quinta-feira, agosto 17, 2017

Série: Estudantes de Biblio sem Fronteiras. Com Everton Camillo da USP-Ribeirão Preto.


É com grande alegria que damos início a mais uma série de matérias com uma temática muito importante e valorosa para a comunidade acadêmica da FaBCI, a nova série da MC “Estudantes de Biblio sem Fronteiras”.

Contaremos sempre com um aluno de Biblioteconomia de instituições de fora da cidade de São Paulo, que trarão um pouco de suas experiências sendo uma ótima forma de integração e de reconhecermos novos caminhos possíveis dentro da profissão.

Essa série foi criada por nossa querida Diretora/Coordenadora Profª Draª Valéria Valls a partir de uma palestra que foi ministrar na Universidade de São Paulo, USP campus de Ribeirão Preto, quando teve a oportunidade de através do Prof. Claudio Marcondes de Castro Filho conhecer um aluno em especial do curso que tem uma experiência muito legal para nos passar, o Everton da Silva Camillo.

Sem mais delongas, fiquem com a entrevista em vídeo do Everton que gentilmente concordou em participar da MC e nos contar um pouco da sua história.


Vídeo - Entrevista com Everton Camillo.


A Monitoria Científica agradece imensamente à todos que tornaram essa série possível e em especial ao Everton Camillo por sua disponibilidade e a generosidade e simpatia  que marcaram todas as tratativas.


Quem tiver algum personagem que possa integrar a série: Estudantes de Biblio sem Fronteiras, por favor, entrem em contato com a MC através do email: monitorcientificofabci@gmail.com e nos ajudem a trazer mais histórias interessantes e edificantes como a contada acima ;)
 


Coluna: Música e Livros. Por Bruno de Carvalho.


Confiram mais uma matéria da coluna: Música e Livros, em que o ex-aluno e monitor voluntário Bruno de Carvalho traz a entrevista com o vocalista João Vicente da Banda 5 Generais de Brasília, nessa coluna que mescla a relação das bandas de rock com o universo dos livros.


João ( vocalista) e Mozart ( baixista)


1) Quando você decidiu ser músico? Tocou em outras bandas antes do 5 Generais? Porque se mudou para Brasília? 
Nasci com a revolução, em 1964 (por isso meu nome, homenagem ao filho de Jango). Vim pra Brasília em 1969.  Filho de funcionário do Ministério da Fazenda e neto do inspetor de saúde do Aeroporto de Brasília desde sua inauguração, acabamos nos mudando definitivamente em 1969. Me considero candango, apesar de nascido no Rio.
Nunca pensei em ser músico. Trabalhava no Serpro quando um rapaz entrou no meu setor. Era o Marco, um dos produtores do histórico teatro Rolla Pedra, onde Plebe e Legião deram seus primeiros passos. Ele tinha recém dissolvido sua banda Espaçonave Guerrilha e estava montando outra e me chamou, sabe-se lá porque, para cantar nela. Aceitei o desafio e montamos a banda em 1985.
  
2) De onde veio a ideia do nome da banda , 5 Generais? 
Já ensaiávamos com músicas herdadas do Espaçonave Guerrilha, mudando bastante o arranjo, para algo menos punk.
O nome é uma referência aos 5 Generais da ditadura militar.  Eu havia sido preso (no grupo que ficou conhecido como os "últimos presos da ditadura"), na época da luta pelas Diretas Já. Iniciamos como uma banda punk/New Wave.. mas aos poucos fomos migrando para uma coisa mais lenta, filosófica, não voltada para o momento político, mas para os problemas e alegrias existenciais de um jovem da década de 1980. 

3) Qual a influência literária nas letras da banda 5 Generais? Quando a banda começou?
No começo, eu não escrevia nada. As letras eram punks mesmo, sem referências, a não ser na vontade de protestar contra tudo. Letras como "Levante da cadeira e desligue este botão" ou "Andando pelas ruas da cidade como que procurando uma identidade" eram baseadas mais no movimento punk e na cidade de Brasília, ampla, sem nada para fazer, cidade ainda pequena. Com a mudança de postura da banda, buscávamos um som mais gótico, influenciado por bandas como Cure e Siouxsie e em músicos clássicos como Bach e Albinoni. As letras passaram a refletir essa busca por problemas existenciais da juventude local, tristeza, solidão, brigas com as namoradas, mágoas. Comecei também a escrever letras como as de Pássaros Negros (que fala da juventude que se vestia de preto e frequentava o famoso centro comercial Gilbertinho, em Brasília. Povo de bandas, de teatro, fotógrafos, cineastas, ...) ou A Última Gota (sobre ejaculação precoce: "e não chega até você a minha última gota") ou Ouça-me, uma crítica a deus.
Tínhamos alguns colaboradores letristas que nos emprestavam suas letras que tinham tema similar. Bernardo Mueller (Escola de Escândalo) nos presenteou com Nas Linhas ("cada linha do teu rosto conta uma história triste") e Paulo Kauim, poeta da cidade com Naufrágio. A banda fez seu primeiro show no final de 1985. Eu fiquei nela até 1987, mas a banda durou ainda mais uns 10 meses com outro vocalista.

4) Há uma música sua que fala de algum livro? Ou alguma música que tem trecho de livros?
Eu era viciado em livros. Ainda sou. Muitos me influenciaram como pessoa, especialmente os autores latino americanos, notadamente Gabriel Garcia Marques, Eduardo Galeano e Vargas Llosa. Mas um autor que marcou demais essa nossa mudança de rumo foi Caio Fernando Abreu. Após ler Morangos Mofados e especialmente Triângulo das Águas tomei a decisão de passar a ser o letrista da banda. Se você visse meu livro Triângulo das Águas, veria dezenas de frases sublinhadas, uma grande inspiração. Seguramente copiei algum trecho em alguma música, mas não vou conseguir lembrar agora qual trecho.
Paulo Kauim, letrista de Naufrágio, dizia que lia muito Rimbaud, Baudelaire e Poe quando escreveu essa letra. 

5) Como era o seu convívio com o pessoal das outras bandas de Brasília nos anos 80? (Capital Inicial, Plebe Rude e Legião Urbana), Renato Russo, Dinho Ouro Preto, etc..., viu shows dessas bandas? Do Aborto Elétrico e Blitx 64 também?
Eu já sou da segunda geração desse rock pós punk de Brasília. Frequentava shows de longe, tímido que era. Ao entrar pra banda 5 Generais, passei a fazer parte dessa turma, mas Legião, Plebe e Capital já estavam fora de Brasília gravando. Assisti ainda a alguns shows pequenos dessas bandas antes do boom delas. Mas as bandas que a gente compartilhava shows eram já dessa segunda geração ou bandas que não haviam saído de Brasília: Finis Africae, Escola de Escândalo, Detrito Federal, Elite Sofisticada, Falange do Medo ou Arte no Escuro, da Marielle Loyola que gravou comigo Outro Trago, maior sucesso dos 5 Generais, para o disco Rumores 2.

6) Quais as melhores lembranças dessa época? 
Só tenho "melhores" lembranças dessa época. Os amigos, as meninas lindas de cabelinhos curtos, os encontros semanais no Gilbertinho e no Rádio Center (edifício onde a maioria das bandas ensaiavam) e os bate papos que viravam a noite com gente que guardo enorme respeito. A busca por conhecimento, especialmente de bandas inglesas (lembrem que não existia internet e qualquer informação levava meses para chegar, e quando chegava algo, corríamos para compartilhar em fitas K7 ou mostrando revistas importadas por alguém que chegara da Europa).
Além disso, há que se lembrar de que vivíamos o final do regime ditatorial e, não dá pra esquecer de citar as lutas em campo aberto contra a cavalaria e bombas do general Newton Cruz. Fiquei um dia preso na UnB encurralado dentro do restaurante universitário e depois preso na Polícia Federal por "buzinar o carro em frente usando adesivo do PT no peito". Coisas impensáveis hoje em dia. 

7- Ainda toca em banda atualmente? 
Depois que saí da banda, comecei uma longa carreira amadora de dj. Recentemente, com esses revivals dos anos 80, surgiram muitos convites para shows e cantei duas vezes com o 5 Generais e uma com o Escola de Escândalo em 2016. Entre 2005 e 2007 fui vocalista também de duas divertidíssimas bandas que faziam covers dos anos 80 (Banda Oitenta) e dos anos 90 (Tecnotronicos). Tocávamos em casas noturnas da cidade. 

8- Deixe uma mensagem, para os leitores do blog, fale o que quiser...
Bom, basicamente agradeço pelo convite de relembrar um pouco da época de ouro do rock de Brasília. Comento que, se querem conhecer mais da cidade e da noite, festas, casas de shows, bandas e djs da cidade, entrem no grupo que administro no Facebook: facebook.com/groups/bsbnight/
Quanto à leitura, tenho há vários anos me dedicado a livros históricos ou biográficos. A vida real tem histórias geniais e o Brasil produziu grandes biógrafos como Fernando Moraes ou Ruy Castro. Agora vou tomar um tempo para ler todo este blog que tem também histórias deliciosas sobre o rock no Brasil. Obrigado. 



Coluna: Filme da Semana. Por Ana Beatriz Cristaldo e Renato Reis.


E pra quem estava com saudades, ela está de volta. Vejam as resenhas dos queridos Ana Beatriz e Renato na coluna: Filme da Semana, trazendo sempre ótimas dicas de super produções especialmente para a comunidade FaBCI.  

Aproveitem!




Oi, galeraaaa!!! Como foram de férias? J
Um dos momentos mais marcantes das férias, pra mim, foi a estreia do Dunkirk (2017), tema dos meus escritos dessa semana. Do diretor Christopher Nolan, não pensei duas vezes antes de ir assistir (excelentemente bem acompanhado, inclusive), afinal o cara é um dos meus diretores favoritos!

Vocês devem se lembrar da chuva de postagens que rolou na web nas vésperas da estreia e toda aquela especulação midiática e da crítica. Pois bem, foi toda uma enxurrada informacional que deu pano pra manga de todas as questões artísticas da produção do filme, literalmente. Mas vão por mim: aprendam a ignorar às vezes o que a galera joga na internet e tirem suas próprias conclusões do filme (tanto que ninguém é obrigado a ser crítico de cinema, né!). Há, sim, várias visões sobre o filme, muito diferentes umas das outras.

E cá estou pra entregar a vocês a minha visão sobre o filme e dizer: SIM, CORRAM JÁ PRO CINEMA!

Espero que gostem, um ótimo semestre pra todos nós e até a próxima!


Dunkirk (2017)
Por Renato Reis

Christopher Nolan, conhecido e aclamado por seus filmes cabeçudos e recheados de tramas complicadas e muito bem elaboradas, dessa vez conta a história de Dunkirk (ou Dunquerque no bom e velho português), cidade costeira da França que ficou conhecida pelos fatos do encurralamento dos cerca de 350.000 soldados ingleses na Segunda Guerra Mundial. A Operação Dynamo, então retratada no filme, ficou conhecida por resgatar a grande maioria desses homens em via marítima. Foi uma grande força tarefa inglesa, motivada por Churchill, com o grande objetivo de salvar esses homens.

O filme já começa tenso! Dá pra sentir na pele a agonia dos soldados naquela cidade e como se sentiam cada vez mais cercados pelas tropas alemãs. Apesar de não haver representação dos militares alemães (o que senti um pouco de falta para um filme de guerra), o espectador os sente como se estivesse também em seu encalço. E é isso o filme TODO, galera! Fora a trilha sonora de Hans Zimmer, que está uma loucura, que só aumenta o ritmo dos batimentos cardíacos dentro do cinema...

O filme não tem protagonista, ou seja, não tem um herói específico ou algum personagem que se destaque mais do que os outros. Isso é o que mais se admira (eu pelo menos adorei!) num filme como esses. Estão todos sob a mesma condição. Todos num mato sem cachorro, em outras palavras. E cada um se vira do jeito que pode pra poder escapar, mas sem perder o senso de empatia humana, é claro.



Dunkirk (2017)
Fionn Witehead, Aneurin Barnard, Harry Styles e Damien Bonnard interpretam os soldados Tommy, Gibson, Alex e... Bem... Não é bem lá um inglês e não se sabe seu nome, respectivamente. Na verdade todos eles dão um SHOW de atuação! É legal ver o talento de cada ator tão jovem no decorrer de cada cena. Vide o desespero que a guerra impõe sobre o psicológico de todos, a trama só ressalta a ideia do “cada um por si” e o vitimismo mais que justificável dos militares ingleses naquela bacia de sangue e morte que começou a se tornar Dunquerque...

E isso não é nada perto de toda a tensão alinhada pela construção cronológica que Nolan faz ao longo do filme em três partes (Terra, Ar e Mar), a qual ele quebra totalmente e faz uma espécie de quebra-cabeça do tempo com o espectador. Quem conhece esse diretor, sabe que ele domina esse tipo de narrativa e a faz com tamanha maestria de encher os olhos! É simplesmente genial, senhoras e senhores!



Run, Tommy! Run!
Os efeitos sonoros estão animais também! Aliás, é através deles, junto com a trilha sonora frenética de Zimmer supracitada, que Nolan bota mais pressão e tensão ainda sobre os sentidos de quem vê o filme. O filme começa e dentro de 3 ou 4 minutos, as coisas já rolam, a sensação de perseguição e o frenesi já entram em ação na história e aí mal conseguimos respirar direito durante o filme todo. É um prato cheio pra quem não curte filmes parados (é, só que a gente até implora misericórdia e um alívio dentro das uma hora e 45 minutos de filme).

Tom Hardy (Farrier) arrasa como sempre em atuação, apesar de estar num personagem um pouco limitado pelas circunstâncias do seu papel. E o vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante (em A Ponte dos Espiões (2015)), Mark Rylance, interpretando o Mr. Dawson, nos deixa impressionados também com a realidade emocional que consegue transmitir.

Eu li várias críticas e análises de terceiros sobre o filme e valido os elogios: são todos verdadeiros, e até um tantão mais do que se diz a respeito; e desaprovo os mimimis: uma galera que não sabe apreciar um bom filme na poltrona do cinema fica polemizando pra ganhar mais seguidores ou mais likes, sei lá, só não os ouçam/leiam! Pronto falei!

Dunkirk (2017) tem grandes qualidades e é uma aposta de ouro para fazer o rapa nos Oscars em 2018. E, sim, estarei torcendo por isso! É um espetáculo e tanto para fãs de filmes de guerra, tem uma fotografia belíssima e singular, trilha sonora e SFX casados e muito bem trabalhados, os atores todos que têm uma estrelinha brilhante, o diretor – nem se fala – é excepcional e um roteiro muito bom! O longa tem referência substancial sobre o cinema mais antigo e clássico, faz-se um diamante num mar de brilhantes e ainda inova em suas cenas para os dias atuais e às tendências cinematográficas. Realmente me levei a concordar que é a obra-prima de Nolan. E aí, o que estão esperando pra irem já pro cinema?!

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Dunkirk é um filmão da bexiga mesmo. Misericórdia.


Espero que vocês tenham aproveitado as férias, por que a moleza acabou. Sendo assim, terça-feira tive aula com a professora Valéria Valls, e falávamos com Gestão do Conhecimento e Gestão da Informação, conversa vai conversa vem, e uma colega falou sobre inteligência artificial e sobre inteligência em si.

Eu, aquariana que sou, fui longe, muito longe e voltei com a resenha dessa semana pra vocês.



Ela – uma história de amor
Por Ana Beatriz Cristaldo


Do diretor Spike Jonze (Onde vivem os monstros e Quero ser John Malkovich), essa delicinha de filme traz um elenco de peso, composto por Joaquin Phoenix, Amy Adams, Rooney Mara, Chris Pratt, Scarlett Johansson, Olivia (MEU CORAÇÃO) Wilde e mais uma lista interminável de atores talentosíssimos, tudo isso para contar uma história que tem como plano de fundo a tecnologia, mas que trata sobre pessoas.

“Ana, essa afirmação lembra a que fazem sobre black mirror”
Muita coisa parece com Black Mirror, mas sim, esse filme é tão Black Mirror.
Vamos lá, numa Nova York não datada, o escritor Theodore (Phoenix) adquire um novo sistema operacional com inteligência artificial, Samantha (Johansson), para ajudá-lo com suas tarefas diárias, no viver da vida eles se apaixonam.  

 



 Três linhas resumem o filme? Sim. Mas ele fala de muita coisa:



- Relacionamentos poligâmicos

- Expectativas

- Relacionamentos

- Inteligência emocional

- Tecnologia



E dá pra tirar mais coisa ainda se eu parar pra rever pela sexta vez.

Mas me permita explanar um pouco melhor. Theodore é escritor, mas ele trabalha num lugar no qual ele escreve cartas por outras pessoas para outras pessoas (quero enviar uma carta para meu sobrinho fora do continente, mando fotos e algumas informações sobre nossa relação para a empresa e o “autor” compõe a carta como se fosse eu escrevendo e envia).


 Isso mostra que as pessoas são insensíveis e mandam outras expressar seus sentimentos? Isso mostra que as pessoas mal se relacionam mais? Isso mostra como a tecnologia torna os laços humanos cada vez mais fracos? NÃO! Isso mostra que qualquer coisa pode virar um emprego. Prosseguimos.


Ele tem sua melhor amiga de faculdade Amy (Adams) que mora no mesmo prédio e há um ano e alguns meses se divorciou de Catherine (Mara), o que ainda torna os sentimentos muito recentes e conflitantes, e o filme mostra isto através de flashbacks que Theodore da relação dos dois, nesses momentos Theodore se sente vazio e solitário. Um dia na saída do trabalho está sendo feita uma propaganda do novo sistema operacional de inteligência artificial, Theodore o compra e conhece Samantha (ela mesmo escolhe esse nome) e eles começam a se envolver. A princípio, Samantha o ajuda com a agenda, contas e conforme os dias passam com seus relacionamentos, deste modo os dois vão se acostumando e gostando da companhia do outro, mesmo não física, e eles se apaixonam.

Essa parte é muito gostosa de se pensar sobre:


Ela é uma inteligência artificial, segundo a internet inteligência é: conjunto que forma todas as características intelectuais de um indivíduo, ou seja, a faculdade de conhecer, compreender, raciocinar, pensar e interpretar”. A inteligência artificial é a reprodução, mais próxima possível, do cérebro humano num computador, porém nós homens não temos só as faculdades mentais do raciocínio, temos sentimentos. Mas Samantha não é uma coisa viva. Será? Ela sente, fala e existe como qualquer outro ser vivo, ela sente dor, ciúmes e inclusive tem orgasmos! Ela é uma pessoa, que não tem corpo, mas não o deixa de ser.

Ao contar pra outras pessoas que eles tem um relacionamento, a reação é de estranhamento, não natural. Mas por que não?


Enfim, muito discutível essas coisas.

Amy, a amiga, também tem um relacionamento com o sistema operacional de seu ex marido e as duas viram ótimas amigas.


O filme questiona muito as relações humanas e como a tecnologia trabalha com isso. Eu, particularmente, vejo a tecnologia não como uma barreira e o fim da raça humana, pelo contrário nós a criamos para facilitar o nosso dia a dia, pra eu falar com um amigo que mora na Suécia, basta mandar um ZAP do mesmo jeito que mando pro meu namorado que ta vendo tv na sala, a tecnologia não é uma coisa ruim, o modo como a usamos que vai dizer isso.


Lembrem-se que atrás de uma máquina sempre tem uma pessoa. Ela, a tecnologia, é o meio e não a fonte.

Esse assunto me deixa doida de vontade de conversar por horas.

Conversem comigo sobre isso.


O filme? TÃO BOM QUE EU QUERIA ENFIAR ELE DEBAIXO DO MEU CORAÇÃO.

E se você virar o Joaquim Phoenix de cabeça pra baixo a testa dele forma outro rosto:
 


  

E segundo o desenho Irmão do Jorel, isso se chama Expressividade MÁXIMA


 



Eu choro muito nesse filme.

Fiquem bem depois de o ver.


NOTA: 100000000/10

TA DISPONÍVEL ONDE!?!? Netflix

Esse filme recebeu o selo DESTROÇA MEU PSICOLÓGICO E LEVA MEU CORAÇÃO EMBORA do IAQ (Instituto Ana de Qualidade)