domingo, dezembro 24, 2017

Final do Ano Letivo, Despedida da MC 2017 e Apresentação da nova Monitora Científica.


E chegamos ao final do ano de 2017. Ano de muitas mudanças, eventos, lutas, superações e porque não dizer, vitórias e realizações. 
E antes de falar sobre o fim desse ano letivo, já deixo a Elvira com os votos de um ano novo repleto de realizações a todos.



Bom, aos alunos do segundo semestre, o primeiro terço da graduação foi vencido e estão se preparando para adentrar de forma mais profunda no contexto da Biblioteconomia e CI no próximo ano, e que seja com muita força de vontade e disposição para as novidades que irão ter contato.

A galera do quarto semestre, já iniciou o grande desafio do ano que se aproxima com a elaboração do Projeto do TCC, descansem bastante nessas férias, pois irão precisar de todas as energias para essa batalha (até mesmo guerra, rsrsrs, mas uma das mais gratificantes que lutarão), mas que com certeza vencerão com honras, sem esquecer que têm que dar conta de todas as outras disciplinas do currículo, é a hora de aflorar os super heróis e heroínas que existe dentro de cada um, rsrsrsrs FORÇA o/

Aos professores, fica a sensação de dever cumprido, mas o pensamento no planejamento do próximo ano afinal, parece que professor não pára nunca né?! Rsrsrs A missão com toda certeza foi cumprida de forma magistral como essa equipe de docentes da FaBCI igualmente é.

Á todos os merecidos PARABÉNS pela conclusão com êxito de mais este ano letivo, podendo repensar o que precisa ser melhorado para o que virá, e com aquela nostalgia dos momentos bons passados neste ano que ficarão marcados em cada um.
E CLARO, não poderia deixar de falar nesse post de despedida da querida turma de guerreiros vitoriosos do 6º Semestre, e aqui peço licença aos leitores para quase que literalmente “rasgar” o meu coração, já que faço parte desse grupo, e à partir daqui escrever de forma pessoal.

Foi um ano super intenso para todos, realmente desenvolver um TCC não é brincadeira não minha gente, mas como se pôde conferir na matéria sobre a cobertura dos TCC’s 2017, todos cruzaram a linha de chegada e subiram ao pódio como vencedores, com trabalhos maravilhosos e que coroaram essa trajetória tão árdua, muitas vezes difícil e com percalços, mas com toda certeza que deixou um sentimento de REALIZAÇÃO. E que venham novos desafios, eu acredito muito em cada um para fazer a diferença em nossa profissão.

E nesse clima de despedidas saudosistas ao extremo, eu sei que sou mega sentimental, mas, por favor, relevem por todas as despedidas e os sentimentos que o final do ano trazem naturalmente (ufa, acho que me defendi bem hein, rsrs), me despeço não só da faculdade mas também da Monitoria Científica, minha querida MC, que estive à frente neste ano de 2017.

Para terem conhecimento de alguns números desse ano, foram: 40 boletins; 170 matérias que contaram com a participação de 68 voluntários.

Foi um ano em que tive que me superar em várias áreas, aprender sobre tantos assuntos que nem tinha ideia que teria contato, tirar fôlego e forças de onde às vezes nem sabia que ainda tinha, pois enfrentar essa peleja junto com o TCC e as outras matérias de ambos os semestres, não foi nada fácil, mas de uma alegria e satisfação ímpares que só foram possíveis graças primeiramente à Deus, que para mim é o autor de toda a minha história, tudo é por ele e para Ele, e à todos os colaboradores, em especial, a minha amada Equipe de Monitores Voluntários Fixa (VOCÊS SÃO DEMAIS), que nunca me deixou sozinha.

Agradeço de coração a cada um que colaborou com a MC neste ano, alunos, professores, funcionários, egressos e convidados.

De maneira particular, não há como deixar de falar da Prof. Valéria Valls, meu muito obrigada por ter confiado esse lindo projeto de sucesso em minha mãos tão inexperientes, acreditando em mim quando nem eu mesma acreditava tanto assim. Sou grata por toda parceria, paciência, generosidade e amizade, foi uma honra ter tido essa oportunidade de trabalhar de perto com você, poder aprender e conhecer um pouco mais, ganhando o título de “Mulher Maravilha”, mais que merecido.

Bom, acho que já falei (escrevi) bastante, ademais, quero dar às boas vindas a nova monitora Marina Chagas, que vocês podem conferir um pouco sobre sua história neste mesmo boletim com a matéria para a série: #PorqueEscolhiBiblio.

Parabéns e que em 2018 a MC continue com força total, muito sucesso e que Deus a abençoe imensamente nesta nova fase. Pode contar comigo, você já sabe, e acima de tudo, seja muito feliz, conheça novas ferramentas e acima de tudo, novas pessoas que fazem todo o trabalho ser cada vez mais especial e apaixonante, como foi para mim.

E assim terminamos a gestão da MC 2017, espero que tenham gostado, que eu tenha conseguido contribuir um pouco com essa história, o que foi uma honra incomensurável participar e que acima de todos os protocolos, rotinas e demandas, eu busquei realizar com paixão e por acreditar que somente de forma colaborativa ele seria possível, e que bom que Deus não me deixou sozinha nessa e me deu várias pessoas maravilhosas que serei sempre grata.

Fiquem com algumas fotos da trajetória da MC 2017 da qual sentirei muita saudade mas lembrarei sempre com muito carinho.













UM FELIZ NATAL PARA TODOS E UM PRÓSPERO ANO NOVO!!!

Se Liga FaBCI- Relatos da Semana de Defesa dos TCC's 2017.


E a semana de 11/12 à 14/12 desse ano foi simplesmente uma grande e maravilhosa loucura. Estamos falando sobre a semana de defesa dos TCC’s da FaBCI que deixou à todos em polvorosos, o que não era para menos.


Fonte: Site Universia Brasil.


Para falar um pouco sobre como foi essa saga, teremos as contribuições da Professora Maria Rosa Crespo (coordenadora do TCC) e de alguns alunos que passaram por essa intensa mas gratificante experiência que são: Regina Grein; Daniela Correia; Irani Amaro; Alessandra Moyses; Letícia Caetano; Érika Santos; Leonela de Oliveira, Aldenira Souza e Gabriel Justino. Muito obrigada pela generosa colaboração de cada um ;)

A MC parabeniza a todos os envolvidos: professores (vocês foram sensacionais); aos familiares, amigos e colegas com o apoio essencial e em especial à todos os agora formados 2017. Muito SUCESSO e FELICIDADES à todos.


Profª Maria Rosa Crespos
Coordenadora do TCC

 Professores chegando para as bancas
Fonte: Página do Facebook da Prof. Valéria Valls.


Pois é. Pode parecer que tudo aconteceu em uma semana, mas não é bem assim. O processo começa bem antes, no primeiro semestre, quando determinamos o orientador e os pareceristas e marcamos a entrega do material inicial para a pré-banca. A coisa toda vai tomando forma por volta de outubro quando alguns alunos desistem, deixam para outro ano com mais condição e tempo, e outros continuam firmes, apesar das dificuldades, do cansaço e da vontade de sair correndo.

Quando chega novembro, é hora de entregar o TCC pronto e aí é que a coisa esquenta.
A partir da entrega já começamos a planejar as bancas, dias e horários em que cada professor pode comparecer, como orientador e como parecerista. Essa parte é a que dá mais trabalho, mas este ano contamos com a valiosa ajuda de duas alunas do 4º. Semestre, a Victtória Victorino e a Vanessa Paulino que construíram a primeira versão da planilha, considerando os impedimentos e compromissos que os professores foram nos informando. 

Este ano o desafio foi maior devido à quantidade de trabalhos. Foram 47 bancas, com uma hora de duração, realizadas em quatro dias, nos períodos matutino e noturno. Uma verdadeira maratona. Mas os professores da FaBCI e da pós graduação são companheiros e contribuíram de forma fantástica para que tudo corresse de acordo com o previsto. Também contamos com a colaboração de professores da Sociologia: a Prof. Carla Diéguez como orientadora e parecerista, a Prof. Eliana Asche e a Prof. Stella Cristina, como pareceristas; e também o Prof. Paulo Silvino, que agora é nosso. 

Professores aos final das Bancas
Fonte: Página do Facebook da Prof. Valéria Valls.


Mas o verdadeiro show foi dos alunos porque os TCCs e as apresentações superaram expectativas e as notas foram muito boas, em sua grande maioria. É nessa hora que eu vivencio com emoção aquilo em que mais acredito: a Educação como ação transformadora do ser humano. Uma maravilha!


Regina Célia Marangoni Grein
Orientador: Wanderson Scapechi
Título do TCC: “O bibliotecário e a Web: o desenvolvimento de competências profissionais para novos espaços de atuação”.


Fonte: FESPSP Comunica.

O meu TCC abordou o tema, “O bibliotecário e a Web: o desenvolvimento de competências profissionais para novos espaços de atuação”. O desenvolvimento da pesquisa foi desafiador, afinal, foi necessário falar de busca por novas competências para atuação na Web, e tanto a literatura quanto a população estudada concordam que primeiramente é necessário que haja uma “mudança de modelo mental” com relação as novas tecnologias e as aplicações na Web. Percebeu-se que o profissional bibliotecário, conforme enfatiza a literatura, precisa de conhecimento, habilidade e atitude. A competência mais importante para atuar na Web apontada pelos entrevistados, foi de ordem atitudinal, ou seja, buscar educação continuada, estar aberto as mudanças, como forma de mudança de modelo mental. 

A defesa perante a banca, se deu de forma tranquila e entendo que somente quando apresentamos o TCC é que percebemos o quanto crescemos em conhecimento. Obtive uma boa nota e o feedback foi muito bom, algumas correções serão necessárias. Na verdade, acabou sendo um prazer apresentar o TCC, é claro que há uma insegurança inicial, mas quando se começa a falar tudo flui.

O TCC não deve ser encarado como “bicho papão”, ao contrário deve-se escolher um tema de interesse pessoal dentro da área da Biblioteconomia e Ciência da Informação, algo que gere uma inquietação ou uma curiosidade, e a partir daí trabalhar em parceria com o orientador.


Daniela de Oliveira Correia
Orientadora: Isabel Ayres
Título do TCC: “Acervo musical: desafios na organização e representação de partituras".

Fonte: FESPSP Comunica.


Todo processo de elaboração do TCC foi intenso, além de todos os trabalhos das demais disciplinas do semestre (que não foram poucos), eu ainda estava envolvida com a MC, então para conseguir desenvolver tudo o que planejei na minha pesquisa, tive que “rebolar” bastante, rsrsrs para conciliar tudo e confesso que literalmente “virar” algumas noites, mas também porque não segui9 a risca o cronograma que havia planejado, esse é um dos conselhos que super deixo: SIGAM O CRONOGRAMA, pois desse modo com toda certeza as coisas correrão de forma mais orgânica e tranquila, o que não foi meu caso mesmooo, rsrsrs

E foi assim, vivendo “perigosamente” com os prazos e com a adrenalina a mil que fui elaborando cada parte do meu TCC. Os TCC’s dos colegas que haviam se formado ajudaram bastante na estrutura e claro que o auxílio e apoio da minha orientadora e de todos os professores e colegas, o que foi muito legal desde o início do processo, onde cada um sempre ia colaborando com o tema do outro.

O meu tema falou sobre a organização e representação de partituras pela visão do bibliotecário, identificando os desafios enfrentados com o tratamento dessa informação tão particular e especializada. Para tal, apresentei as experiências de instituições referências na cidade de São Paulo: o arquivo musical da OSESP e a biblioteca da ECA-USP, além da minha experiência pessoal no acervo musical do Instituto Baccarelli, onde trabalho.

Ademais, após a entrega final do TCC, que ocorreu no dia 23/11/17, a apresentação, ou seja, sua defesa, foi algo que concentrou um mix de sentimentos, no meu caso que apresentei no último dia, ver todos os meus amigos passando por esse momento, ia me dando mais ansiedade. Quando chegou o grande dia, depois de tanto ensaiar em cima dos slides que preparei, é notável que assim que comecei a falar tudo flui de forma bem natural, afinal, estava falando sobre minha criação que estava sendo gerada há um bom tempo.

A sensação de dever cumprido ao ouvir a tão sonhada frase: VOCÊ ESTÁ APROVADA! É indescritível e só tenho a agradecer.


Irani Aparecida Natal Amaro Irani Aparecida Natal Amaro
Orientadora: Daniele Brene
Título do TCC: “Arquitetura da informação: uma nova perspectiva para o profissional bibliotecário”.


Fonte: FESPSP Comunica.


Grupo do TCC: Irani Aparecida Natal Amaro, Elisabete de Araujo Moreira e Valéria Alexandre de Oliveira.

Tema: Arquitetura da Informação: uma nova perspectiva para o bibliotecário.

"A arquitetura é a arte/técnica para projetar e construir ambientes. A arquitetura da informação também!" (CAMARGO; VIDOTTI, 2011)

 Assim, Arquitetura da Informação considera-se como o estudo da organização da informação. Possibilita ao usuário localizar uma pesquisa e adquirir um maior entendimento. Dessa maneira define-se que o bibliotecário e o profissional da Arquiteto da Informação trabalhem em equipe, sendo profissionais mediadores da informação.

Ps. 
Trabalhamos em grupo e foi muito interessante. Desde o começo houve harmonia e cumplicidade. Houve colaboração mútua e sempre respeitamos as opiniões. Quando sentíamos que alguma das participantes do grupo estava com dificuldades, com dúvidas uma auxiliava a outra e vice versa. Foi uma experiência muito positiva. 


Alessandra Moyses / Andréia do Carmo Moyses
Orientador: José Mário Mendes
Título do TCC: “A biblioterapia aplicada em crianças em situação de vulnerabilidade social”.

Fonte: FESPSP Comunica.


Segue abaixo o resumo do nosso TCC.

O presente trabalho tem por objetivo apresentar a prática de Biblioterapia aplicada em crianças em situação de vulnerabilidade social. A Biblioterapia é um método terapêutico que auxilia no processo de desenvolvimento das emoções e sentimentos do indivíduo, com o qual buscamos, por meio desta pesquisa, fundamentar ações para lidar com as questões de crianças em situação de vulnerabilidade social. A violência contra a criança ainda é fato comprovado e real no mundo atual, sendo um dos problemas mais abrangentes e gerador de grandes consequências por muitas vezes irreparáveis até mesmo na vida adulta do indivíduo. A vítima nessas circunstâncias torna-se ausente de emoção, perdendo seu estado natural nesse estágio da vida. A proposta desta pesquisa é verificar a possibilidade da biblioterapia auxiliar na recuperação psíquica, emocional e comportamental de crianças que porventura tenham sofrido situações de vulnerabilidade social. Para tanto, serão utilizadas as práticas de leitura como principal base deste processo de “tratamento”, levando-se em conta, ainda, outros fatores determinantes em que se buscam adequações e métodos específicos. As técnicas psicológicas que podem ser aplicadas num processo de biblioterapia (embora o bibliotecário não seja psicólogo) são enfatizadas, pois exercem papéis importantes nesse tipo de abordagem de “tratamento”, além do que há outros materiais coadjuvantes que funcionam como auxiliadores, tais como peças teatrais, musicais, danças e jogos entre outros importantes materiais que podem ser utilizados no auxílio à recuperação e processo de tratamento do indivíduo. Nota-se a importância e grande evolução do paciente neste tipo de procedimento, pois sendo os profissionais psicólogos e terapeutas partes significativas no tratamento, o Bibliotecário pode ser visto como um mentor que intermedia a situação por meio da indicação de materiais para acompanhamento e aplicação de técnicas da biblioterapia.


Letícia Maria Caetano
Orientador: Charlley Luz
Título do TCC: “O uso da taxonomia na busca e organização da informação audiovisual disponibilizada pela plataforma Netflix”.


Fonte: FESPSP Comunica.

A escolha do meu tema de TCC não foi nada fácil, foi quase tão difícil quanto o processo de escrever.

Desde que entrei na biblioteconomia, eu estava ansiosa pelas matérias de cunho tecnológico e sabia que meu tema deveria ser a respeito de algo nesse sentido. Nesse meio tempo, mudei de tema umas 3x mais ou menos, por fim, depois da ajuda do meu namorado e do meu orientador (que foi o único que entendeu efetivamente sobre o que eu queria falar rs) consegui fechar o tema e começar a escrever. 

Escrever sobre esse tema e tudo que o engloba foi um processo de muito aprendizado e muitos desafios, tudo era muito complexo, muito empolgante e muito novo para mim, pois apesar de ter visto algumas coisas na graduação, pesquisar e escrever sobre isso é algo que vai muito além, e mesmo sendo algo que eu gosto e que tinha muita curiosidade em saber como funciona, foi algo que me deu vontade de desistir também. 

Hoje estou muito feliz de ter realizado esse projeto, tenho a certeza de que o bibliotecário é capaz de atuar sim em ambientes orientados a tecnologia e estou com a sensação de dever cumprido.


Érika Cristina Souza Santos
Orientadora: Maria Rosa Crespo
Título do TCC: “Alternativas para estimulo à leitura: o caso das bibliotecas parque da cidade de São Paulo”.


Fonte: FESPSP Comunica.

O meu trabalho teve como objetivo, apresentar o que são Bibliotecas Parque e qual o conceito de Biblioteca Viva. Expor sobre a Biblioteca São Paulo e a Biblioteca Parque Villa-Lobos, e demonstrar quais foram as estratégias adotadas por essas unidades de informação para incentivar jovens a desenvolverem hábitos de leitura, utilizando materiais midiáticos como filmes, videogames e histórias em quadrinhos.

Achei muito interessante no meu trabalho apresentar o ato de ler em outros suportes que não fossem os livros, como é o caso dos filmes, videogames e HQs. Nos filmes, por exemplo, temos a leitura por movimento, nos Videogames, a leitura de interação e nas HQs a leitura por imagem. Pude constatar que muitos livros que foram adaptados para o cinema podem ser adotados como materiais para estimular a leitura. 

Com os videogames, há uma repercussão vinda do exterior, onde há bibliotecas públicas nos Estados Unidos que possuem Videogames e aplicam atividades dentro das unidades, tais atividades envolvem desde torneios até bate-papos, que se relacionam com estratégias de jogos. O videogame muitas vezes é visto como um malefício a seus praticantes, porém, há estudos que comprovam benefícios que os jogos trazem, além de estimular um segundo idioma. E por fim as HQs, que possuem em sua essência a arte sequencial e apresenta adaptações tanto de filmes quando de jogos eletrônicos e literaturas clássicas. 

Desenvolver um TCC com esta temática foi simplesmente incrível. Tive diversas dificuldades, principalmente na tradução de artigos e na adaptação de materiais para a realidade das bibliotecas públicas. Porém, foi uma experiência prazerosa, devido ao meu gosto pelos videogames e graças a este tipo de material, me tornei uma leitora. Apresentar meu TCC foi uma tarefa difícil, me senti muito nervosa, acho que todos estavam, mas correu tudo muito bem, conforme planejado. 
Consegui a aprovação da banca e foi simplesmente sensacional, sem dúvidas a melhor experiência que pude ter na FESP.


Leonela Souza de Oliveira
Orientadora: Maria das Mercês Pereira Apóstolo
Título do TCC: “O papel social e cultural da Biblioteca Pública na difusão da literatura afro-brasileira”.


Fonte: FESPSP Comunica.


No último dia 14 de dezembro de 2017, fiz minha apresentação do Trabalho de conclusão de curso - TCC intitulado “O papel social e cultural da biblioteca pública na difusão da literatura afro-brasileira”,sob a orientação da Prof.ª Esp. Maria das Mercês Pereira Apóstolo. A banca contou com presença das professoras: Tânia Callerago e Nádia Hommerding. Esta pesquisa foi desenvolvida ao longo deste ano.

Foi muito gratificante e emocionante apresentar o resultado desta pesquisa que trata deste tema tão emergente nas bibliotecas públicas que, ainda carece de discussão dentro da biblioteconomia.


Aldenira da Costa Souza
Orientadora: Valéria Valls
Título do TCC: “Inspirações biblioteconômicas: ideias para aproximar as bibliotecas de suas comunidades”.


Fonte: FESPSP Comunica.

Considero o momento de construção do TCC um dos mais marcantes que já vivi. Foi um mix de sentimentos: angustia quando as ideias não se materializavam na escrita, insatisfação quando não conseguia conciliar a vida acadêmica com a pessoal, perdas de sono e até de apetite - hashuashua 

Mas acima de tudo, de muita aprendizagem, amadurecimento... Quando, finalmente, terminamos e vemos que todo trabalho e abdicações valeram a pena, é indescritível, é o auge da alegria. De quebra, o fruto de todo esse esforço, o TCC propriamente, mostra-nos o quanto podemos superar desafios, expectativas, bem como reconhecer nosso próprio potencial.  

                                                    
Gabriel Justino de Souza
Orientador: José Mário Mendes
Título do TCC: “Da erudição à disseminação: uma imagem do bibliotecário construída através da literatura e série fantástica”.


Fonte: FESPSP Comunica.

O título do meu TCC é “Da erudição à disseminação: uma imagem do bibliotecário construída através da literatura e série fantástica”. Bom, é difícil explicar um tema desses e ainda mais de qual lugar surgiu a ideia, mas tudo começou no 4°semestre quando a professora Daniele Brene, ministrou-nos a aula de Metodologia, na qual tínhamos que elaborar um projeto de pesquisa para que ele posteriormente virasse o TCC (não obrigatoriamente, mas seria meio caminho andado, se assim acontecesse). Então me ocorreu: Como a imagem do bibliotecário é formada? 

Como a imagem é formada e a estabelecemos em nossas mentes? Ao explicar isso para a professora, frisando que não queria andar pela linha do estereótipo e do perfil, ela me apresentou o conceito da semiótica, que ajudaria a explicar e exemplificar aquilo que queria. 

Não foi um caminho fácil, levantar bibliografia, ver quem tinha falado sobre a construção da imagem sob o ponto de vista semiótico, qual não foi a minha surpresa ao descobrir que não havia ninguém que abordasse esse tema de construção de imagem através da semiótica. Aconteceu muita coisa até chegar ao Castelo Rá-Tim-Bum e a saga literária Beautiful Creatures.

Usei neste trabalho a linha de análise semiológica, explicitada por Peirce e sua composição da tríade signíca e o objeto do trabalho claro que não podia ser outro,se não, o bibliotecário. Traçando as concepções políticas, ideológicas e sociológicas do bibliotecário, para tanto, precisei fazer uma conceituação teórica trazendo à tona, teorias com relação a imagem, perpassando pelos clássicos gregos e como os bibliotecários foram vistos ao longo do tempo, para então analisar os personagens bibliotecários do Castelo e da saga Beautiful Creatures, chegando no ponto em que observamos como a sociedade vê o bibliotecário.

Gostaria de compartilhar com vocês o último parágrafo do meu TCC para encerrar este breve relato: 

“Esperamos que esta pesquisa possa contribuir com a desconstrução da imagem do bibliotecário, aquela que se forma principalmente através de signos como livros, leitura, inteligência, sábio e tantos outros signos atribuídos ao profissional. Não que essas imagens não sejam importantes. De forma alguma. São muito importantes, mas, desse modo, esperamos que outros signos possam agregar novas imagens e atributos que ajudem a construção e o reflexo atual da imagem do bibliotecário, a qual é muito maior do que alguém “sábio ou guardião”. Somos esse “alguém” que guarda, organiza, dissemina e ajuda os outros a encontrarem a informação que necessitam.”


Para conferirem as demais fotos com a cobertura de todos os TCC's da FaBCI apresentados, acessem a página do Facebook da FESPSP Comunica que é possível verificar todas as apresentações.



Para finalizar essa etapa, vamos ficar com uma poesia belíssima escrita pelo aluno Gabriel Justino, que se formou este ano, composta no dia do bibliotecário desse ano e que vem coroar essa etapa tão marcante da vida de todos os novos bibliotecários. PARABÉNS À TODOS!!!!



Fonte: Canal Ciências Criminais.


Bibliotecário

Além das estantes e do balcão,
Existe alguém que nos seus primórdios
Já foi chamado de guardião
O silêncio deve predominar no salão
E não deve ser perturbado, caso o faça,
Você será convidado a se retirar
Quando na verdade a convivência e troca de informações é o que deveria importar
Acham que ele só trabalha com os livros
Sempre com a cara fechada e mal-humorada
Essa é a visão que se têm da sociedade bibliotecária

A informação é o nosso trabalho
Estuda-la, trata-la, guarda-la e dissemina-la
Para o nosso destinatário
Promover o acesso à cultura e ao conhecimento através deste cenário,
Afinal de contas isso é que faz o ser bibliotecário.

Bibliotuber – Dicas para os formados de 2017. Por Sthéfani Paiva.

E continuando esse boletim mais que especial, temos a nossa Bibliotuber Sthéfani Paiva com um vídeo com super dicas para todos os formados da classe de 2017 da FaBCI, mas que de tão valiosas, servem para toda comunidade.


Não deixem de conferir e acima de tudo, colocar em prática afinal, que possamos ser sempre agentes de transformação da sociedade sem esquecer que deve começar por cada um de nós ;)

Acessem neste LINK: https://youtu.be/i38LQn4UKTI


VÍDEO NESTE LINK

Série: Era Uma Vez... Por Gabriel Justino de Souza.

Falar sobre sonhos é sempre muito prazeroso, pois envolve desejos, planos e metas que muitas vezes norteiam nossas vidas. E é notável que no final do ano esses pensamentos só aumentam, afinal, um novo ano está para se iniciar e com ele novas possibilidades.

É nesse clima que o Gabriel Justino (recém formado \o/), nos traz o seu último conto e que não poderia tratar de outro assunto senão, Sonhos

Aproveitem essa linda história e se inspirem ;)


Fonte: Freepik.


Sonhos (Parte 3)

Sei que faz um tempo que ando sumida e peço perdão por isso, mas as coisas não têm sido fáceis, nossos sonhos não são fáceis de serem alcançados, mas quando o conseguimos, é a melhor sensação do mundo, como quando chegamos ao topo da montanha e contemplamos a vista e percebemos que toda aquela escalada e jornada árdua valeu a pena.

Uma semana! Era tudo o que eu tinha para selecionar uma música, escolher apenas um trecho, e participar da audição individual para conseguir ingressar no Instituto de Dança Anna Pavlova. Gente que desafio, vocês já tentaram desenvolver uma coreografia de no máximo 2 minutos? Não é fácil não, primeiro você tem que escutar com atenção e imaginar quais os movimentos que se encaixariam naquele determinado trecho, aí você cria uma, duas, três, quatro sequências e percebe que se passaram apenas dez segundos, Nossa Senhora das Bailarinas Aflitas, me ajude a criar estes passos neste momento de desespero. Ainda bem que tenho o Kaká e a Marina ao meu lado para me ajudarem durante esse período.

Quando falamos de sonhos, as vezes esquecemos de compartilhar as dificuldades e lutas que passamos para alcançá-los, sempre sonhei em ser uma bailarina e sabia que o caminho não seria fácil, por isso, assim que Kaká, Marina e eu, chegamos do Instituto, sentamos para definir qual a melhor estratégia para que eu me saísse bem na audição. E foi definido o seguinte: eu teria que acordar as 05:30 da manhã treinar até 12:00, com um descanso de uma hora e depois treinar a música escolhida até as 22:00 da noite.Só que eu ainda tinha um problema: a música. 

Que música escolheria?Tinha que ouvir algumas, quando finalmente achei a música certa, era uma música que quando começava a tocar a celesta e o clarinete baixo, eu me sentia livre, já não me prendia mais no chão, meus pensamentos voavam criando os passos, assim como um lindo cisne que voa e pousa graciosamente sobre a superfície da água, a música escolhida foi um trecho do ballet “O Quebra Nozes” do “Tchai quem”, brincadeira, do Tchaikovsky, o trecho que escolhi foi o da Fada Açucarada.

Sabe qual era a parte mais difícil? Isso mesmo, acordar as 05 da matina, aí você deve se questionar, mas Sophi você não acorda às 05:30 para treinar? Infelizmente tenho que acordar um pouco mais cedo para me despertar e fazer alguns exercícios, se não iria acordar e não conseguiria me dedicar cem por cento a dança. O primeiro dia foi um dos mais difíceis, quando levantei parecia uma bailarina zumbi, mas a Marina me ajudou preparando a minha roupa do ensaio e Kaká já havia preparado meu café da manhã.Tenho que confessar uma coisa, nunca pensei que meus primos me ajudariam tanto, acho que antes de eu acreditar em mim mesma, eles acreditaram que eu era capaz e sempre me falavam isso, eles são meus irmãos que levarei para o resto da vida. Não sei o que seria da minha jornada sem eles. Chega, estou muito sentimental, como devem perceber. 

Me habituei a rotina no segundo dia de treinamento intenso, Marina e Kaká me ajudaram a corrigir a postura:

— Sophi, fique na ponta dos pés, olhe um pouco mais para cima.
— Mantenha a postura prima, Kaká tem razão, eleve um pouco a cabeça.

E assim as horas passavam, e eles iam me instruindo a seguir o ritmo da música, com a ponta dos meus pés e que eu deveria manter a minha postura, mesmo com o cansaço deveria manter o sorriso nos lábios, que deveria pular e ao aterrissar precisava parecer uma pena graciosa caindo sobre a água sem fazer ondulações. 

Nossa eram tantas dicas e correções que não sei como não me perdi, mas quando fazemos aquilo que amamos, nada mais importa, aquilo te torna melhor, uma pessoa melhor, um mundo no qual você entra e sente que o transforma por simplesmente estar ali e que pode transformar a vida das pessoas quando elas deixarem ser tocadas por essa sensibilidade, de alguma forma eu sentia que podia expressar isso, meus pés doíam, claro que sim, mas eu não ligava, quando olhava para os meus primos e via o sorriso e olhar de orgulho deles ao sentirem as emoções que passavam com aquela simples dança, eu me alegrava ainda mais e esquecia o cansaço e minhas energias eram renovadas e continuava a me dedicar sem parar.

A semana passou e o dia do teste estava chegando, eu andava muito nervosa pois não sabia como os jurados iriam me avaliar, foi um misto de sentimentos: apreensão, nervosismo, medo, euforia, alegria e principalmente saudades, mesmo sendo tão bem cuidada pelos meus tios e meus primos ainda sentia um aperto no peito quando me lembrava de minha mãe e do pai que estavam lá naquela cidadezinha do interior, consegui matar um pouco da minha saudade quando recebi a ligação de mamãe um dia antes do teste:

— Ohhh minha filha, que saudades eu tenho, de vê-la fazendo suas estripulias aqui em casa. Sei que amanhã é o grande dia e também sei o quanto você é capaz de conseguir essa bolsa e aprimorar seus talentos, saiba que gostaria muito de te acompanhar e de te abraçar quando receberes a notícia que foi aprovada, mas você sabe das nossas condições e que nem eu e nem seu pai poderíamos ir para a cidade grande agora. Sophia minha menina, estou tão orgulhosa de você, cresceu tão rápido que se transformou numa adulta tão linda, em todos os sentidos. Boa sorte minha filha e reforço mais uma vez para que você nunca se esqueça: te amo. Eu e seu pai te amamos e lembre-se que nossos corações estarão onde você estiver.

Eu não conseguia nem falar e responder minha mãe, as lágrimas escorriam pela minha face, enquanto ouvia o apoio que ela e papai me davam. Isso sem dúvidas só renovou minhas energias para o dia tão temido do teste. Gostaria que ela estivesse aqui, mas como ela não poderia, tinha que me contentar com aquela ligação. Iria mostrar para os jurados como é que se dança com o coração.

O dia finalmente chegou, e para não passar o que passei na última vez, me programei melhor, caso a luz acabasse eu tinha um carregador portátil de emergência, estou prevenida agora. O despertador tocou, o dia já começava a despontar junto com minha ansiedade, tomei um banho me arrumei e fui para cozinha tomar meu café da manhã junto aos meus primos que já me esperavam. Seguimos em direção ao ponto de ônibus para chegar ao Instituto, mas como diz o ditado: “estava bom demais para ser verdade”, o ônibus demorou muito e quando veio, estava lotado. E mais uma vez as minhas peripécias na cidade grande recomeçavam, eu quase atrasada pela demora do ônibus me vi socada nele, cheio de gente, mas olhei pelo lado bom

— Prima, sabe qual é a melhor coisa desse ônibus lotado?
— Não.  — Respondeu-me Marina.
— Não preciso fazer os exercícios de alongamento, já que estou a fazer neste momento.
Aquilo parecia um exercício de yoga, nunca tinha entrando num ônibus assim, mas fazer o quê? É a vida. Nem o vendedor dos salgadinhos Mimi, conseguiu entrar dessa vez. Pelo menos não passaria mais vergonha com os vendedores ambulantes. Foram uns 30 minutos naquele aperto, até chegarmos ao nosso ponto e caminhamos rumo aquele fantástico prédio.

Em frente ao prédio se encontra uma fonte com água jorrando, lindo de se ver, a fachada do prédio tem imensas colunas em estilo coríntio, ao adentrarmos encontramos o hall principal com um pé direito muito alto e uma escada de mármore que nos levam até as salas de aula, e foi em uma dessas salas que ocorreu meu teste, poderia ficar horas descrevendo a beleza e imensidão desse lugar, mas creio que nem eu mesma vi tudo ainda. A sala era linda, o chão revestido de madeira com tratamento especial para que não tropeçássemos, as paredes cobertas por espelhos e em frente a eles, barras para que nos apoiássemos. Quase cheguei atrasada, mas tinha que manter minha postura desde agora frente aquelas figuras que já estavam sentadas na mesa de avaliação.

— Você deve ser a Sophia. O que preparou para nós?
— Bom dia, eu preparei um trecho do ballet “O Quebra-Nozes” de Tchaikovsky, que é o trecho da Fada Açucarada.
— Muito bem Sophia, você tem até dois minutos para se apresentar e para que nós a avaliemos.

Respirei fundo. Olhei para a porta que estava fechada e imaginei Kaká e Marina torcendo por mim. Foi quando a celesta começou a tocar e me coloquei na ponta dos pés que me dei conta de que meu corpo já estava embalado e sendo levado pela música. Só conseguia me lembrar de cada passo ensaiado durante horas a fio, cada ponta de pé, cada giro que dava, cada vez que movimentava minhas mãos. Já não era eu quem dançava ali, mas meu coração comandava a sincronia das batidas com cada movimento preciso que eu dava, neste momento até esqueci que estava sendo avaliada, simplesmente dancei e tentei expressar meus sentimentos ali. Quando terminei os jurados me pareciam sérios, mas ao mesmo tempo satisfeitos, foi então que aplaudiram minha performance.

— Parabéns Sophia, nós três avaliamos você, e vemos que você tem talento. Um diamante bruto a ser lapidado. É com enorme prazer que informamos que você está aprovada no teste de dança e vai ser uma honra tê-la como uma de nossas alunas. Seja bem-vinda ao Instituto de Dança Anna Pavlova. 

Saí sem chão de lá, e encontrei Kaká e Marina sentados quando dei um pulo de alegria e informei que tinha passado. Pulamos juntos, ligamos para os meus tios, para os meus pais e informamos que eu tinha ido muito bem no teste e que faria minha matrícula daqui alguns dias. E foi o que fiz passado alguns dias, e estou nessa loucura de ensino integral me dedicando aquilo que eu mais gosto que é dançar.

Sabe uma vez eu ouvi dizer que um sonho pode ser alcançado quando nos dedicamos para que isso aconteça, se não ele permaneceria apenas um sonho, destinado a ser remoído na minha cabeça e nas minhas lembranças. A dança me faz acreditar que o sonho de me tornar uma bailarina e brilhar nos palcos dos grandes teatros do mundo, mesmo que distante, era possível.

Nunca desista de seus sonhos, afinal, são eles que nos movem, eles que nos fazem ser quem somos. Se você se dedicar aquilo que você ama com certeza, seus sonhos serão alcançados. Ainda tenho muito o que treinar para me tornar uma bailarina profissional e chegar em uma companhia de dança, mas essa é uma outra história, porque terei um longo caminho para percorrer e chegar lá. Nos vemos por aí, pelos palcos, pelos teatros, pelas ruas da cidade e quem sabe você não me vê ingressando na companhia de dança. Até lá, terei outras história e peripécias para te contar. Mas por enquanto fica meu abraço para todos vocês que me acompanharam. Beijinhos e abraços de sua querida Sophia.