domingo, dezembro 24, 2017

Final do Ano Letivo, Despedida da MC 2017 e Apresentação da nova Monitora Científica.


E chegamos ao final do ano de 2017. Ano de muitas mudanças, eventos, lutas, superações e porque não dizer, vitórias e realizações. 
E antes de falar sobre o fim desse ano letivo, já deixo a Elvira com os votos de um ano novo repleto de realizações a todos.



Bom, aos alunos do segundo semestre, o primeiro terço da graduação foi vencido e estão se preparando para adentrar de forma mais profunda no contexto da Biblioteconomia e CI no próximo ano, e que seja com muita força de vontade e disposição para as novidades que irão ter contato.

A galera do quarto semestre, já iniciou o grande desafio do ano que se aproxima com a elaboração do Projeto do TCC, descansem bastante nessas férias, pois irão precisar de todas as energias para essa batalha (até mesmo guerra, rsrsrs, mas uma das mais gratificantes que lutarão), mas que com certeza vencerão com honras, sem esquecer que têm que dar conta de todas as outras disciplinas do currículo, é a hora de aflorar os super heróis e heroínas que existe dentro de cada um, rsrsrsrs FORÇA o/

Aos professores, fica a sensação de dever cumprido, mas o pensamento no planejamento do próximo ano afinal, parece que professor não pára nunca né?! Rsrsrs A missão com toda certeza foi cumprida de forma magistral como essa equipe de docentes da FaBCI igualmente é.

Á todos os merecidos PARABÉNS pela conclusão com êxito de mais este ano letivo, podendo repensar o que precisa ser melhorado para o que virá, e com aquela nostalgia dos momentos bons passados neste ano que ficarão marcados em cada um.
E CLARO, não poderia deixar de falar nesse post de despedida da querida turma de guerreiros vitoriosos do 6º Semestre, e aqui peço licença aos leitores para quase que literalmente “rasgar” o meu coração, já que faço parte desse grupo, e à partir daqui escrever de forma pessoal.

Foi um ano super intenso para todos, realmente desenvolver um TCC não é brincadeira não minha gente, mas como se pôde conferir na matéria sobre a cobertura dos TCC’s 2017, todos cruzaram a linha de chegada e subiram ao pódio como vencedores, com trabalhos maravilhosos e que coroaram essa trajetória tão árdua, muitas vezes difícil e com percalços, mas com toda certeza que deixou um sentimento de REALIZAÇÃO. E que venham novos desafios, eu acredito muito em cada um para fazer a diferença em nossa profissão.

E nesse clima de despedidas saudosistas ao extremo, eu sei que sou mega sentimental, mas, por favor, relevem por todas as despedidas e os sentimentos que o final do ano trazem naturalmente (ufa, acho que me defendi bem hein, rsrs), me despeço não só da faculdade mas também da Monitoria Científica, minha querida MC, que estive à frente neste ano de 2017.

Para terem conhecimento de alguns números desse ano, foram: 40 boletins; 170 matérias que contaram com a participação de 68 voluntários.

Foi um ano em que tive que me superar em várias áreas, aprender sobre tantos assuntos que nem tinha ideia que teria contato, tirar fôlego e forças de onde às vezes nem sabia que ainda tinha, pois enfrentar essa peleja junto com o TCC e as outras matérias de ambos os semestres, não foi nada fácil, mas de uma alegria e satisfação ímpares que só foram possíveis graças primeiramente à Deus, que para mim é o autor de toda a minha história, tudo é por ele e para Ele, e à todos os colaboradores, em especial, a minha amada Equipe de Monitores Voluntários Fixa (VOCÊS SÃO DEMAIS), que nunca me deixou sozinha.

Agradeço de coração a cada um que colaborou com a MC neste ano, alunos, professores, funcionários, egressos e convidados.

De maneira particular, não há como deixar de falar da Prof. Valéria Valls, meu muito obrigada por ter confiado esse lindo projeto de sucesso em minha mãos tão inexperientes, acreditando em mim quando nem eu mesma acreditava tanto assim. Sou grata por toda parceria, paciência, generosidade e amizade, foi uma honra ter tido essa oportunidade de trabalhar de perto com você, poder aprender e conhecer um pouco mais, ganhando o título de “Mulher Maravilha”, mais que merecido.

Bom, acho que já falei (escrevi) bastante, ademais, quero dar às boas vindas a nova monitora Marina Chagas, que vocês podem conferir um pouco sobre sua história neste mesmo boletim com a matéria para a série: #PorqueEscolhiBiblio.

Parabéns e que em 2018 a MC continue com força total, muito sucesso e que Deus a abençoe imensamente nesta nova fase. Pode contar comigo, você já sabe, e acima de tudo, seja muito feliz, conheça novas ferramentas e acima de tudo, novas pessoas que fazem todo o trabalho ser cada vez mais especial e apaixonante, como foi para mim.

E assim terminamos a gestão da MC 2017, espero que tenham gostado, que eu tenha conseguido contribuir um pouco com essa história, o que foi uma honra incomensurável participar e que acima de todos os protocolos, rotinas e demandas, eu busquei realizar com paixão e por acreditar que somente de forma colaborativa ele seria possível, e que bom que Deus não me deixou sozinha nessa e me deu várias pessoas maravilhosas que serei sempre grata.

Fiquem com algumas fotos da trajetória da MC 2017 da qual sentirei muita saudade mas lembrarei sempre com muito carinho.













UM FELIZ NATAL PARA TODOS E UM PRÓSPERO ANO NOVO!!!

Se Liga FaBCI- Relatos da Semana de Defesa dos TCC's 2017.


E a semana de 11/12 à 14/12 desse ano foi simplesmente uma grande e maravilhosa loucura. Estamos falando sobre a semana de defesa dos TCC’s da FaBCI que deixou à todos em polvorosos, o que não era para menos.


Fonte: Site Universia Brasil.


Para falar um pouco sobre como foi essa saga, teremos as contribuições da Professora Maria Rosa Crespo (coordenadora do TCC) e de alguns alunos que passaram por essa intensa mas gratificante experiência que são: Regina Grein; Daniela Correia; Irani Amaro; Alessandra Moyses; Letícia Caetano; Érika Santos; Leonela de Oliveira, Aldenira Souza e Gabriel Justino. Muito obrigada pela generosa colaboração de cada um ;)

A MC parabeniza a todos os envolvidos: professores (vocês foram sensacionais); aos familiares, amigos e colegas com o apoio essencial e em especial à todos os agora formados 2017. Muito SUCESSO e FELICIDADES à todos.


Profª Maria Rosa Crespos
Coordenadora do TCC

 Professores chegando para as bancas
Fonte: Página do Facebook da Prof. Valéria Valls.


Pois é. Pode parecer que tudo aconteceu em uma semana, mas não é bem assim. O processo começa bem antes, no primeiro semestre, quando determinamos o orientador e os pareceristas e marcamos a entrega do material inicial para a pré-banca. A coisa toda vai tomando forma por volta de outubro quando alguns alunos desistem, deixam para outro ano com mais condição e tempo, e outros continuam firmes, apesar das dificuldades, do cansaço e da vontade de sair correndo.

Quando chega novembro, é hora de entregar o TCC pronto e aí é que a coisa esquenta.
A partir da entrega já começamos a planejar as bancas, dias e horários em que cada professor pode comparecer, como orientador e como parecerista. Essa parte é a que dá mais trabalho, mas este ano contamos com a valiosa ajuda de duas alunas do 4º. Semestre, a Victtória Victorino e a Vanessa Paulino que construíram a primeira versão da planilha, considerando os impedimentos e compromissos que os professores foram nos informando. 

Este ano o desafio foi maior devido à quantidade de trabalhos. Foram 47 bancas, com uma hora de duração, realizadas em quatro dias, nos períodos matutino e noturno. Uma verdadeira maratona. Mas os professores da FaBCI e da pós graduação são companheiros e contribuíram de forma fantástica para que tudo corresse de acordo com o previsto. Também contamos com a colaboração de professores da Sociologia: a Prof. Carla Diéguez como orientadora e parecerista, a Prof. Eliana Asche e a Prof. Stella Cristina, como pareceristas; e também o Prof. Paulo Silvino, que agora é nosso. 

Professores aos final das Bancas
Fonte: Página do Facebook da Prof. Valéria Valls.


Mas o verdadeiro show foi dos alunos porque os TCCs e as apresentações superaram expectativas e as notas foram muito boas, em sua grande maioria. É nessa hora que eu vivencio com emoção aquilo em que mais acredito: a Educação como ação transformadora do ser humano. Uma maravilha!


Regina Célia Marangoni Grein
Orientador: Wanderson Scapechi
Título do TCC: “O bibliotecário e a Web: o desenvolvimento de competências profissionais para novos espaços de atuação”.


Fonte: FESPSP Comunica.

O meu TCC abordou o tema, “O bibliotecário e a Web: o desenvolvimento de competências profissionais para novos espaços de atuação”. O desenvolvimento da pesquisa foi desafiador, afinal, foi necessário falar de busca por novas competências para atuação na Web, e tanto a literatura quanto a população estudada concordam que primeiramente é necessário que haja uma “mudança de modelo mental” com relação as novas tecnologias e as aplicações na Web. Percebeu-se que o profissional bibliotecário, conforme enfatiza a literatura, precisa de conhecimento, habilidade e atitude. A competência mais importante para atuar na Web apontada pelos entrevistados, foi de ordem atitudinal, ou seja, buscar educação continuada, estar aberto as mudanças, como forma de mudança de modelo mental. 

A defesa perante a banca, se deu de forma tranquila e entendo que somente quando apresentamos o TCC é que percebemos o quanto crescemos em conhecimento. Obtive uma boa nota e o feedback foi muito bom, algumas correções serão necessárias. Na verdade, acabou sendo um prazer apresentar o TCC, é claro que há uma insegurança inicial, mas quando se começa a falar tudo flui.

O TCC não deve ser encarado como “bicho papão”, ao contrário deve-se escolher um tema de interesse pessoal dentro da área da Biblioteconomia e Ciência da Informação, algo que gere uma inquietação ou uma curiosidade, e a partir daí trabalhar em parceria com o orientador.


Daniela de Oliveira Correia
Orientadora: Isabel Ayres
Título do TCC: “Acervo musical: desafios na organização e representação de partituras".

Fonte: FESPSP Comunica.


Todo processo de elaboração do TCC foi intenso, além de todos os trabalhos das demais disciplinas do semestre (que não foram poucos), eu ainda estava envolvida com a MC, então para conseguir desenvolver tudo o que planejei na minha pesquisa, tive que “rebolar” bastante, rsrsrs para conciliar tudo e confesso que literalmente “virar” algumas noites, mas também porque não segui9 a risca o cronograma que havia planejado, esse é um dos conselhos que super deixo: SIGAM O CRONOGRAMA, pois desse modo com toda certeza as coisas correrão de forma mais orgânica e tranquila, o que não foi meu caso mesmooo, rsrsrs

E foi assim, vivendo “perigosamente” com os prazos e com a adrenalina a mil que fui elaborando cada parte do meu TCC. Os TCC’s dos colegas que haviam se formado ajudaram bastante na estrutura e claro que o auxílio e apoio da minha orientadora e de todos os professores e colegas, o que foi muito legal desde o início do processo, onde cada um sempre ia colaborando com o tema do outro.

O meu tema falou sobre a organização e representação de partituras pela visão do bibliotecário, identificando os desafios enfrentados com o tratamento dessa informação tão particular e especializada. Para tal, apresentei as experiências de instituições referências na cidade de São Paulo: o arquivo musical da OSESP e a biblioteca da ECA-USP, além da minha experiência pessoal no acervo musical do Instituto Baccarelli, onde trabalho.

Ademais, após a entrega final do TCC, que ocorreu no dia 23/11/17, a apresentação, ou seja, sua defesa, foi algo que concentrou um mix de sentimentos, no meu caso que apresentei no último dia, ver todos os meus amigos passando por esse momento, ia me dando mais ansiedade. Quando chegou o grande dia, depois de tanto ensaiar em cima dos slides que preparei, é notável que assim que comecei a falar tudo flui de forma bem natural, afinal, estava falando sobre minha criação que estava sendo gerada há um bom tempo.

A sensação de dever cumprido ao ouvir a tão sonhada frase: VOCÊ ESTÁ APROVADA! É indescritível e só tenho a agradecer.


Irani Aparecida Natal Amaro Irani Aparecida Natal Amaro
Orientadora: Daniele Brene
Título do TCC: “Arquitetura da informação: uma nova perspectiva para o profissional bibliotecário”.


Fonte: FESPSP Comunica.


Grupo do TCC: Irani Aparecida Natal Amaro, Elisabete de Araujo Moreira e Valéria Alexandre de Oliveira.

Tema: Arquitetura da Informação: uma nova perspectiva para o bibliotecário.

"A arquitetura é a arte/técnica para projetar e construir ambientes. A arquitetura da informação também!" (CAMARGO; VIDOTTI, 2011)

 Assim, Arquitetura da Informação considera-se como o estudo da organização da informação. Possibilita ao usuário localizar uma pesquisa e adquirir um maior entendimento. Dessa maneira define-se que o bibliotecário e o profissional da Arquiteto da Informação trabalhem em equipe, sendo profissionais mediadores da informação.

Ps. 
Trabalhamos em grupo e foi muito interessante. Desde o começo houve harmonia e cumplicidade. Houve colaboração mútua e sempre respeitamos as opiniões. Quando sentíamos que alguma das participantes do grupo estava com dificuldades, com dúvidas uma auxiliava a outra e vice versa. Foi uma experiência muito positiva. 


Alessandra Moyses / Andréia do Carmo Moyses
Orientador: José Mário Mendes
Título do TCC: “A biblioterapia aplicada em crianças em situação de vulnerabilidade social”.

Fonte: FESPSP Comunica.


Segue abaixo o resumo do nosso TCC.

O presente trabalho tem por objetivo apresentar a prática de Biblioterapia aplicada em crianças em situação de vulnerabilidade social. A Biblioterapia é um método terapêutico que auxilia no processo de desenvolvimento das emoções e sentimentos do indivíduo, com o qual buscamos, por meio desta pesquisa, fundamentar ações para lidar com as questões de crianças em situação de vulnerabilidade social. A violência contra a criança ainda é fato comprovado e real no mundo atual, sendo um dos problemas mais abrangentes e gerador de grandes consequências por muitas vezes irreparáveis até mesmo na vida adulta do indivíduo. A vítima nessas circunstâncias torna-se ausente de emoção, perdendo seu estado natural nesse estágio da vida. A proposta desta pesquisa é verificar a possibilidade da biblioterapia auxiliar na recuperação psíquica, emocional e comportamental de crianças que porventura tenham sofrido situações de vulnerabilidade social. Para tanto, serão utilizadas as práticas de leitura como principal base deste processo de “tratamento”, levando-se em conta, ainda, outros fatores determinantes em que se buscam adequações e métodos específicos. As técnicas psicológicas que podem ser aplicadas num processo de biblioterapia (embora o bibliotecário não seja psicólogo) são enfatizadas, pois exercem papéis importantes nesse tipo de abordagem de “tratamento”, além do que há outros materiais coadjuvantes que funcionam como auxiliadores, tais como peças teatrais, musicais, danças e jogos entre outros importantes materiais que podem ser utilizados no auxílio à recuperação e processo de tratamento do indivíduo. Nota-se a importância e grande evolução do paciente neste tipo de procedimento, pois sendo os profissionais psicólogos e terapeutas partes significativas no tratamento, o Bibliotecário pode ser visto como um mentor que intermedia a situação por meio da indicação de materiais para acompanhamento e aplicação de técnicas da biblioterapia.


Letícia Maria Caetano
Orientador: Charlley Luz
Título do TCC: “O uso da taxonomia na busca e organização da informação audiovisual disponibilizada pela plataforma Netflix”.


Fonte: FESPSP Comunica.

A escolha do meu tema de TCC não foi nada fácil, foi quase tão difícil quanto o processo de escrever.

Desde que entrei na biblioteconomia, eu estava ansiosa pelas matérias de cunho tecnológico e sabia que meu tema deveria ser a respeito de algo nesse sentido. Nesse meio tempo, mudei de tema umas 3x mais ou menos, por fim, depois da ajuda do meu namorado e do meu orientador (que foi o único que entendeu efetivamente sobre o que eu queria falar rs) consegui fechar o tema e começar a escrever. 

Escrever sobre esse tema e tudo que o engloba foi um processo de muito aprendizado e muitos desafios, tudo era muito complexo, muito empolgante e muito novo para mim, pois apesar de ter visto algumas coisas na graduação, pesquisar e escrever sobre isso é algo que vai muito além, e mesmo sendo algo que eu gosto e que tinha muita curiosidade em saber como funciona, foi algo que me deu vontade de desistir também. 

Hoje estou muito feliz de ter realizado esse projeto, tenho a certeza de que o bibliotecário é capaz de atuar sim em ambientes orientados a tecnologia e estou com a sensação de dever cumprido.


Érika Cristina Souza Santos
Orientadora: Maria Rosa Crespo
Título do TCC: “Alternativas para estimulo à leitura: o caso das bibliotecas parque da cidade de São Paulo”.


Fonte: FESPSP Comunica.

O meu trabalho teve como objetivo, apresentar o que são Bibliotecas Parque e qual o conceito de Biblioteca Viva. Expor sobre a Biblioteca São Paulo e a Biblioteca Parque Villa-Lobos, e demonstrar quais foram as estratégias adotadas por essas unidades de informação para incentivar jovens a desenvolverem hábitos de leitura, utilizando materiais midiáticos como filmes, videogames e histórias em quadrinhos.

Achei muito interessante no meu trabalho apresentar o ato de ler em outros suportes que não fossem os livros, como é o caso dos filmes, videogames e HQs. Nos filmes, por exemplo, temos a leitura por movimento, nos Videogames, a leitura de interação e nas HQs a leitura por imagem. Pude constatar que muitos livros que foram adaptados para o cinema podem ser adotados como materiais para estimular a leitura. 

Com os videogames, há uma repercussão vinda do exterior, onde há bibliotecas públicas nos Estados Unidos que possuem Videogames e aplicam atividades dentro das unidades, tais atividades envolvem desde torneios até bate-papos, que se relacionam com estratégias de jogos. O videogame muitas vezes é visto como um malefício a seus praticantes, porém, há estudos que comprovam benefícios que os jogos trazem, além de estimular um segundo idioma. E por fim as HQs, que possuem em sua essência a arte sequencial e apresenta adaptações tanto de filmes quando de jogos eletrônicos e literaturas clássicas. 

Desenvolver um TCC com esta temática foi simplesmente incrível. Tive diversas dificuldades, principalmente na tradução de artigos e na adaptação de materiais para a realidade das bibliotecas públicas. Porém, foi uma experiência prazerosa, devido ao meu gosto pelos videogames e graças a este tipo de material, me tornei uma leitora. Apresentar meu TCC foi uma tarefa difícil, me senti muito nervosa, acho que todos estavam, mas correu tudo muito bem, conforme planejado. 
Consegui a aprovação da banca e foi simplesmente sensacional, sem dúvidas a melhor experiência que pude ter na FESP.


Leonela Souza de Oliveira
Orientadora: Maria das Mercês Pereira Apóstolo
Título do TCC: “O papel social e cultural da Biblioteca Pública na difusão da literatura afro-brasileira”.


Fonte: FESPSP Comunica.


No último dia 14 de dezembro de 2017, fiz minha apresentação do Trabalho de conclusão de curso - TCC intitulado “O papel social e cultural da biblioteca pública na difusão da literatura afro-brasileira”,sob a orientação da Prof.ª Esp. Maria das Mercês Pereira Apóstolo. A banca contou com presença das professoras: Tânia Callerago e Nádia Hommerding. Esta pesquisa foi desenvolvida ao longo deste ano.

Foi muito gratificante e emocionante apresentar o resultado desta pesquisa que trata deste tema tão emergente nas bibliotecas públicas que, ainda carece de discussão dentro da biblioteconomia.


Aldenira da Costa Souza
Orientadora: Valéria Valls
Título do TCC: “Inspirações biblioteconômicas: ideias para aproximar as bibliotecas de suas comunidades”.


Fonte: FESPSP Comunica.

Considero o momento de construção do TCC um dos mais marcantes que já vivi. Foi um mix de sentimentos: angustia quando as ideias não se materializavam na escrita, insatisfação quando não conseguia conciliar a vida acadêmica com a pessoal, perdas de sono e até de apetite - hashuashua 

Mas acima de tudo, de muita aprendizagem, amadurecimento... Quando, finalmente, terminamos e vemos que todo trabalho e abdicações valeram a pena, é indescritível, é o auge da alegria. De quebra, o fruto de todo esse esforço, o TCC propriamente, mostra-nos o quanto podemos superar desafios, expectativas, bem como reconhecer nosso próprio potencial.  

                                                    
Gabriel Justino de Souza
Orientador: José Mário Mendes
Título do TCC: “Da erudição à disseminação: uma imagem do bibliotecário construída através da literatura e série fantástica”.


Fonte: FESPSP Comunica.

O título do meu TCC é “Da erudição à disseminação: uma imagem do bibliotecário construída através da literatura e série fantástica”. Bom, é difícil explicar um tema desses e ainda mais de qual lugar surgiu a ideia, mas tudo começou no 4°semestre quando a professora Daniele Brene, ministrou-nos a aula de Metodologia, na qual tínhamos que elaborar um projeto de pesquisa para que ele posteriormente virasse o TCC (não obrigatoriamente, mas seria meio caminho andado, se assim acontecesse). Então me ocorreu: Como a imagem do bibliotecário é formada? 

Como a imagem é formada e a estabelecemos em nossas mentes? Ao explicar isso para a professora, frisando que não queria andar pela linha do estereótipo e do perfil, ela me apresentou o conceito da semiótica, que ajudaria a explicar e exemplificar aquilo que queria. 

Não foi um caminho fácil, levantar bibliografia, ver quem tinha falado sobre a construção da imagem sob o ponto de vista semiótico, qual não foi a minha surpresa ao descobrir que não havia ninguém que abordasse esse tema de construção de imagem através da semiótica. Aconteceu muita coisa até chegar ao Castelo Rá-Tim-Bum e a saga literária Beautiful Creatures.

Usei neste trabalho a linha de análise semiológica, explicitada por Peirce e sua composição da tríade signíca e o objeto do trabalho claro que não podia ser outro,se não, o bibliotecário. Traçando as concepções políticas, ideológicas e sociológicas do bibliotecário, para tanto, precisei fazer uma conceituação teórica trazendo à tona, teorias com relação a imagem, perpassando pelos clássicos gregos e como os bibliotecários foram vistos ao longo do tempo, para então analisar os personagens bibliotecários do Castelo e da saga Beautiful Creatures, chegando no ponto em que observamos como a sociedade vê o bibliotecário.

Gostaria de compartilhar com vocês o último parágrafo do meu TCC para encerrar este breve relato: 

“Esperamos que esta pesquisa possa contribuir com a desconstrução da imagem do bibliotecário, aquela que se forma principalmente através de signos como livros, leitura, inteligência, sábio e tantos outros signos atribuídos ao profissional. Não que essas imagens não sejam importantes. De forma alguma. São muito importantes, mas, desse modo, esperamos que outros signos possam agregar novas imagens e atributos que ajudem a construção e o reflexo atual da imagem do bibliotecário, a qual é muito maior do que alguém “sábio ou guardião”. Somos esse “alguém” que guarda, organiza, dissemina e ajuda os outros a encontrarem a informação que necessitam.”


Para conferirem as demais fotos com a cobertura de todos os TCC's da FaBCI apresentados, acessem a página do Facebook da FESPSP Comunica que é possível verificar todas as apresentações.



Para finalizar essa etapa, vamos ficar com uma poesia belíssima escrita pelo aluno Gabriel Justino, que se formou este ano, composta no dia do bibliotecário desse ano e que vem coroar essa etapa tão marcante da vida de todos os novos bibliotecários. PARABÉNS À TODOS!!!!



Fonte: Canal Ciências Criminais.


Bibliotecário

Além das estantes e do balcão,
Existe alguém que nos seus primórdios
Já foi chamado de guardião
O silêncio deve predominar no salão
E não deve ser perturbado, caso o faça,
Você será convidado a se retirar
Quando na verdade a convivência e troca de informações é o que deveria importar
Acham que ele só trabalha com os livros
Sempre com a cara fechada e mal-humorada
Essa é a visão que se têm da sociedade bibliotecária

A informação é o nosso trabalho
Estuda-la, trata-la, guarda-la e dissemina-la
Para o nosso destinatário
Promover o acesso à cultura e ao conhecimento através deste cenário,
Afinal de contas isso é que faz o ser bibliotecário.

Bibliotuber – Dicas para os formados de 2017. Por Sthéfani Paiva.

E continuando esse boletim mais que especial, temos a nossa Bibliotuber Sthéfani Paiva com um vídeo com super dicas para todos os formados da classe de 2017 da FaBCI, mas que de tão valiosas, servem para toda comunidade.


Não deixem de conferir e acima de tudo, colocar em prática afinal, que possamos ser sempre agentes de transformação da sociedade sem esquecer que deve começar por cada um de nós ;)

Acessem neste LINK: https://youtu.be/i38LQn4UKTI


VÍDEO NESTE LINK

MC Traduções: Uso de informações científicas e conflitos de interesse em democracia. Por Leonardo Ragacini.

Segue mais um artigo traduzido do italiano pelo ex-aluno Leonardo Ragacini. Vejam que interessante essa discussão para todos nós que lidamos prioritariamente com informação.





Autor: Vineis, Paolo

Artigo original em italiano:


Resumo: Conflitos de interesse são definidos como situações em que um objetivo principal (como a saúde individual ou coletiva) entra em conflito com um objetivo secundário. Os conflitos de interesse surgem por várias razões e em diferentes circunstâncias: não só em relação aos lucros privados, mas também por razões relacionadas a cargos profissionais ou sociais. 

Os conflitos de interesse são muito comuns e exigem maior conscientização nas sociedades democráticas que buscam objetivos primários, como saúde e informações independentes. O papel crescente da indústria privada orientada para o lucro e as interações entre empresas privadas e instituições públicas de pesquisa (por exemplo, na pesquisa sobre drogas ou fontes alternativas de energia) exigem que o papel de salvaguarda do estado seja fortalecido. 

As instituições estatais, no entanto, podem ser afetadas por conflitos de interesse. A divulgação simples de conflitos é necessária, mas não é suficiente para enfrentá-los. Esses temas são discutidos no artigo referente a dois exemplos recentes:

Introdução
A questão dos conflitos de interesse na pesquisa médica tem sido recentemente debatida em referência a numerosos exemplos de saúde clínica e pública.1 O conflito de interesse é definido por uma situação em que um fim primário (geralmente, nos exemplos que consideramos, saúde individual ou coletiva) confunde - materialmente ou potencialmente - com um final secundário (por exemplo, a realização de um lucro, mas não só). Neste artigo, considerarei várias circunstâncias, além da mais comum de lucro, onde surgem conflitos de interesse. Minha tese é que o conflito de interesses é comum, penetrante - além dos casos "canônicos" - e exige uma crescente conscientização.

Definições de conflito de interesses
Considere algumas definições comumente aceitas. O recente Epidemiology Dictionary2 fornece a seguinte definição: "Competindo a objetividade de uma pessoa quando essa pessoa tem um interesse constituído. Ocorre quando uma pessoa pode se beneficiar de um financiamento ou outro (promoção, prestígio) de alguns aspectos de uma pesquisa ou outra atividade profissional. Conflitos de interesse não se limitam ao contexto da pesquisa [...].

De acordo com esta definição e similares, o conflito de interesses implica não só ter dois empregadores ao mesmo tempo, um público e um privado, mas tendo dois objetivos conflitantes em seus negócios. A indústria pode ou não ter um propósito de saúde pública (por exemplo, produzir vacinas eficazes), mas este não é o principal objetivo de (legitimamente) alcançar um lucro. O termo "legitimamente" merece ser enfatizado: não há nada de errado com o lucro (que é uma parte ineliminável das sociedades liberais em que vivemos); O que está errado é a falta de consciência de que não pode ser - e muitas vezes não é - um fim consistente com os interesses gerais da sociedade. 

É o papel do estado - deve ser lembrado - garantir que o fim principal seja respeitado, e, portanto, exercem uma multiplicidade de medidas de controle: sobre as necessidades da população, sobre as forças do mercado, sobre a qualidade dos produtos, e assim por diante. Por termo, quero dizer, todas as instituições cujo objetivo é regular o funcionamento da sociedade como um todo, incluindo a proteção dos cidadãos contra ameaças à sua saúde. Dadas as múltiplas funções do estado, podem surgir conflitos de interesse quando, por exemplo, uma pesquisa em saúde é encomendada pelo Ministério da Defesa, cujo principal objetivo não é a saúde. Por termo, quero dizer, todas as instituições cujo objetivo é regular o funcionamento da sociedade como um todo, incluindo a proteção dos cidadãos contra ameaças à sua saúde. 

Dadas as múltiplas funções do estado, podem surgir conflitos de interesse quando, por exemplo, uma pesquisa em saúde é encomendada pelo Ministério da Defesa, cujo principal objetivo não é a saúde. Por termo, quero dizer, todas as instituições cujo objetivo é regular o funcionamento da sociedade como um todo, incluindo a proteção dos cidadãos contra ameaças à sua saúde. Dadas as múltiplas funções do estado, podem surgir conflitos de interesse quando, por exemplo, uma pesquisa em saúde é encomendada pelo Ministério da Defesa, cujo principal objetivo não é a saúde.

Muitas vezes, há confusão sobre a natureza dos conflitos de interesse. Não é uma opinião, mas um fato. O conflito de interesse está objetivamente presente quando a mesma pessoa ou instituição tem dois objetivos potencialmente conflitantes. Além disso, a divulgação do conflito é uma condição necessária, mas insuficiente, para lidar com isso. Apoiar isso é dizer que, uma vez que um pesquisador revelou que ele é pago pela indústria da carne (digamos), sua pesquisa sobre os efeitos da carne será necessariamente equilibrada e não distorcida: entre a divulgação e a descoberta da ausência de "Bias" ainda há uma lacuna para preencher.

Finalmente, deve ser esclarecido que os conflitos de interesse (e os fins secundários) não podem ser evitados, mas sim reconhecidos e tratados conscientemente. Não só o lucro é legítimo, mas promover pesquisas inovadoras (por exemplo, no campo das energias alternativas) é uma tarefa precisa do estado e das instituições de pesquisa em colaboração com a indústria. Por esse motivo, a divulgação da linguagem, da filosofia e da consciência dos conflitos de interesse é tão importante hoje.

Exemplos em que o fim é lucro
Existem alguns exemplos recentes (muitos) de pesquisadores que foram patrocinados pela indústria para realizar pesquisas "absolutas" sobre seus produtos. O primeiro exemplo é o artigo de Chang et al. 3 sobre o relacionamento entre a exposição ao Agente Laranja / TCDD e aos tumores da próstata. Artigo (de defesa) foi patrocinado por duas das maiores empresas químicas do mundo, Dow Chemicals e Monsanto, cujo apoio econômico é claramente reconhecido no final do artigo. Os autores afirmam no detalhe que a indústria não influenciou os métodos utilizados para conduzir a revisão sistemática e síntese da literatura epidemiológica nem a interpretação dos resultados. 

O segundo exemplo é uma meta-análise de Boyle et al. 4sobre o consumo de bebidas carbonatadas e o risco de câncer, financiado com contribuição da Coca-Cola (note que o primeiro autor do autor foi Diretor da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, IARC, OMS). Os autores afirmam novamente que não há conflitos de interesses, já que nenhum deles tem os benefícios de participar da pesquisa. Outros exemplos são a exposição ao glifosato pesticida e de canola geneticamente modificada para ser resistente a um herbicida.  O primeiro artigo é financiado pela Monsanto e é parcialmente baseado nas relações internas da indústria, enquanto o último informa o financiamento da DuPont, mas declara que não há conflitos de interesse. Você pode encontrar muitos outros exemplos semelhantes.

Exemplos em que os conflitos de interesses não envolvem lucro
Todos os exemplos acima se referem a situações relativamente claras, ou seja, onde o principal objetivo - a defesa da saúde da população - é ameaçado pelo interesse do patrocinador / credor da pesquisa para mostrar um determinado resultado favorável ao seu lucro. Note-se que o conflito de interesses existe de forma objetiva mesmo que a finalidade do lucro não seja materialmente demonstrável. Gostaria de estender aqui as considerações (e histórias de casos) sobre conflitos de interesse para situações mais complexas, caracterizadas por múltiplos atores e onde o lucro não é o único motivo que dá origem ao conflito.

O primeiro exemplo é a crónica, que é um dos "alarmes de mídia" dos primeiros dias de 2016, e as 45 mil mortes ocorreram nos primeiros 8 meses de 2015. Quando este artigo aparece, o caso pode ter sido esclarecido ou redimensionado (Não pretendo fazer previsões), mas estou interessado em considerar como o problema se manifesta em "informações precárias ou limitadas". Escolho deliberadamente um exemplo de incerteza e informação incompleta porque este é o cenário mais comum de transferência de conhecimento científico para a prática e decisões de saúde pública. Um dos efeitos do conflito de interesses é abrandar o caminho da transferência de conhecimento na prática: como é o caso das mudanças climáticas.

Como se sabe, após o anúncio de alguns dados demográficos, no início de 2016, a imprensa informou com algum clamor um aparente excesso de 45 mil mortes nos primeiros 8 meses de 2015 em relação ao mesmo período de anos anteriores. Isso aconteceu nos mesmos dias em que a poluição atmosférica das cidades italianas atingiu níveis muito altos. O uso político desses dados (de populistas) não é diferente do uso indevido de informações científicas feitas por movimentos como o TeaParty nos Estados Unidos, que indicam uma séria desinformação, por exemplo, sobre mudanças climáticas. O excesso de mortes foi relacionado à poluição do ar e serviu de pretexto para atacar o governo. Marveling é múltiplo:

■ a mortalidade muda muito devagar e para as cortes de nascimento (geralmente a expectativa de vida aumenta nos países ocidentais com cada geração de nascimentos);
■ a expectativa de vida sempre aumentou nos países mais ricos desde o início do século XX, se as guerras forem excluídas; A única exceção foi a Rússia pós-soviética;
■ Analisar os dados por um período e, pior, mensalmente (não cauteloso, dada a sazonalidade das mortes, relacionadas, por exemplo, com epidemias de gripe) geralmente gera sérios mal-entendidos;
■ O relacionamento causa-efeito não pode ser revertido, o que significa que a poluição não pode acompanhar a alegada epidemia de mortalidade;
■ Se falamos de poluição mortal, estes são mais ou menos 35-50,000 na Itália a cada ano, com tendência a diminuir devido à melhoria da qualidade do ar; há um período de latência que depende do tipo de patologia que os tumores e as doenças respiratórias ainda têm muitos anos (os mortos que são vistos hoje expressam exposições que ocorreram há muito tempo).

Perante todos estes equívocos sobre a suposta epidemia de mortes (cuja natureza é ainda a ser esclarecido em que escrevo), o caso é exemplar de como muitas pessoas teria que dizer que as evidências científicas coisas que eles não dizem. Onde está o conflito de interesses? Estamos sofrendo ambos os jornalistas e políticos populistas que ignoram a história dos dados de mortalidade do século de idade, eles ignoram as tendências (até agora sempre melhorando) e alarmes de lançamento que entram em conflito com o bem primário da informação correta. A boa secundária é, neste caso, crescer o seu próprio eleitorado, convencer descontente, e vender mais cópias de jornais. 

Eu acho que é útil para ver o problema em perspectiva, que fortalecer a defesa do bem primário: não só a saúde, mas informações verdadeiras. Ao mesmo tempo, os defeitos da imprensa e populistas políticos não cumprir a política, dado que a Itália está seriamente atrasada na redução da poluição do ar: é simultaneamente verdade que em todos os lugares - até mesmo na Itália - a qualidade do ar é sempre melhorada através dos anos 60 até o presente, mas também que a Itália está atrasada em relação a quase todos os outros países europeus. 

O procedimento para "alarme" episódico certamente não ajudar a lidar com outro conflito típico, aquele entre a necessidade / direito dos cidadãos de circular no território (para o trabalho, escola, etc.), fazê-lo de forma razoável e não muito punitiva e a tarefa do Estado de substituir progressivamente certos modos de transporte (carro) com outros, tais como a bicicleta e transportes públicos. Dado que a Itália está seriamente atrasada na redução da poluição do ar: é simultaneamente verdade que em todos os lugares - até mesmo na Itália - a qualidade do ar é sempre melhorada desde a década de 60 até o presente, mas também que a Itália é muito mais tarde do que em quase todos os outros países europeus.

 Proceder com "alertas" episódicos certamente não ajuda a lidar com outro conflito típico, a saber, a necessidade de os cidadãos se deslocarem (por trabalho, escola, etc.) para fazê-lo de forma razoável e não muito punitiva e a tarefa do estado de substituir gradualmente certos modos de transporte (o carro) por outros, como a bicicleta e os transportes públicos. Mas também que a Itália está atrasada por quase todos os outros países europeus. 

Proceder com "alertas" episódicos certamente não ajuda a lidar com outro conflito típico, a saber, a necessidade de os cidadãos se deslocarem (por trabalho, escola, etc.) para fazê-lo de forma razoável e não muito punitiva e a tarefa do estado de substituir gradualmente certos modos de transporte (o carro) por outros, como a bicicleta e os transportes públicos. Mas também que a Itália está atrasada por quase todos os outros países europeus. 

Múltiplos Conflitos de Interesse
O segundo exemplo, também amplamente pesquisado com "alarme" pela mídia, é a carcinogenicidade da carne vermelha. Mesmo neste caso, a mídia fez muita confusão, sugerindo, por exemplo, que a avaliação da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer implicava a renúncia total ao consumo de carne (interpretação não realista) ou que a quantidade de 50g de carne processada representa um "limiar" abaixo do qual não há riscos. Muitas confusões surgiram da confusão entre "força da evidência" e "força da cancerogenicidade". 

A força dos testes, com base no método comprovado utilizado pelo IARC, baseia-se em uma série de critérios (como o número de pesquisas realizadas e sua consistência em sugerir um risco de câncer) e permitiu que o grupo de trabalho concluísse que os testes de carne vermelha trabalhada eram "suficientes". 

Esta mesma conclusão qualitativa foi alcançada para exposições como fumaça ou amianto. Isso não significa que o consumo de carne vermelha funcionou aumenta o risco de câncer de cólon com a mesma "força" com a qual o tabagismo causa câncer de pulmão. Naqueles que consumiram mais de 50g por dia de carne vermelha, o risco de câncer de cólon varia de cerca de 5 casos por cada 100 indivíduos ao longo da vida a 6 por 100. O risco de câncer de pulmão em não fumantes é de 1 em cada 100, nos fumantes fortes é de 25 em 100. Além desses mal-entendidos, um problema fundamental reside na falta de consciência dos modelos de ciência causais por atores principais. O câncer não é uma intoxicação aguda, não se pode dizer (como alguém) que "mesmo beber 10 litros de água pode ser mortal". 

O câncer origina-se para a ativação de diferentes estágios, ou seja, uma doença "multifatorial e multiestágio". Em uma parte da população, existem indivíduos que por diferentes causas (variantes de genes herdadas, mutações induzidas por outros agentes cancerígenos, etc.) estão particularmente predispostos ao desenvolvimento de um tumor. 

Ou seja, em uma pequena parte da população, não há um último passo (estágio ou golpe) - mesmo em baixas doses de exposição a um carcinógeno - para completar o processo de carcinogênese; Em outros indivíduos maiores, faltam duas etapas, etc.

Nesse sentido, certamente é verdade que a dose faz o risco, mas a comparação com o tóxico agudo não é válida, porque os tóxicos agudos são "um hit" (apenas um estágio somente) e o conceito de "limiar" se aplica a eles, enquanto que para doenças crônicas multifatoriais é a combinação com outras exposições levando a um risco aumentado.

Mas voltemos a conflitos de interesse. Por que há múltiplos conflitos de interesse no caso da carne vermelha? Além do óbvio (as Monografias do IARC não permitem que pessoas que trabalham nos grupos de trabalho sejam financiadas pela indústria em questão, neste caso carne), surgiram pelo menos dois tipos de conflitos de interesse. Uma vez que o objetivo principal é proteger a saúde, um propósito secundário do estado pode ser proteger e promover alimentos típicos, como salame ou categorias profissionais, como criadores. 

Assim, um primeiro conflito pode surgir nas várias funções do estado, a defesa da saúde do consumidor e a defesa de empresas e criadores italianos. Eu acho improvável que o estado deixe de promover o salame italiano (da mesma forma que a Expo), e isso, de fato, está em conflito com o objetivo principal de promover a saúde. 

Outro conflito mais sutil (mas não menos dramático) é o difícil equilíbrio entre os interesses de saúde de diferentes categorias, à luz do conhecimento incompleto que eles possuem. A carne processada (e talvez a vermelha não tratada) aumenta o risco de câncer e não há um limite óbvio. Mas a carne também é uma excelente comida, uma fonte de ferro facilmente absorvível (mais do que a partir de fontes vegetais), proteínas, vitamina B12 e assim por diante. As crianças são particularmente benéficas, pelo menos de acordo com nutricionistas e pediatras, comendo carne, embora a carne não seja inteiramente insubstituível.

Finalmente, há o problema da poluição atmosférica do metano, responsável por um quinto dos gases de efeito estufa e devido à criação de gado. Só por este motivo deve ser reduzido o consumo de carne e substituído por leguminosas. Além das capacidades de mediação subjetiva, estas são contradições objetivas, já que vários setores do estado podem ter objetivos diferentes e conflitantes: a prevenção de tumores e as mudanças climáticas reduzirão o consumo de carne vermelha o máximo possível (sem induzir necessariamente para se tornarem veganos), a prevenção de deficiências de ferro e proteínas em crianças aumenta, sem que haja um ponto de equilíbrio óbvio (obviamente, cada um desses propósitos tem seus paladinos: oncologistas, pediatras, ambientalistas, todos eles de melhor fé).

Conclusões
Eu acredito que discutir conflitos de interesse e regulá-los hoje é crucial, dado que o papel da indústria em diferentes setores da sociedade agora é dado para aquisição. Aumentar o papel do setor privado no campo da pesquisa médica não acompanha e não deve acompanhar a redução do estado, de acordo com uma equação igualmente injustificada. Pelo contrário, o alargamento das funções da indústria privada com fins lucrativos exige que o papel da garantia do estado seja fortalecido. Além disso, os conflitos de interesse são muito mais numerosos e mais do que apenas alguns anos atrás: considere propósitos conflituosos que possam ter diferentes setores do estado ou diferentes corporações que o estado apoia ou promove.


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