biblioteca comunitária. Foi feita uma reunião entre os jovens responsáveis qual seria nome dessa unidade de informação social, então foi decido: Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura.
O IBEAC foi importante parceiro na aquisição dos livros, pois os jovens podiam levar os livros para suas residências e obtiveram acesso a informação por meio dessa oportunidade. A data de aniversário da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura é 1º de julho de 2009, a partir desse dia estaria instalada no cemitério da Colônia, onde foi a casa do coveiro. Outras parceiras muito importantes na idealização dessa unidade de informação social são: Bel Santos e Vera Lion que sempre incentivaram os jovens responsáveis pela biblioteca comunitária a investirem em sua educação].  

3-) Quais foram as maiores dificuldades da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura?
[As primeiras dificuldades da Biblioteca Comunitária, que ficou em média de 1 ano no espaço da (UBS) Unidade Básica de Saúde do bairro da Colônia, foi no crescimento do acervo, conforme a comunidade ficou sabendo dessa unidade de informação. Não tínhamos muita experiência na catalogação do acervo, mas tivemos auxilio do bibliotecário Edson Feitosa que orientou como fazer essa parte técnica dos profissionais da informação. O funcionamento da biblioteca teve que ter a preocupação em disseminar qualquer item informacional na questão dos direitos humanos, para aplicar essa principal política da biblioteca comunitária, conseguimos voluntários da comunidade para ajudar nesse processo da catalogação e fechamos a parceira com PoloLiteraSampa que auxiliou na parte no desenvolvimento da gestão-administrativa da biblioteca].


4-) Como está a educação continuada dos gestores da Biblioteca Comunitária?
[Os articuladores da biblioteca comunitária pretendem continuar em sua educação continuada, Sidineia Chagas está planejando fazer a sua primeira graduação. Silvani Chagas cursa a graduação de Pedagogia, está no 3° semestre, e realizou um curso técnico em Gastronomia. Ketlin Santos está finalizando o Ensino Médio e quer fazer sua graduação em Serviço Social. Rafael Simões está cursando o 3° semestre em Pedagogia e fez um curso Técnico em Biblioteconomia. Bruno Souza está iniciando sua primeira graduação em Serviço Social].

5-) Qual é a observação dos lideres comunitários sobre a Biblioteconomia (Biblioteca Escolar, Biblioteca Pública e a Biblioteca Comunitária) na Sociedade Brasileira Contemporânea?
[A Biblioteca Escolar não é apenas uma sala de leitura, tem elementos muito negativos, por exemplo, não é aconchegante e muito menos aberta para proporcionar o habito da leitura dos livros para jovens da comunidade. Somos influenciados negativamente e obrigados a leitura dos livros didáticos. Não temos incentivo da leitura e a escola não ouve que a comunidade local necessita em itens informacionais. Deveria ser o espaço mais importante da sociedade brasileira contemporânea, mas falta incentivo para essa unidade de informação escolar. Não adianta entregar os livros do Estado por meio de ato obrigatório aos jovens da comunidade que não tem e desconhecem a importância dos grandes clássicos da literatura internacional e nacional. O Bibliotecário tem que ser o principal protagonista e mediador-educacional neste tecido social da sociedade contemporânea.
Na Biblioteca Pública alguns jovens da comunidade foram barrados pela sua aparência ou porque não tinha um documento em mãos para entrar nessa unidade de informação. Em nosso bairro da Colônia não temos uma Biblioteca Pública, porque é um local na periferia. Uma percepção dessa tipologia da unidade de informação que observamos é que não tem atualização do acervo, mobiliários fundamentais e que os profissionais da informação não estão preocupados com sua educação continuada. A estética da Biblioteca Pública é totalmente morta, não tem “clima” de acesso à informação e é muito desagradável. Existe apenas uma Biblioteca Pública que atende todos esses quesitos que queremos realmente: desenvolvimento da liderança e a acesso a educação.
A Biblioteca Comunitária é um braço da comunidade. Senão fossem os editais e as doações dos parceiros não teríamos essa unidade de informação em caráter social, pois o Estado não faz seu papel para o cidadão e a sociedade brasileira contemporânea. Por meio da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura quem faz a gestão são próprios jovens da comunidade, tendo as parcerias do PoloLiteraSampa e o (PMLLB) Plano Municipal de Livro, Literatura e Biblioteca. Não dependemos somente dos editais culturais, que é muito pouco para continuamos a desenvolver um projeto “orgânico” para comunidade e o social. Temos plena consciência realização dos trabalhos que são feitos pelos voluntários por parceiros e a comunidade].

6-) Qual é a sua “imagem” que vocês têm do Bibliotecário?
[Não tem compromisso com a unidade de informação, isso é a causa da ausência do Estado. O Bibliotecário apenas empresta o livro. Recebemos ajuda de alguns bibliotecários no desenvolvimento da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura na parte da catalogação tivemos auxilio do Edson Feitosa (Bibliotecário), nos ajudou muito no desenvolvimento do acervo. Para nós o Bibliotecário deveria promover um Clube de Leitura, incentivar o habito de leitura e disseminar os itens informacionais nas mídias sociais. Deveria sempre aprimorar sua educação continuada].


7-) Como está a Educação no Brasil neste Século XXI?
[Não temos ainda uma educação brasileira contemporânea em construção orgânica. O Estado [Federal, Estadual e Municipal] ensina para qualquer cidadão apenas a sermos passivos e não ativos. A maior preocupação do Estado é a de que os indivíduos não questionem suas “normas”. Deveria ser ao contrário. Que a sociedade civil brasileira argumente, reflita e busque determinar informações certas para melhorar seu contexto econômico, educacional e social. Reconhecemos que há vários erros nesta sociedade brasileira contemporânea, por isso cada cidadão brasileiro tem que enxergar dentro si mesmo se quer realmente melhorias futuras, para que deixemos exemplos para as próximas gerações. Para que isso aconteça, o cidadão, a família e o Estado deveriam ter um simples dialogo único onde todos podem participar e compartilhar, aplicar o conceito do educador brasileiro Paulo Freire].

8-) O que os líderes da Biblioteca Comunitária pensam sobre o futuro das crianças e os jovens no Brasil?
[A sociedade brasileira contemporânea precisa de protagonistas. Neste contexto, são as crianças e os jovens, que necessitam dessa Biblioteca Comunitária. O Estado deveria observar como seres humanos estão se desenvolvendo socialmente e culturalmente, sempre investindo em Educação].

Para saber mais, acessem os seguintes links:

Isso é apenas um começo dessa série de reportagem, aguardem mais reportagens que está em processo de elaboração, por enquanto leiam e compartilhem essa informação com todos os colegas e amigos profissionais da informação. No final dessa série de reportagem quero descrever como feito os bastidores de meu novo projeto, aguardem as cenas dos próximos capítulos. Até próxima reportagem!