segunda-feira, setembro 26, 2016

PEC: O Papel do Bibliotecário no Gerenciamento de Periódicos Científicos

Na quinta-feira, dia 29 de setembro, haverá o Programa de Extensão Curricular intitulado "O papel do bibliotecário no gerenciamento de periódicos científicos", ministrado por Andrezza Camera. O evento é gratuito e ocorrerá na sala 66 da FESPSP das 17h30h às 19h. 

Para se inscrever, basta preencher o formulário (somente para o público externo) 

Venham conferir!


Relato: Tesauro não é um dinossauro

Leonardo Ragacini
(6º semestre matutino)


Durante as aulas de linguagens pós-coordenadas no 4º semestre com a professora Andréia Silva tive, com o trabalho de criação de micro tesauro, uma experiência muito feliz, tanto que levei o tema para meu TCC (Proposta de elaboração de um tesauro espírita).
No começo ele pode até parecer um Dinossauro cheio de dentes chamados Sinonímia, quase-sinonímia, homonímia, metonímia e metáfora e grandes garras afiadas chamadas Termo Geral, Termo Relacionados e Termo Específico, mas no fundo ele é seu amigo.
Parece óbvio, mas escolher um tema que você goste é fundamental para um bom trabalho e mesmo que você goste terá que pesquisar um pouco mais dele. Conforme a gente desenvolve o trabalho é muito comum achar relações que nem a gente imagina.
Tenha muito bem definido o tema e o público do tesauro para não acabar criando relações sem sentido ou contexto que só vão atrasar seu trabalho e derrubar a sua nota. Sempre é melhor gastar um tempinho pesquisando sobre o tema escolhido para não pagar mico criando categorias que fogem do seu tema na entrega final.
Não pule etapas tentando acabar logo o trabalho. A construção do tesauro precisa estar bem amarrada, então não tente pular etapas para acabar logo, pois lá na frente terá que voltar na etapa que pulou e será mais difícil.
Não tenha medo de ler tudo que é solicitado, pois dúvidas, medos e conflitos são o que mais vai acontecer durante o processo de estruturação. Aqueles dez minutos lendo Lancaster, Dahlberg, Fujita, Gomes, Dodbei e Carlan salvam o dia mais que os Power Rangers.
Pesquise tesauros do seu tema ou mesmo outros e veja como são estruturados. E um bom caminho caso ainda não tenha o seu tema definido ou precise daquela luz divina na hora da dúvida.
Apesar de o trabalho possuir uma quantidade de termos definidos procure tirar o máximo que conseguir do seu tema e depois ir cortado e encaixando as relações. (não tente coletar 200 termos para tirar 18, uns 10 ou 15 a mais é suficiente).
E mais fácil ter termos sobrando e ir enxugando do que ficar querendo já ter a quantidade certa logo de começo. A ficha terminológica ajuda muito nessa hora, não a despreze.
Quanto tiver os termos e precisar os transformar em termos de indexação coloque tudo em uma folha e análise que palavras-chaves seu público alvo usaria durante a pesquisa.
A norma ISO é sua melhor amiga, ande de mãos dadas com ela do começo ao fim. Acreditem, todas as respostas estão lá e os exemplos dela ajudam bastante.
Se for fazer em grupo mantenha sempre todos informados e participando para não passar mico na hora da apresentação e escolha pessoas que concordem com tema do grupo.
Quando for estruturar o micro tesauro deixe visualmente - bem claro - o que é o que com os tamanhos de fontes, negrito, itálico ou de forma numérica.
O Mapa conceitual ajuda na hora de definir termo relacionado (TR) e Termo específico (TE). Eu acredito que é mais fácil fazer ele primeiro e a estrutura do tesauro depois, mas isso depende do seu método de trabalho.
Cuidado para não criar termo órfão, sem a relação vai e volta, que essencial no tesauro.
Procure definir um tamanho para suas notas de escopo e seguir ele. Lembre-se que ela é para o indexador e não deve ser uma definição profunda sobre termo.
Não esqueça que - apenas os termos adotados - são colocados na apresentação alfabética.
Quando for redigir a parte escrita da introdução do micro tesauro lembre-se de falar sobre todas as coisas que você adotou ou não na sua concepção.
No final você vai gostar de ver o resultado, acredite. Se você gostar da experiência do micro tesauro poderá fazer como eu e o levar ao seu TCC, pois o universo dos Sistemas de Organização do Conhecimento (SOC) tem muito a nos ensinar.

Não tenham medo... Tesauro não é um Dinossauro.

terça-feira, setembro 20, 2016

Semana de Formação, Cultura e Trabalho



A Secretaria Municipal de Cultura, realiza nos dias 26 a 29 de setembro a Semana Formação, Cultura e Trabalho, em parceria com o SESC-SP. O evento é gratuito e acontecerá na Biblioteca Municipal Alceu Amoroso Lima e no Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP.

As atividades são voltadas para profissionais da cultura, estudantes e docentes de cursos técnicos e superiores da área cultural, artistas, grupos e companhias artísticas, gestores e produtores culturais, bem como interessados em geral.

Segue abaixo a programação:



Para participar, basta preencher o formulário. As atividades que ocorrerão no Centro de Pesquisa e Formação do SESC requerem o preenchimento do formulário da instituição.


Se interessaram? Não deixem de conferir!

Coluna: Admiráveis Bibliotecas Comunitárias: o senso-crítico dos lideres comunitários

Biblioteca Comunitária EJAAC Valo Velho
por  Sidnei Rodrigues de Andrade
Saudações, Profissionais da Informação!
Prazer em revê-los novamente, com mais uma série de reportagem sobre Biblioteca Comunitária, esta matéria era para ser compartilhada no mês de junho, mas foi mês de férias escolares. A Unidade de Informação Comunitária que fiz a visita presencial foi a Biblioteca Comunitária EJAAC Valo Velho no 14 de maio às 14h00, sábado.
Lembrando que as respostas que estão entre entre colchetes [ ] são interpretações que escrevi e parafraseei das reflexões e do senso-crítico dos articuladores e gestores da biblioteca comunitária nesta entrevista. As perguntas que estão em fonte azul são aquelas perguntas-temáticas que havia anunciado na apresentação dessa série de reportagem.

1-) O que é a Biblioteca Comunitária EJAAC Valo Velho?
[Um local comunitário onde está inserida numa instituição religiosa que a comunidade possa ter acesso a informação pelos itens informacionais. Nosso público alvo são as crianças e os jovens, tendo a preocupação em compartilhar e aprender em sermos uma tipologia da unidade de informação social de referência no bairro. Não temos uma definição para essa biblioteca comunitária, porque cada individuo têm uma vivência muito particular e a percepção humana é aberta. Portanto estamos sempre abertos para inovações em prol da comunidade].
Fonte: Google
2-) Contextualize esta Biblioteca Comunitária?
[Um grupo de jovens frequentadores do Espaço Jovem da Paróquia São Francisco de Assis sempre participava dos eventos dessa instituição religiosa. A década de 1980, Alexandre Araújo, o idealizador responsável, percebeu em vários encontros em conjunto com os moradores da região, que não tinha um espaço de entretenimento para que os jovens possam exercitar suas habilidades e competências, cuja finalidade era um local de convivência e compartilhamento de ideias.
O bairro do Valo Velho da região da zona sul da Cidade de São Paulo, não havia muitas opções de eventos culturais voltados para comunidade local, então foi planejado um espaço que poderia apenas arrecadar os livros, seria um bom começo, mas era um “pensamento” muito pequeno e curto prazo. A principal finalidade da biblioteca comunitária que gerassem maiores oportunidade de desenvolvimento econômico, social e cultural na região. A primeira parte do acervo da biblioteca comunitária foi criada na casa do Padre Norberto, numa sala bem pequena, por meio disso nasceu essa tipologia de unidade de informação social. Essa é a principal essência da biblioteca comunitária ser um espaço de convivência, que proporciona diversão, entretenimento pelo habito da leitura, jogos e música, etc.
Conforme desenvolvimento do acervo da biblioteca comunitária, fomos obrigados a se mudarem para um ambiente maior que possa atender a necessidade informacional da comunidade e a preservação do acervo, o local escolhido pela equipe de colaboradores dessa unidade de informação social, foi umas das salas da Paróquia São Francisco de Assis onde estamos atualmente. Os primeiros oito anos de funcionamento da biblioteca não tínhamos uma gestão-administrativa pré-estabelecida porque em sua maioria a estrutura dos recursos humanos era baseada por trabalho voluntários dos jovens da comunidade local, alguns abandoaram seus cargos representativos devidos aos seus desenvolvimentos profissionais e educacionais, por isso que aconteceu o fechamento da biblioteca.
Já na década de 1996 uma nova reabertura da biblioteca comunitária em 24/03/1996, o idealizador Alexandre Araújo Chaves faleceu com um câncer no cérebro, não conseguindo ver seu sonho sendo realizado, por isso que esta unidade de informação social tem seu nome: Biblioteca Comunitária Espaço Jovem Alexandre Araújo Chaves Valo Velho, como singela homenagem.
Em 2006 aconteceu novamente uma reinauguração tendo ainda sua estrutura administrativa de gestão feita pelo trabalho voluntário dos jovens da comunidade local, com uma pequena diferença: reuniões periódicas para divisão de cargos e responsabilidades. Em 24/03/2008 uma nova reinauguração da biblioteca comunitária, com a responsabilidade de Jair Pires, a partir desse fato que esta unidade de informação social inicia seu processo de disseminação coletiva dos itens informacionais para comunidade local. Os frequentadores da biblioteca comunitária que são as crianças e os jovens sempre reivindicam atualização dos itens informacionais, por exemplo, livros novos, para atender sua necessidade informacional desta demanda, os responsáveis por esta biblioteca comunitária se inscreveram no edital cultural: Programa de Valorização de Iniciativas Culturais da Secretária Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo (VAI) têm como objetivo promove o apoio financeiro e subsídio para instituições sociais e culturais que visam o público jovem, de baixa renda, de regiões carentes de recursos e equipamento culturais.
Fonte: Caçadores de Bibliotecas
3-) Quais foram as maiores dificuldades da Biblioteca Comunitária EJAAC Valo Velho?
[As maiores dificuldades da biblioteca comunitária foram: nos primeiros anos os horários de atendimento não tinham pessoas responsáveis pela abertura, divulgação e comunicação dessa unidade de informação social, principalmente no período matutino e o noturno que o publico local pensava que a biblioteca comunitária estava fechada, como foi dito anteriormente a gestão-administrativa é feita por trabalho voluntário em sua maioria por jovens.
O processo de empréstimo de itens informacionais principalmente dos livros era feito por um livro de ata e ficha de empréstimo manuscrito, por parte dos leitores da biblioteca não havia uma “disciplina” na devolução dos livros, porque havia uma “confiança” na entrega dos livros, isso aconteceu um enorme extravio no acervo da biblioteca.
O desenvolvimento do acervo da biblioteca não estava muito bom, porque não tínhamos muita experiência nessa parte técnica em várias reuniões planejamos a contratação de um Bibliotecário, não houve essa possibilidade por causa da distância do local. As bases de dados que utilizamos foram dois softwares livre para automação de biblioteca: Biblioface e o PHL, não tivemos êxito na migração dos dados que ocasionou a perda muitas informações neste processo.
A participação dos Estudantes da FaBCI – FESPSP (Bruna Gomes, Daniely Ninna, Léa Nascimento, Marcelo Leandro e Milena Braz) realizando um trabalho de pesquisa e a Bibliotecária Fernanda Sachetti mudamos toda a política administrativa e o layout da biblioteca comunitária. Atualmente estamos muito satisfeitos com o desenvolvimento do acervo que contém um tratamento técnico na informação (Classificação CDD e a Etiquetagem) e o BibliLivre que ajudou muito na localização dos livros na realização do empréstimo e a disseminação seletiva da informação nas mídias sociais.


4-) Como está a educação continuada dos gestores da Biblioteca Comunitária?
[Os articuladores da biblioteca comunitária para estarem sempre atualizados em suas habilidades e competências fazem cursos de mediação de leitura (Rodas de Leituras) para atender a necessidade informacional do público local: Maikon Vasconcelos fez um curso sobre inovação e voluntário e graduando em Ciências Contábeis, Ana Claudia está fazendo sua graduação em Psicologia na FMU e participar de palestras na Biblioteca de São Paulo, Jair Pires sempre participa do seminário Conversas ao Pé da Página, fez um curso de Fotografia e graduando em Design Gráfico].
Fonte: Caçadores de Bibliotecas
5-) Qual é a observação dos lideres comunitários sobre a Biblioteconomia (Biblioteca Escolar, Biblioteca Pública e a Biblioteca Comunitária) na Sociedade Brasileira Contemporânea?
[A Biblioteca Escolar alguns docentes dessa instituição escolar pública desconhecem que têm uma biblioteca comunitária aqui na região e não sabem dos nossos itens informacionais que proporcionamos para as crianças e os jovens. A percepção dos alunos dessa unidade de informação escolar não é um local acessível e limitado para proporcionar desenvolvimento do senso crítico. Há vários livros didáticos que não ajuda no hábito da leitura e o acesso á informação sempre é restrito para qualquer individuo, não têm característica de acesso ao conhecimento para os alunos, docentes, funcionários e a comunidade local. O que observamos que os alunos são “obrigados” a lerem os livros didáticos este processo de habito da leitura está totalmente “errado”. Só existe uma biblioteca escolar que aproxima um pouco do nosso ideal que é a Biblioteca Escolar do CEU, mas foge desta análise critica que estamos mencionando.
A Biblioteca Pública é fácil acesso, mas não têm uma atualização do acervo. Os mobiliários dessa unidade de informação pública têm característica de “museu” parece um filme de terror quando vamos assistir numa sala de cinema que é bastante assustador, e não têm uma personalidade de unidade de informação pública. Existem apenas duas bibliotecas públicas que gostamos de visitar: uma na região central e a outra na região da zona norte da cidade de São Paulo.
A Biblioteca Comunitária sempre nos acompanha neste contexto contemporâneo, poderia ser inserida como uns dos principais pontos de cultura neste paradigma brasileiro, mas é muito difícil porque não temos reconhecimento da comunidade local. Fizemos 20 anos de existência, não somos reconhecidos pelo bairro que é bem complicado explicar isso, alguns indivíduos não têm consciência que fazemos isso pertence a eles (a comunidade). Reconhecemos que o acesso ao conhecimento é muito difícil, mas precisamos sempre melhorar nosso processo de gestão-administrativa mesmo sem ter apoio financeiro. O Ingrediente dessa unidade de informação social é a persistência, determinação, força de vontade e o incentivo financeiro que são conjunto necessário para desenvolver este contexto brasileiro contemporâneo. Para todos nós do Coletivo Biblioteca Comunitária Alexandre Araújo Chaves Valo Velho é um avanço para esta sociedade civil extramente positivo, porque vemos outros colegas no mesmo barco, isso criamos um fundo de esperança para qualquer ser humano que idealizar em viver num Planeta Terra mais humano e afetivo].


6-) Qual é a sua “imagem” que vocês têm do Bibliotecário?
[Alguns profissionais da informação estão mais preocupados em status financeiro e profissional, observamos na hora do atendimento parece que é um robô, quando estão atendendo determinado público e não têm plena disposição em compartilhar seu aprendizado com outras instituições culturais e sociais. Quando fizemos atualização do desenvolvimento do acervo, instalação do software livre gratuito BibliLivre e a mudança no layout da biblioteca comunitária pela orientação da Bibliotecária Fernanda Sachetti, alguns colegas profissionais da informação nos instruímos na parte da catalogação dos livros (aquisição, seleção, catalogação, armazenamento e a localização) que é um assunto  técnico e a participação dos Estudantes da FaBCI- FESPSP ajudaram muito no afeiçoamento da comunicação interna, nos esclareceu no tratamento da informação e o marketing da biblioteca comunitária.
A disseminação seletiva dos itens informacionais nas mídias sociais que nos obrigou mudar nossa postura “conservadora” foi muito importante na contribuição deste processo de desenvolvimento desta tipologia de unidade de informação social. Por essas atitudes dos Bibliotecários percebemos que estão sempre abertos para dialogo constante essa é a imagem positiva que tivemos dos profissionais da informação].
Fonte: Caçadores de Bibliotecas
7-) Como está a Educação no Brasil neste Século XXI?
[O Sistema Educacional Brasileiro Contemporâneo é complicado de analisar, porque pelas grades curriculares das instituições escolares alguns representantes da política e da educação estão mais preocupados pela quantidade de alunos do que uma instrução de qualidade, que seria mais eficaz. Por isso que este sistema educacional não funciona atendendo a necessidade informacional da sociedade civil. A Revolução Educacional Brasileira precisa ser planejada num processo em longo prazo, é agradável para Estado (Federal, Estadual e Municipal) que tenha vários indivíduos alienados para a vida. É fundamental que o cidadão brasileiro (ser humano) pelo habito da leitura crie e pratique este simples ato em seu âmbito pessoal, familiar e profissional.
Observamos que são poucos Professores que sempre estão motivando os sonhos e objetivos dos seus alunos, querem ver seus aprendizes mudarem sua história de vida e provocar várias questões deste contexto contemporâneo. Pelos meios de comunicações vemos que há muita desorganização por partes dos representantes da política brasileira contemporânea, qual seria “menos” pior entre todos eles? A resposta para essa provocação reflexiva está em nossa contextualização histórica-social que vem desde período colonial percorrendo numa linha linear bem fechada e conservadora demais, nas esferas econômicas, sociais e educacionais. Apenas uma parcela bem menor das pessoas da sociedade civil sabe quem são os protagonistas sociais e os “vilões” deste roteiro da história brasileira.
Os representantes da política brasileira contemporânea não sabem ou fingem que conhecem este conceito “solução” para curar os males da sociedade contemporânea: EDUCAÇÃO, não existe estes dois adjetivos: respeito e o reconhecimento aos professores, a maioria das crianças e os jovens não têm um alicerce familiar e educacional totalmente sólido, porque essas são as principais conseqüências graves e horríveis sobre nossa percepção social e cultural.
Não adianta fazer reclamações e criticas atual gestão-administrativa do Chefe de Estado (a Presidente), somos todos nós culpados pela decadência do sistema político brasileiro contemporâneo, a medida preventiva para resolver essa problemática é a Educação Familiar, próprio individuo precisa ter consciência e escolhe qual é o caminho quer seguir: “mal” ou “bem”?Nossas recomendações que as crianças e os jovens aprendam ouvirem seus principais professores da vida: seus pais.
8-) O que os líderes da Biblioteca Comunitária pensam sobre o futuro das crianças e os jovens no Brasil?
[Nós do Coletivo da Biblioteca Comunitária Espaço Jovem Alexandre Araujo Chaves – Valo Velho está fazendo a diferença neste contexto brasileiro contemporâneo. Porque estamos “instruindo” vários futuros cidadão brasileiro consciente. Quando uma criança frequenta a nossa unidade de informação comunitária e social, quando está lendo um livro por livre espontânea vontade. Para nós é uma recompensa grandiosa que não daria para explicar em palavras, é um adulto brasileiro que pode fazer a algo diferente por nossa comunidade.
Fonte: Caçadores de Bibliotecas
Nosso trabalho de mediadores de leitura e culturais fazemos a diferença para vida destas crianças e os jovens, seria extramente positivo cada um ter um sentido de vivencia singularidade. Não gera uma “liderança singular”, mas aplicar ato de compartilhar amizade e afeto num âmbito coletivo para todos por exemplo, quando estamos brincando com as crianças somos seres humanos únicos como mesmo propósito de vida que é: união e propriedade para qualquer segmento da sociedade civil. Não somos “donos da informação”, mas estamos formando seres humanos para ter prazer em buscar pelo saber do conhecimento humano].
Fonte: Caçadores de Bibliotecas
Para saber mais, sobre esta biblioteca comunitária, acessem estes links:
Quando comecei a fazer esta série de reportagens para blog da Monitoria Científica FaBCI – FESPSP, nunca imaginei como acesso ao conhecimento poderia transformar os seres humanos para melhor, fico muito feliz e honrado em compartilhar essas lindas e magníficas histórias da Escola da Vida. Leiam e compartilhem essa reportagem, nas próximas reportagens teremos mais novidades, por enquanto temos plenas condições de sermos uma sociedade do conhecimento humano, porque não sonhar? Até a próxima reportagem, abraços e muito obrigado.

segunda-feira, setembro 12, 2016

Relato: Palestra com Alberto Manguel e Robert Darnton

A aluna Rosângela Batista, do segundo semestre do período matutino, nos enviou seu relato da palestra com Alberto Manguel e Robert Darnton, divulgada aqui no blog recentemente.

Vamos conferir?


Rosângela Batista
2º semestre - matutino

No dia 30 de agosto de 2016, o Sesc Vila Mariana realizou uma palestra, como parte das comemorações pelo 30º aniversário da Editora Companhia das Letras e o 70º aniversário do SESC.

Alberto Manguel, argentino, escritor, tradutor, atual diretor da Biblioteca Nacional De Buenos Aires, e Robert Darnton, americano, escritor, jornalista e atual diretor da Biblioteca de Harvard foram os palestrantes convidados, e o escritor brasileiro Sérgio Rodrigues foi o mediador.

 “Livro e leitura” foi o tema da palestra proferida em inglês, com tradução simultânea.

Darnton é um especialista da história do livro do século XVIII e seu mais novo trabalho trata da censura aos livros, um dos temas desenvolvidos na palestra. Uma de suas obras mais conhecidas entre nós é “O beijo de Lamourette”. Atualmente, ele é o diretor-bibliotecário da maior biblioteca privada do mundo, a de Harvard, além de dirigir a biblioteca pública de Nova York.

Manguel, que vivia na França até alguns anos atrás, vive agora na Argentina onde assumiu a direção, como bibliotecário, da Biblioteca Nacional de Buenos Aires, onde o escritor Jorge Luis Borges já foi diretor.

O primeiro tema levantado por Rodrigues foi relacionado ao tema da censura aos livros no Ocidente, lembrando que o último caso ocorrido foi o dos “Versos Satânicos”, de Salman Rushdie, cuja censura não veio do Ocidente.

Darnton ponderou que os censores dão um status maior à literatura, já que ao censurá-la demonstram o quão importante ela é; por outro lado, citou os recursos criados pelos escritores para burlar a censura, usando como exemplo a Enciclopédia de Diderot, que, graças às referências cruzadas, permitiam uma leitura de crítica à Igreja, nas entrelinhas.

Manguel disse que Darnton conseguia ver um lado positivo nos censores e acreditava mesmo que ele tinha um certo fascínio por eles. Darnton confirmou essa teoria dizendo que foi conhecer os censores da Alemanha Oriental justo na época da queda do muro e que ficou impressionado com a metodologia deles, assim como eles ficaram impressionado por ver um americano pela primeira vez. Também citou os críticos literários na França [do séc. XVIII] que nunca diziam o verdadeiro motivo da sua censura. Eles referiam-se ao fato de o livro estar mal escrito, ser ruim, etc., e com isso estarem defendendo a honra da literatura francesa.

Manguel falou sobre seu novo livro “História natural das curiosidades” e comentou que as pessoas têm curiosidade por aquilo que elas podem imaginar. Disse também que a literatura nos dá melhores respostas para as perguntas que queremos formular, ou seja, que a literatura nos provoca.

Darnton falou sobre a internet como catálogo e disse que ela é um pesadelo se você não consegue encontrar o que precisa. Disse que é um traço humano pensar em categorias, e etiquetar e classificar livros se encaixa neste traço. Já Manguel vê um tipo de censura nos bibliotecários quando estes selecionam e classificam os livros que devem ou não entrar em sua biblioteca.

Outro tema levantado foi o dos livros digitais. Darnton sente-se positivo quanto ao livro digital e vê isso como a democratização do acesso. Em Harvard, livros do século XVII estão sendo digitalizados e disponibilizados ao público. E, segundo ele, dentro de três anos, onze milhões de volumes farão parte da Biblioteca Digital dos Estados Unidos.

Manguel diz que acredita no futuro digital, porque acredita no presente digital e crê que haverá muita mudança no mundo tecnológico ainda.

Quando perguntados sobre como levar o leitor até a biblioteca, Manguel brincou dizendo que esperaria Darnton responder e copiaria sua resposta. Darnton contestou dizendo que os bibliotecários do bairro do Bronx, nos Estados Unidos, têm as bibliotecas cheias porque eles funcionam como mediadores da pesquisa digital para pessoas que buscam trabalho, por exemplo.

Manguel disse que discordava um pouco sobre este papel do bibliotecário como auxiliar para toda obra, mas que quando passou a ser o Diretor da Biblioteca de Buenos Aires entendeu que essa também era uma função do bibliotecário e, agora, sua biblioteca oferece workshops aos usuários sobre como procurar emprego no mundo digital, entre outras ações.

Essas são minhas anotações sobre o que ouvi na palestra. O intuito é criar curiosidade sobre esses escritores e os assuntos tratados. Conheci a obra de Manguel em julho passado, com o livro “A biblioteca, à noite”, que está em nossa biblioteca da FESPSP, assim como “Uma história da leitura”, do mesmo autor, e “O beijo de Lamourette”, de Darnton, que ainda não li.

Haverá outra palestra, em 20 de setembro, no Sesc Vila Mariana, com Mia Couto e Julián Fuks, dentro das comemorações da Companhia das Letras.

Chamada BiblioLab - 10ª Semana de Biblioteconomia ECA/USP

A Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo convida todos a participarem do BiblioLab, que comporá a 10ª Semana de Biblioteconomia. Segue abaixo mais informações, adaptadas do site do evento:


O que é a Semana de Biblioteconomia da ECA?

É um evento organizado por alunos do curso de Biblioteconomia da ECA/USP, sob a orientação do Prof. Dr. Marivalde Moacir Francelin e apoio do Departamento de Informação e Cultura (CBD).
Serão promovidas palestras e debates com professores, profissionais convidados e ex-alunos do próprio curso, no BiblioLab, que segue os moldes do TED (Technology, Entertaiment e Design). As atividades ocorrerão de 03 a 07 de outubro de 2016.


O que é o BiblioLab?

É um ciclo de palestras de curta duração realizado por graduandos ou graduados sobre algum assunto que dominam, um projeto que participam/participaram ou uma experiência pela qual passaram, de preferência relacionada à Biblioteconomia ou a áreas correlatas.


São apenas alunos/ex-alunos da Universidade de São Paulo que podem participar/contribuir?

Não. Todos os interessados podem entrar em contato com a Comissão para se inscrever.


Quanto tempo deve ter a minha apresentação?

A apresentação deve ter entre 15 e 20 minutos.


Quando será?

No dia 05 de outubro de 2016, quarta-feira, das 9h às 11h30 e/ou das 19h às 21h30.


Como posso me inscrever?

Mande um e-mail com o assunto [BiblioLab], o tema do trabalho/projeto, um resumo e seu nome completo para semanadebiblioeca@gmail.com. A comissão entrará em contato.




Se interessaram? Participem!


segunda-feira, setembro 05, 2016

Evento: O Profissional da Informação e o Mercado de GED/ECM

No dia 12 de setembro, segunda-feira, as 19h30, acontecerá no auditório da FESPSP o evento “O Profissional da Informação e o Mercado de GED/ECM: uma janela de oportunidades”, realizado pela Associação Brasileira de Profissionais da Informação (ABRAINFO) e pela FaBCI/FESPSP.

Os convidados serão o professor da FaBCI/FESPSP, Francisco Lopes de Aguiar e os integrantes do Instituto Brasileiro de Gerenciamento da Informação, Carlos Bassi e Wilton Tamane. Cláudia Chamas, da ABRAINFO, fará a mediação do evento.

Para se inscrever, basta acessar o site da ABRAINFO.


Relato: Fórum de Inovação e Empreendedorismo na Biblioteconomia: parte 1

por Sidnei Rodrigues de Andrade
Saudações, Profissionais da Informação.
Vou compartilhar essa reportagem sobre o Fórum de Inovação e Empreendedorismo na Biblioteconomia que aconteceu na Biblioteca de São Paulo, em 27 de agosto, sábado. Tendo a participação de excelentes e espetaculares profissionais da informação todo Brasil, que teve como temática: ações inovadoras em vários campos do conhecimento humano. Participei desse evento sensacional, estou escrevendo essas duas reportagens especiais. Esta é a primeira parte do evento, que aconteceu no período matutino, para o blog da Monitoria Científica FaBCI – FESPSP exclusivo para todos vocês.
Fonte: Facebook.
A cerimônia da abertura do fórum teve as ilustres participações de Adriana Ferrari – Representante da FEBAB, William Okubo – Representante da ABRAINFO, Raimundo Martins de Lima – Representante do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), e a idealizadora e organizadora do evento Daniela Spudeit. (Figura 1)
Fonte: Facebook. Figura 1
Os principais mestres de cerimônia [Adriana, William, Raimundo e Daniela] em suas apresentações comentaram estar muitos satisfeitos com a iniciativa do fórum em reunir grandes profissionais da informação, cujo objetivo principal é compartilhar idéias, experiências e aprender em prol da comunidade social e educacional.
William Okubo sempre compartilha excelentes provocações aos colegas e amigos profissionais da informação, assim mencionou:
As tipologias de unidade de informação somos nós que servimos as pessoas e a comunidade”. (OKUBO, FIEB 2016).


A primeira palestra de abertura foi com o especialista Gil Giardelli [figura 2] (ESPM) e seu tema foi sobre: E-Futuro? A Era digital e a Inovação Radical. Em suas primeiras palavras mencionou que a tecnologia é a principal aliada na inovação e empreendedorismo, o ambiente digital está constantemente em mudança, que aplica um conceito que gostei muito e compartilhou com todos em sua apresentação: Gestão de Mudança.
Recomendou que os profissionais da informação [Bibliotecários, Arquivistas e Museólogos] precisam compreender qual é a necessidade informacional cada ser humano. Aprendam a serem curiosos em outras áreas de atuação que não fiquem apenas em organizar, tratar e guardar a informação, mas em disseminar o conhecimento em determinados itens informacionais qualquer demanda social.
Fonte: autor, 2016 Figura 2.
Disse aos profissionais da informação por meio da inovação digital que precisamos em sermos líderes inovadores para todas as comunidades.  Quem ganha com esta simples atitude que possa beneficiar todo num conjunto orgânico na sociedade contemporânea, tendo uns dos principais protagonistas em sua história de vida é o: ser humano.
Apresentou alguns dados estatísticos a importância deste conceito: quem aplica inovação digital são pessoas 26% mais lucrativos e demonstrou num painel quais são as habilidades daqui em diante que todos devemos aprender (figura 3):
Fonte: autor, 2016 Figura 3.
Depois mencionou vários pontos importantes sobre onde é aplicado estes conceitos e deixou uma excelente provocação reflexiva para todos os participantes: “o que é tempo para você?” e um documentário: Começo da Vida.
Fonte: Google
“Perder tempo em aprender coisas que não interessam, priva-nos de descobrir coisas interessantes”.
Carlos Drummond de Andrade


A segunda palestra foi apresentada pela representante do SEBRAE Maria José Caixeta de Oliveira (figura 4) tendo a apresentação da temática: Empreendedorismo como opção de carreira e desafios e oportunidades. Bem inicio de sua apresentação, perguntou aos profissionais da informação: “Qual é a melhor tomada de decisão?”.
Fonte: Facebook. Figura 4
Explicou sobre suas experiências profissionais e a importância da instituição SEBRAE para todos os participantes. Os profissionais da informação têm conhecer quais são as gerações que podem atendem sua necessidade informacional, pela sua análise temos:


  • Geração Baby Boomer surgiu após do fim da Segunda Guerra Mundial. São pessoas estão com a faixa etária com mais de 45 anos e gostam de emprego fixo e estável. Seus valores são baseados em perseverança e concentração no tempo de serviço. Preferem serem reconhecidos pela larga experiência à sua capacidade de inovação.
  • Geração X é o oposto da geração anterior que nasceu com tecnologia, em outras palavras veio juntos com os recursos tecnológicos por serem umas das gerações precursoras.


  • Geração Y nascente da década de 1980 teve pouco tempo pelos avanços na tecnologia e quebrando alguns paradigmas do mercado de trabalho. Consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo, ler um livro, ouvir uma música e navegar na internet.


  • Gerações Z jovens nascidos neste contexto contemporâneo que não estão inseridos no mercado de trabalho. Sempre estão conectados à Internet, em que os valores familiares não “valem” mais nada e seu comportamento individualista e antissocial.


As três gerações podem ser colaboradores direitos e indiretos, depende como será disseminado determinado itens informacionais, para cada geração que contém uma característica muito particular e singular. Para ser um empreendedor você tem que ter finalidade ou seja, tem aptidão para sua profissão? A comunidade empresarial quer e necessita de informação, para que isso aconteça, os profissionais da informação precisa sempre afeiçoar sua capacitação e do seu público. (Figura 5).
Fonte: autor, 2016 Figura 5


Aos profissionais da informação perguntou novamente: “quais os valores que são importantes para todos vocês?” Para começar sendo um biblioempreendedor deve aplicar dois conceitos muitos importantes que são: comportamento e planejamento. Aplicando essa metodologia seremos agentes de transformação num âmbito nacional e internacional para quaisquer instituições públicas, privadas e os seres humanos do Planeta Terra.


Antes tudo identificar sempre o cenário do contexto contemporâneo, as atitudes positivas e negativas que “lucro” de reconhecimento financeiro e profissional, é à medida pelo empenho é naquilo que você gosta realmente. Nunca tenha medo de falhar, muito pelo contrario seja comprometido e sempre tenha foco, assim será um bom planejador.

Gostaram? Isso é apenas a primeira parte do evento que participei neste sábado na Biblioteca de São Paulo. A segunda parte da reportagem estou ainda escrevendo, por enquanto leiam e compartilhem essas informações, esperem mais novidades sobre este evento na próxima reportagem. Agradeço por todos vocês que estão lendo, até a próxima matéria.